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Deixar de fumar é ‘contagioso’ Maio 25, 2008

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Desistir de fumar é “contagioso”, ou seja, há mais probabilidade de as pessoas deixarem de fumar em grupos do que sozinhas – segundo um estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine.

Segundo a pesquisa, a decisão de uma pessoa de parar de fumar tende a influenciar amigos, família e colegas de trabalho, levando-os a abandonar o cigarro também. Quanto mais íntimo for o relacionamento, maior a infuência sobre a pessoa que está desistindo de fumar. Os pesquisadores descobriram, por exemplo, que se o marido ou esposa de um fumante deixa de fumar, há 67% menos chances de que essa pessoa continue a fumar.
Se o irmão ou irmã de um fumante deixa de fumar, há 25% menos chances de que ele persista no hábito. Entre amigos, as chances de que uma pessoa continue a fumar são 36% menores se um amigo próximo abandonar o cigarro.
Já no ambiente de trabalho, se um colega abandona o cigarro, há 34% menos chances de que um outro colega fumante persista no hábito.

O estudo, feito por especialistas da Harvard Medical School, em Boston, e da University of California, em San Diego, utilizou informações coletadas ao longo de 32 anos em um grupo de mais de 12 mil pessoas.
Os voluntários tinham entre 21 e 70 anos. Foram considerados fumantes aqueles que fumavam pelo menos um cigarro por dia.
Essas pessoas participaram de um projeto de pesquisa de longo prazo, o Framingham Heart Study, que teve início em 1948 em Framingham, Massachusetts. Os dados foram coletados entre 1971 e 2003.

Conclusões
Nos últimos 30 anos, o número de fumantes vem caindo substancialmente nos Estados Unidos.
“Nós examinamos até que ponto o hábito de fumar se alastra de uma pessoa para outra e até que ponto grupos de pessoas interligadas deixam de fumar juntas”, escreveram os autores do estudo, Nicholas Christakis e James Fowler .

O estudo faz revelações curiosas. Revelou, por exemplo, que amigos com um nível educacional mais alto influenciam mais uns aos outros do que aqueles com menos educação. E conclui que pessoas que pertencem a um grupo social grande tendem a parar de fumar ao mesmo tempo, mesmo que não se conheçam. “Se acontece uma mudança cultural em uma rede social, um grupo inteiro de pessoas que estão conectadas, mas que talvez não se conheçam, abandonam (o cigarro) juntas”, disse um dos autores do estudo, Nicholas Christakis, ao jornal britânico The Times.
Outra observação feita pelos especialistas é que, se no passado fumantes e não-fumantes se relacionavam livremente, hoje os dois grupos tendem a formar agrupamentos separados.
Os especialistas concluíram que os fumantes estão sendo empurrados para as margens da sociedade.

Comentando o estudo, o psicólogo Martin Hagger, da University of Nottingham, disse que o apoio do grupo social é um fator importante quando se trata de abandonar o cigarro. Para ele, iniciativas do governo como aumentar os impostos sobre o cigarro e proibir o fumo em lugares públicos são limitadas. “Se você está tentando desistir de fumar, não faça isso em segredo. Tente recrutar pessoas fo seu grupo social. Isso dá a você um sentimento de identidade grupal”, aconselhou Hagger. “E se a rede social for consistente em apoiar a sua tentativa de abandonar (o hábito) é muito mais provável que você não tenha uma recaída”.

Fonte: BBC Brasil.

Uso do telemóvel na gravidez causa hiperactividade Maio 23, 2008

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Mulheres grávidas que usem o telemóvel podem ter mais possibilidades de ter filhos com problemas de comportamento, como hiperactividade, de acordo com um estudo realizado pela Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, e a de Aarhus, na Dinamarca.

De acordo com a investigação, filhos de mães que utilizavam o telemóvel, pelo menos duas ou três vezes diárias durante a gravidez, estavam 54% mais propensos a ter problemas comportamentais, quando chegavam à idade escolar, e os riscos parecem aumentar conforme o uso é mais frequente.

Quando as próprias crianças usavam o aparelho antes de completar os sete anos, tinham em média, 80% mais risco de ter problemas. Contudo, os autores da pesquisa afirmam que os resultados foram inesperados e devem ser interpretados «com cuidado», já que se trata do primeiro estudo do tipo e torna-se necessário pesquisar mais sobre o assunto.

Mães de 13.159 crianças foram recrutadas ainda durante a gravidez e, quando os seus filhos completaram sete anos, em 2005 e 2006, responderam a um questionário sobre a saúde e o comportamento das crianças, assim como sobre o uso do telemóvel durante e após a gravidez e pelos próprios filhos.

No entanto, é preciso aprofundar a investigação para estabelecer se a causa dos problemas comportamentais foi, de facto, o uso do telemóvel, já que, de acordo com os cientistas, estes podem não ser resultado da radiação emitida pelo aparelho, mas, sim, estarem associados à pouca atenção dada à criança pela mãe que usa o dispositivo com muita frequência.

Se isso ficar comprovado, dizem os especialistas, «o assunto será uma questão de preocupação em termos de saúde pública, devido à utilização generalizada da tecnologia». O estudo será publicado em Julho, na revista especializada Epidermiology.

Fonte: Diário Digital.

Obesos com mais probabilidades de sofrer problemas psiquiátricos Maio 22, 2008

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Um estudo publicado no jornal “Psychosomatic Medicine”, envolvendo mais de 40 mil norte-americanos, revela que as probabilidades de um adulto sofrer de desordens psiquiátricas – depressão, ansiedade e outros problemas de saúde mentais – são maiores quando o indivíduo tem peso a mais, podendo mesmo duplicar.

Nancy M. Petry liderou a equipa de investigadores do University of Connecticut Health Center, em Farmington, que analisou um inquérito governamental a 41654 adultos que receberam assistência devido a problemas psiquiátricos recentes ou já antigos. Conclusão: os adultos obesos têm maiores probalidades sofrerem de depressões profundas ou moderadas, de desordens relacionadas com ansiedade, como pânico e fobias, de episódios de alienação, de abuso de álcool e de desordens na personalidade, como transtorno obsessivo-compulsivo e paranóia.

Os investigadores também concluíram que os adultos pré-obesos são mais propensos a sofrerem de problemas relacionados com a ansiedade do que as pessoas com peso normal. Contudo, segundo a Reuters, não ficou claro como é que o excesso de peso pode levar a problemas de saúde mentais. O uso de medicamentos psiquiátricos que causam aumento de peso não explica as conclusões.

Factores comportamentais, biológicos e genéticos podem interferir na relação entre peso e saúde mental, consideram as investigadoras. Para Nancy M. Petry, as ligações entre alguns problemas psiquiátricos e o excesso de peso podem apontar para “desregulações comportamentais”, nas quais as pessoas combatem o stress fazendo tudo em excesso, inclusive comer.

O consumo de alimentos também pode ser um “reforço condicionado” em pessoas que normalmente comem como resposta à ansiedade, ou seja, até os episódios menos significantes de stress possam levar à sobrealimentação.

Dados do estudo

Título: Overweight and Obesity Are Associated With Psychiatric Disorders: Results From the National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions
Publicação: Psychosomatic Medicine, publicado on-line a 31 de Março de 2008, republicado em papel em Maio de 2008, volume 70, páginas 288 a 297
Autores: Nancy M. Petry, Danielle Barry, Robert H. Pietrzak e Julie A. Wagner

Fonte: Público.

Dez mil visitas Maio 21, 2008

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Portugueses preferem sexo a futebol Maio 20, 2008

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Quatro em cada cinco portugueses prefere praticar sexo a assistir a um jogo de futebol, o que torna os adeptos nacionais os mais activos da Europa, ao contrário dos «abstinentes» espanhóis, que não abdicam do desporto rei.

O estudo realizado pelo Social Issues Research Centre (Centro de Pesquisa de Assuntos Sociais) em 17 países europeus, contudo, não estabelece a relação entre a qualidade do futebol praticado nos estádios lusos e os escassos 17 por cento dos portugueses que trocam sexo por um jogo, enquanto a média se situa de 50 por cento.

No extremo oposto da estatística estão os adeptos espanhóis, os sexualmente menos activos da Europa sempre que a alternativa é assistir a um encontro de futebol, com 72 por cento a trocar uma noite de sexo pelos golos da sua equipa.

O sucesso de Cristiano Ronaldo e Luís Figo leva a que 53 por cento dos portugueses considere os jogadores de futebol os seus maiores ídolos, valor apenas superado pela Bélgica e a Suécia (ambas com 61), dois dos países com menos «estrelas».

O futebol «é uma religião» para 73 por cento dos portugueses, o valor mais elevado do estudo, muito acima dos «ateus» holandeses (27), mas para apenas 35 por cento é «a coisa mais importante da vida», categoria liderada pelos belgas, com 70 a viver para a modalidade.

Os portugueses são também os mais «chorões» do velho continente, com quatro em cada cinco adeptos a admitir que já chorou enquanto presenciava uma partida, em oposição aos contidos dinamarqueses (44 por cento).

Em contrapartida, os adeptos lusos são os menos interessados na actividade diária do seu clube, com apenas 62 por cento a acompanhar as notícias ao longo do dia, contra 91 por cento da média europeia e 98 dos recordistas dinamarqueses.

Os portugueses são também os que os que menos associam futebol a «paixão e dedicação» (77 por cento) e a «excitação e emoção» (62 por cento), tendo apenas 78 por cento admitido que gritou em público enquanto assistia a um jogo, enquanto a média continental ascende a 95.

Este distanciamento explica que apenas 43 por cento tenha «abraçado ou beijado estranhos durante um jogo», contra 93 dos «afectuosos» alemães, e que apenas 27 por cento «sonhe com futebol», bem longe dos «sonhadores» espanhóis (88 por cento).

Para seis em cada dez espectadores nacionais os dias de futebol representam uma boa oportunidade para reunir a família, a média mais elevada entre os 17 países envolvidos no estudo, que em Portugal contou com a participação do departamento de sociologia da Universidade do Porto.

Fonte: Diário Digital / Lusa.

Mania de juntar lixo em casa é sintoma de doença Maio 19, 2008

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O acumular de montanhas de lixo ou objectos inúteis em casa a pensar na sua eventual utilidade futura pode parecer muito estranho, mas é sintoma de uma doença que afecta principalmente idosos que vivem sozinhos e em situação de miséria.

Baptizada com o nome do filósofo grego do século IV a.C. Diógenes de Sinope, que vivia como um mendigo e dormia num barril, o Síndrome de Diógenes caracteriza-se pela acumulação de objectos sem valor, isolamento social, falta de pudor e de cuidados com a higiene pessoal e recusa em receber ajuda.

“Apesar da doença também poder afectar pessoas mais novas, a maior parte são idosos que vivem uma vida quase de eremita”, disse à agência Lusa o director do serviço de psiquiatria do Hospital do Espírito Santo, em Évora, José Palma Góis, que tem acompanhado alguns casos.

À memória vêm-lhe dois casos. Um de uma senhora septuagenária “muito excêntrica”, que vivia sozinha numa casa “cheia de lixo”, que recolhia dos contentores, e outro de uma mulher na casa dos 50 anos que começou a fazer colecção de objectos inúteis desde os 20 anos.

Palma Góis conta que a mulher mais nova fazia acumulação de lixo por “montinhos”, como de roupa e sapatos, de acordo com as suas próprias regras. Mas com o passar dos anos, a doença foi piorando e actualmente já não organizava o lixo e a casa transformou-se numa verdadeira lixeira. A vida desta mulher é partilhada com um companheiro, alcoólico, que “por contágio aceitou este tipo de vida”, sublinhou.

Queixas dos vizinhos

Ambos os casos chegaram ao hospital através dos serviços sociais, que foram alertados pela vizinhança devido ao mau cheiro que as casas tinham e do comportamento bizarro.

Palma Góis conta que a idosa, quando chegou aos cuidados médicos, ia desnutrida, com um aspecto pouco cuidado e uma atitude desconfiada e assustada, tendo acabado por ficar internada quatro semanas. Depois de a casa ter sido limpa, a idosa, que tinha uma “demência ligeira” e registou melhoras significativas com o tratamento, voltou para casa continuando a ter acompanhamento médico e o apoio dos serviços sociais para garantir o comprimento da terapêutica, alimentação e higiene.

Segundo Palma Góis, estas pessoas vivem numa situação de miséria material muito marcada e chegam a apresentar várias patologias, desde eczemas e infecções na pele causados por parasitas e sujidade, até anemias devido à negligência da alimentação e higiene.

As causas

Palma Góis explica que o Síndrome não nasce com a pessoa, mas pode haver traços de personalidade que predispõem para a doença, que pode surgir com a morte de um familiar, dificuldades económicas, conflitos ou reforma antecipada. Embora a maioria dos casos seja em idosos, há pessoas mais novas que podem desenvolver a doença, mas nestes casos está associada a outras patologias, como uma doença obsessiva compulsiva ou esquizofrenia. Sobre a prevalência da doença em Portugal, o psiquiatra diz que não existem números, mas estima que sejam idênticos aos de Espanha: 1,7 em cada mil internamentos em pessoas com mais de 65 anos.

Fonte: Helena Neves no DN.

Mulheres lideram as tentativas de suicídio em Portugal Maio 17, 2008

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As mulheres lideram as tentativas de suicídio em Portugal mas são os homens que registam taxas mais elevadas de suicídios concretizados, por utilizarem métodos mais eficazes, como enforcamento, medicamentos e nas áreas rurais pesticidas e armas de fogo.

O retrato foi traçado pelo coordenador nacional para a Saúde Mental, Caldas de Almeida, na sequência de um estudo do Alto Comissariado da Saúde (ACS), que lança alguns dados sobre o suicídio no Continente.

Com base em dados do último Inquérito Nacional de Saúde (2005-2006), do Infarmed e do Instituto Nacional de Estatística, o Gabinete de Informação e Prospectiva do ACS indica que os homens registam as mais elevadas taxas de suicídio, especialmente os indivíduos com mais de 65 anos e viúvos. Seguem-se os divorciados ou separados.

Estes registos mostram a «influência significativa de perda de uma pessoa, em especial de um cônjuge», segundo Caldas de Almeida.
O padrão do estado civil é semelhante para ambos os géneros.

As taxas são mais elevadas entre os trabalhadores não qualificados, seguindo-se os trabalhadores de profissões manuais e os ligados à agricultura e pescas.

Na população com 65 anos ou mais, a taxa de suicídio é mais elevada no Alentejo e abaixo dessa idade os números mais expressivos registam-se no Algarve.

O suicídio tem aumentado no Algarve, facto que foi determinado pela população feminina, ao contrário do que acontece nas restantes regiões do país.

A maior expressão no sul tem, porém, diferentes explicações conforme as regiões: no Alentejo deve-se ao isolamento e há existência de muitos homens idosos que acusam o peso dessa situação.

No Algarve, a explicação passa pela população flutuante que atrai, nomeadamente para a área do Turismo e que inclui muitos migrantes e imigrantes que viajam sozinhos.

Entre 2003 e 2005, o suicídio era a oitava causa de morte em Portugal. No período 1999-2001 a média anual de óbitos por suicídio aumentou nos dois géneros e a média de idade passou dos 45,4 para 46,5 anos. Nos homens foi de 47,7 e para as mulheres de 49,1.

Nas faixas etárias mais baixas, depois dos acidentes viários e SIDA, o suicídio continua a ser uma das causas de morte.

Entre 1991-2005, a década de 90 registou um decréscimo, atingindo o valor mais baixo em 2000 (5,1 por 100 mil habitantes) e em 2002 a taxa mais elevada (11,6 por cem mil habitantes).
O pico para a população feminina aconteceu em 2004.

Em declarações à Agência Lusa, Caldas de Almeida declarou que as subidas no número de suicídios em Portugal contrariam a tendência constante ou de diminuição registada no resto do mundo, exceptuando o subgrupo dos jovens masculinos adultos.

O aumento em Portugal não corresponde a um aumento efectivo da taxa de mortalidade por suicídio, mas na melhoria das taxas de registo por esta causa de morte.

«É paralela a taxa de aumento dos suicidários com a diminuição do registo de morte por causa indeterminada. Muitos dos suicídios não se registavam dessa forma por motivos culturais e religiosos», disse.

Sobre o suicídio nos jovens adultos, o especialista adianta que é notada essa tendência, mas ainda não há certezas nos motivos, embora se apontem maiores vulnerabilidades na passagem da adolescência para a vida adulta nos rapazes.

Fonte: Diário Digital / Lusa.

Brincadeira influencia aprendizagem de crianças autistas Maio 16, 2008

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A especialista Bryna Siegel destacou hoje, no Porto, a importância da brincadeira para a aprendizagem das crianças autistas, que aprendem «com maior facilidade, se estiverem em contacto com objectos que gostam».

Bryna Siegel, autora do livro «O mundo da criança com autismo – Compreender e tratar perturbações do espectro do autismo», caracterizou o comportamento dos autistas e apresentou várias técnicas que os pais e educadores podem implementar durante a aprendizagem das crianças.

«Sem a brincadeira, não há bases para a aprendizagem. Embora as crianças autistas não brinquem com os brinquedos da mesma forma que as outras crianças, aprendem com maior facilidade, se estiverem em contacto com objectos que gostam», afirmou Bryna Siegel, especialista em autismo, da Universidade da Califórnia.

Bryna Siegel relatou uma situação em que uma criança normal brinca com um camião, enquanto uma criança autista «coloca todos os camiões numa fileira simétrica e analisa cada detalhe do brinquedo».

De acordo com Siegel, através da repetição das palavras e da pronúncia feita num tom de voz mais elevado, as crianças com deficiência social podem aprendem os nomes das cores, dos números, das partes do corpo, horas e datas.

«As crianças com autismo repetem tudo o que ouvem, mas não conseguem compreender o significado de cada palavra», explicou a investigadora.

Bryna Siegel disse ainda que os autistas compreendem «mais facilmente substantivos do que os verbos, porque fazem a relação com as coisas que vêem» e que os educadores devem utilizar fotografias para levá-los a pensar sobre o objecto.

«Muitos deles têm boa memória fotográfica e processual, sendo capazes de montar um quebra-cabeça com as imagens viradas para baixo», disse a especialista.

Siegel explicou que a criança autista tem a tendência a não estar consciente dos sentimentos das outras pessoas e apresentam problemas de comunicação.

«Embora as crianças não falem, podem fazer-se entender. Conseguem brincar e relacionar-se com crianças normais e com as que falam outras língua, através da linguagem não-verbal», afirmou a investigadora.

Bryna Siegel disse que «por não ter uma linguagem verbal, a criança autista apresenta uma dificuldade acentuada em iniciar uma conversa com outras crianças, mas consegue utilizar a linguagem quando precisa de alguma coisa, o que é conhecido como linguagem instrumental».

Referiu também que «a criança autista é capaz de compreender que um sorriso e um aceno de cabeça podem ter significados positivos, que remetem a uma acção correcta».

«Mas a criança que não compreende o gesto, não compreende o funcionamento da mente, por isso nem sempre pede ajuda porque não têm consciência de que os outros conseguem interpretar o mundo à sua volta», frisou Siegel.

Bryna Siegel é directora da Clínica para o Autismo e professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia, em São Francisco.

Na sua obra, «O mundo da criança com autismo – Compreender e tratar perturbações do espectro do autismo», descreve o que designa por «comportamentalismo desenvolvimental», que está na base do tratamento de dificuldades específicas do autismo no campo da percepção, do processamento e da recuperação da informação.

O seu projecto mais recente, Jump Start, consiste num «modelo para ajudar crianças com autismo a aprenderem a aprender e ajudar os pais a integrarem serviços da escola e da casa».

Fonte: Diário Digital / Lusa.

Estudo: Jovens embebedam-se para melhorar vida sexual Maio 13, 2008

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Grande parte dos jovens adultos europeus consome drogas e álcool para melhorar a sua vida sexual, de acordo com um estudo divulgado pela Public Health do Reino Unido, que adianta que é sobre a influência destas substâncias que os inquiridos têm relações desprotegidas.
Um terço das mulheres, entre os 16 e os 35 anos, e 23% dos homens assumiram que bebem para terem mais hipóteses de ter sexo, tendo sido entrevistados jovens na Alemanha, Reino Unido, Áustria, República Checa, Grécia, Itália, Portugal, Espanha e Eslovénia.

O consumo de álcool e drogas está intimamente ligado às relações sexuais antes dos 16 anos em todos os países que participaram na pesquisa, especialmente no caso das mulheres. A cocaína foi apontada como «uma ajuda», dado que aumenta a duração do acto sexual e é normalmente associada à promiscuidade. A cannabis e o ecstasy também foram referidos.

Os jovens que admitiram ter bebido demasiado nas últimas quatro semanas são os que terão tido cinco ou mais parceiros, que terão tido relações sem o recurso ao preservativo e também os que mais se arrependem de ter tido sexo depois do uso do álcool ou drogas.
«Os jovens precisam de aprender com os adultos, que ajudam a criar uma cultura em que o sexo e o uso de substâncias são aprendidos na escola», defende o director-executivo da investigação, Simon Blake, acrescentando que «a educação sexual necessita incluir mais tópicos sobre a sua associação com o álcool, as drogas e as relações não protegidas».

Fonte: Diário Digital.

Saúde: mau cromossoma 22 é causa de distúrbios psiquiátricos Maio 12, 2008

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A ausência ou mau funcionamento de uma região do cromossoma 22 pode ser a causa de distúrbios psiquiátricos, como a esquizofrenia, problemas cognitivos e de comportamento, segundo uma investigação da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Publicado na revista britânica «Nature Genetics», o estudo indica que a ausência dos genes está relacionada com a ansiedade, depressão, hiperactividade, autismo e dificuldade de memória.
Os cientistas sustentam ainda que este distúrbio genético está na origem de um a dois por cento dos casos de esquizofrenia.
O estudo mostra também que cerca de 30 por cento dos indivíduos com esta falha nos genes desenvolvem a doença.
A partir de experiências com ratos de laboratório nos quais foram suprimidos os genes que controlam as mesmas funções da região do cromossoma 22 no homem, os cientistas detectaram nos animais distúrbios de comportamento.
Segundo os cientistas, os genes suprimidos do material genético dos ratos controlam processos bioquímicos do cérebro, por isso a sua ausência origina falhas biológicas que causam doenças mentais.

Fonte: Diário Digital / Lusa.

27% dos jovens britânicos dizem-se deprimidos Maio 1, 2008

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Uma pesquisa feita com 11 mil adolescentes britânicos revelou que mais de um terço dos jovens (27%) sentem-se deprimidos com freqüência.

Intitulado Good Childhood Enquiry (Investigação da Boa Infância), o levantamento ouviu adolescentes entre 14 e 16 anos em diversas regiões da Grã-Bretanha para avaliar as condições de saúde física e mental das crianças e adolescentes britânicos.

Além da depressão, 22% dos participantes afirmaram que se preocupam com o estado de sua saúde mental. Entre os entrevistados, 70% afirmaram que se sentem inseguros sobre a aparência e admitiram fazer dietas regularmente.

O documento cita outras pesquisas para afirmar que 20% das crianças e adolescentes britânicos apresentam problemas de saúde mental. Em fevereiro, a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) divulgou um relatório no qual apontou a Grã-Bretanha como um dos piores locais para a infância entre os países desenvolvidos.

Segundo a ONG Children’s Society, que encomendou a pesquisa, o objetivo é chamar a atenção do público e das autoridades sobre a importância da saúde mental das crianças.
“A saúde mental e o bem-estar das crianças foram tratados como pouco importantes, mas agora compreendemos que se quisermos que nossas crianças tenham uma infância melhor, essas questões precisam ser discutidas”, disse Rob Reitemeier, presidente da Children’s Society.
“Precisamos traduzir as preocupações em ações e investimentos em serviços de apoio.”

Adultos

Como parte do estudo para avaliar as condições de saúde mental e física das crianças e adolescentes, a ONG também encomendou uma pesquisa para saber a opinião dos adultos.
O levantamento entrevistou cerca de 1,2 mil adultos, e os resultados indicam que, entre os participantes, 55% acreditam que as crianças são menos felizes agora do que há uma geração.

Quando questionados sobre as razões disso, 29% dos entrevistados afirmaram que os conflitos familiares seriam o principal impacto negativo na vida das crianças e adolescentes da atualidade, enquanto 23% disseram que a pressão exercida por outros adolescentes seria o pior fator.

As pesquisas fazem parte de um estudo conduzido desde 2007 pela Children’s Society. Além da saúde mental, a organização já divulgou sondagens sobre a vida familiar, amizades, ensino e estilo de vida das crianças e adolescentes.

O resultado das pesquisas será divulgado ao lado de opiniões de especialistas em um relatório que tem publicação prevista para 2009.

Fonte: BBC Brasil.