Voluntários, mas pouco Novembro 30, 2011
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O voluntariado em Portugal atinge valores de envolvimento “bastante reduzidos”, na ordem dos 12 por cento, face à média europeia de 24 por cento, mas há um aumento significativo da participação em campanhas pontuais, aponta um estudo inédito.
A investigação “Voluntariado em Portugal”, citada pela agência Lusa, realça que, na última década, se assistiu na União Europeia (UE) a “um aumento quer do número de voluntários, quer do número de organizações promotoras do voluntariado”.
Em Portugal, a participação tem “valores bastante reduzidos”, na ordem dos 12 por cento, indica o estudo, que refere a “ausência de uma cultura de voluntariado” no País.
“A percentagem da população que faz voluntariado pelo menos uma vez por mês é de 2,9 por cento no caso do voluntariado formal, de 6,1 por cento no voluntariado informal (não integrado numa organização) e de apenas 2,2 por cento relativamente à entreajuda comunitária (voluntariado de proximidade)”, aponta o referido estudo.
Fonte: CM/Lusa.
Relações entre Freud e Jung, segundo Cronenberg Novembro 29, 2011
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“Um Método Perigoso” aborda os dois grandes pioneiros da análise da mente humana, Carl Jung e Sigmund Freud, a relação entre os dois rivais e amigos e ainda a história da paciente que tinham em comum. David Cronenberg regressa aqui num filme que aborda o nascimento da psicanálise.
Realização: David Cronenberg
Intérpretes: Michael Fassbender, Viggo Mortensen, Keira Knightley, Vincent Cassel, Sarah Gadon
Ultrapassámos as 150 mil visitas Novembro 28, 2011
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Ultrapassámos esta madrugada os 150 mil acessos neste blog. Obrigado a todos.

Abreviaturas nos SMS podem alterar processamento de linguagem Novembro 28, 2011
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Fotografia © global noticias
A utilização de abreviaturas e símbolos nas mensagens de texto enviadas por telemóvel (SMS) ou Internet pode alterar a forma de processar do cérebro, modificando a própria linguagem, defendeu, em entrevista à Lusa, o neuropsicólogo Michael Corballis.
Para o neuropsicólogo neozelandês, que está hoje em Portugal para participar na conferência “A Origem da Linguagem”, as mudanças acontecerão “em pequenas doses”.
“Os novos media [textos de SMS ou na Internet] podem alterar a linguagem em pequenas doses. Por exemplo, nos SMS, as pessoas usam abreviaturas e símbolos que podem ter pequenos efeitos na forma como o cérebro processa a linguagem”.
Apesar desta evolução ser natural até porque “a linguagem está continuamente a mudar e a diversificar-se”, Michael Corballis duvida que o futuro traga uma língua universal.
“Existem hoje em dia mais de 6.000 línguas no mundo, o que torna muito pouco provável a existência de uma linguagem universal”, afirmou.
Embora reconheça que as rádios, televisões e Internet proporcionem uma “maior universalidade”, o cientista lembrou que “as pessoas tendem naturalmente a defender a sua língua e a preservar as diferenças”.
Mesmo os gestos e as expressões faciais, que são tidos como comuns à população mundial, não podem considerar-se uma linguagem universal, alerta Michael Corballis.
“A comunidade científica ainda não tem certeza se os gestos podem ser considerados uma linguagem universal, porque não se trata de uma linguagem no sentido estrito”, explicou, adiantando que “muitos gestos variam consoante as culturas, o que dificulta perceber o quão universais são”.
De acordo com o neuropsicólogo, as expressões do rosto são “provavelmente as mais universais, mas refletem mais as emoções do que afirmações”.
A origem da linguagem vai estar hoje em destaque no Instituto de Ciências da Saúde, em Lisboa, onde o neozelandês vai explicar as suas teorias sobre o assunto.
Michael Corballis é professor benemérito de psicologia na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.
Doutorado pela Universidade de McGill, no Canadá, foi presidente da Sociedade Internacional de Neuropsicologia e publicou cinco livros sobre psicologia cognitiva e neurociência, dos quais o mais recente é “Da Mão para Boca — As Origens da Linguagem”.
“A linguagem humana é diferente da linguagem dos animais porque é suscetível de criar combinações e permite aos seres humanos uma variedade infinita de afirmações”, defendeu à Lusa.
Fonte: DN.
Os sonhos podem aliviar efeitos de experiências traumáticas Novembro 25, 2011
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Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, indica que sonhos podem aliviar os efeitos de pessoas expostas a eventos desagradáveis ou traumáticos.
Na pesquisa, os especialistas utilizaram um aparelho de ressonância magnética para observar como o cérebro das pessoas reage à exposição de imagens chocantes antes e depois de uma noite normal de sono
O estudo, publicado na revista científicaCurrent Biology, afirma que a reação dos cérebros dos voluntários expõe as ligações entre os sonhos e a memória.
A maior parte das pessoas tem de lidar com eventos traumáticos em algum ponto de suas vidas, e, para algumas delas, isso pode causar transtorno de estresse pós-traumático, tornando-as emocionalmente perturbadas por muito tempo depois do evento em si.
Existem fortes evidências de que, nos 20% do tempo do sono em que sonhamos, também chamado de sono REM (em inglês, rapid eyes movement, ou movimento rápido dos olhos), é feito o processamento das memórias recentes, e pesquisadores creem que a melhor compreensão deste mecanismo pode eventualmente ajudar os pacientes com estresse pós-traumático.
Os estudiosos recrutaram 35 voluntários, separando-os em dois grupos. Depois de mostrar a eles 150 imagens com a intenção de causar uma reação emocional, metade das pessoas tiveram a permissão de ter uma noite normal de sono.
Enquanto ficavam dentro de um aparelho de ressonância magnética, para mapear o fluxo de sangue no cérebro – uma maneira eficaz de descobrir quais regiões estão mais ativas -, os voluntários foram apresentados às imagens mais uma vez.
Aqueles que dormiram normalmente tiveram menos atividade nas amígdalas cerebelosas, partes do cérebro associadas às emoções exaltadas, e mais atividade no córtex pré-frontal, a região ligada aos pensamentos mais racionais.
As pessoas que não dormiram tiveram uma resposta muito mais emocional à nova exposição às imagens.
Mudanças químicas
Os cientistas creem que mudanças químicas no cérebro durante o R.E.M. podem explicar este comportamento.
“Nós sabemos que, durante o R.E.M., existe uma queda acentuada na noradrenalina, uma substância química associada com o estresse”, diz Matthew Walker, que liderou a pesquisa.
“Ao reprocessar experiências emocionais prévias neste ambiente neuroquimicamente seguro de baixa noradrenalina durante o R.E.M., nós acordamos no dia seguinte e aquelas experiências são suavizadas em sua força emocional”, afirma Walker.
“Nós nos sentimos melhor em relação a elas, nós achamos que podemos lidar (com elas).”
Comentando o estudo, o psicólogo clínico Roderick Orner diz que, embora muitos acreditem que o sono tenha um papel crucial no processamento de memórias traumáticas, provavelmente muitos outros fatores operam nos pacientes com estresse pós-traumático.
“Em casos de traumas mais graves, pode ser difícil demais para o paciente processar isto durante o sono, especialmente se o evento teve um impacto significativo na vida cotidiana da pessoa.”
Fonte: BBC.
Estudo revela violência doméstica sobre homens Novembro 23, 2011
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Portugal é o único de oito países europeus em que a violência sobre mulheres é sempre superior.
No primeiro estudo europeu a inquirir homens e mulheres, entre 18 e 64 anos, sobre vários tipos de violência ocorridos na relação com os parceiros “íntimos” heterossexuais no último ano, Portugal destaca-se como o único país, em oito, no qual as mulheres apresentam, em todos os tipos de violência, uma vitimização mais alta que os homens.
Numa amostra que inclui Espanha, Suécia, Bélgica, Grécia, Hungria, Alemanha e Reino Unido, os estereótipos habitualmente associados às relações heterossexuais são estilhaçados pela evidência surpreendente de uma vitimização masculina mais elevada (por vezes mais do dobro) em vários países e em categorias como coacção sexual e agressão física grave e que resulta em lesões.
Fonte: DN.
Maioria das mulheres com mais de 66 anos são infoexcluídas Novembro 4, 2011
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Este é o resultado de um estudo nacional que demonstra que a rapidez de evolução das novas tecnologias não tem sido acompanhada pelos seniores.
O estudo “Representações e usos das tecnologias digitais por diferentes grupos de seniores em Portugal”, da investigadora Isabel Dias, do departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, revela que há uma relação entre o uso das tecnologias de informação, em particular a Internet e o computador, a idade e o género das pessoas entrevistadas.
Para o resultado da pesquisa, que hoje será apresentada numa conferência em Lisboa, foram entrevistadas 91 pessoas com mais de 55 anos, 57 delas com idades entre os 55 e os 65 anos e 34 com mais de 66 anos. Dentro do grupo de entre 55 a 65 anos, 32 são homens e 25 são mulheres, enquanto no grupo com mais de 66 anos, a divisão é equitativa.
De acordo com os resultados da investigação, 52,9 por cento das mulheres com mais de 66 anos admitem nunca ter usado a Internet, enquanto apenas 11,8 por cento dos homens na mesma faixa etária estão na mesma situação.
Conclusão semelhante quando analisado o grupo entre os 55 e os 65 anos, onde 32 por cento das mulheres nunca usou a Internet, contra apenas 6,5 por cento de homens.
Por oposição, há pouca diferença entre homens e mulheres entre os 55 e os 65 anos em relação aos que usam muito frequentemente a Internet, havendo 32,3 por cento de homens e 28 por cento de mulheres. Na faixa etária acima dos 66 anos, regista-se 35,3 por cento de homens, contra 11,8 por cento de mulheres.
“São os homens seniores (inclusive os mais velhos) que revelam um uso mais frequente da Internet. No caso das mulheres, são as idosas mais jovens que o fazem”, aponta o estudo.
Um outro estudo, da autoria da investigadora Lídia Oliveira, da Universidade de Aveiro, conclui o mesmo e revela que, dos 82 inquiridos com mais de 55 anos, 29,3 por cento admite não saber usar a Internet, nunca a ter usado ou não utilizar actualmente.
Dentro deste grupo, a principal razão para não usar a Internet tem a ver com a falta de acesso (60,9 por cento), seguido da falta de necessidade quer pessoal ou profissional.
O lugar mais privilegiado no acesso à Internet é o lar (mais de 40 por cento), logo seguido da biblioteca (cerca de 35 por cento).
“Verifica-se que os serviços que são utilizados com mais frequência são os serviços miméticos de pré-Internet, ou seja, o e-mail mimetiza o correio postal, ver informação sobre política ou economia mimetiza a consulta de jornais, aceder a material para elaborar trabalhos mimetiza o acesso a livros”, adianta o estudo “Os media nos percursos vivenciais dos seniores”.
Nesse sentido, “todos os serviços que implicam uma mudança na lógica de uso e/ou na linguagem têm um índice de frequência de utilização baixíssima”.
Os dois estudos, realizados no âmbito do Projecto Inclusão e Participação Digital, vão ser apresentados hoje na Conferência “Diversidade Digital”, que decorre na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Fonte: DN.
