Militares que estiveram em missão ficam mais deprimidos Janeiro 18, 2012
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Os militares da GNR que estiveram em missões de paz ou cenários de guerra são mais ansiosos e sofrem mais depressões do que os elementos que nunca estiveram em missão, segundo uma tese sobre personalidade e agressividade.
O investigador da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, José Cardoso, decidiu analisar os traços de personalidade e os níveis de agressividade dos militares e para isso entrevistou 535 elementos do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS).
O autor diz que entre os militares predominam dois tipos de personalidade: os que são “ligeiramente antissociais e narcisistas” e os que apresentam variantes dos tipos obsessivo-compulsivo ou personalidade dependente. Normalmente, os primeiros tendem a preferir cenários de guerra e os segundos missões de paz, de acordo com o autor.
Um em cada quatro entrevistados para este trabalho já tinha realizado missões internacionais:7,9% tinha estado em teatros de guerra e 17% em missões de paz.
José Cardoso concluiu que a participação em missões altera a personalidade dos militares, que passam a estar menos abertos a novas experiências e apresentam níveis mais baixos de “confiança, retidão, altruísmo, complacência, modéstia e sensibilidade”.
Depois de vivenciar situações traumáticas, estes militares passam a apresentar níveis mais baixos de “extroversão”, ou seja, de acolhimento caloroso, assertividade e emoções positivas.
Depois de uma missão tornam-se mais ansiosos, hostis, vulneráveis e com níveis mais elevados de depressão mas, por outro lado, são habitualmente militares menos agressivos.
Durante as missões de alto risco, os GIPS vivem “em constante interação com o fator surpresa”, sem saber “qual vai ser a sua missão nem quando vai”. O dia-a-dia dos militares “é uma incógnita da extremos” e o resultado é que os militares vivem num ambiente de constante insegurança e “preocupação com o que irá acontecer a seguir”.
Pelas características do seu trabalho, os GIPS têm tendência a vivenciar tristeza (por estar longos períodos longe dos familiares e amigos) e medo (“que o helicóptero caia durante uma missão”, exemplifica o autor da tese).
Para chegar a estas conclusões o investigador comparou os militares que tinham pelo menos um ano de serviço com os que nunca tinham participaram em missões de proteção e socorro (119 militares que tinham acabado o curso de intervenção e proteção e socorro e por isso não tinham ainda qualquer contacto com a vida operacional).
A idade média dos militares entrevistados era de 28 anos, sendo o mais novo de 20 e o mais velho de 49.
O estudo comparou ainda a personalidade tendo em conta as funções que desempenhavam e chegou à conclusão que “os militares que desempenham funções de comandante de secção operacional apresentam valores mais elevados no domínio de extroversão”.
“Os profissionais que atuam em catástrofes podem enfrentar situação adversas, onde o cenário é de destruição, amargura e morte. Por vezes, a crueldade das atrocidades provocadas pelos seres humanos ultrapassa tudo o que é considerado num mundo justo, com sentido, previsível e seguro”.
Fonte: DN.
Música ajuda a aliviar a dor e a ansiedade Janeiro 16, 2012
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A música pode ajudar a aliviar a dor, especialmente em pessoas que sofrem de ansiedade. Os resultados são de um estudo da Univesidade de Utah, nos EUA, que demonstra que ouvir música contribui para reduzir o incómodo em situações dolorosas como, por exemplo, procedimentos médicos ou idas ao dentista.
Os investigadores desta universidade norte-americana analisaram 143 pessoas que ouviam música enquanto recebiam um choque doloroso na ponta do dedo. Os participantes foram convidados a seguir a melodia e identificar diferentes tons, num esforço realizado com o propósito de afastar da mente a sensação de dor e a ansiedade em relação à mesma.
Durante a análise, as respostas dos participantes à dor foram medidas através da atividade elétrica cerebral, da dilatação das pupilas e de alguns outros métodos, uma vez que os especialistas consideram estas medições mais objetivas do que as dadas por cada um a respeito da própria dor.
As conclusões obtidas pela equipa de especialistas evidenciaram que a dor sentida pelos participantes diminuiu à medida que estes ficavam mais e mais absorvidos pelo ritmo da música, sendo que os maiores benefícios se observaram nas pessoas que se encontravam mais ansiosas.
“Os nossos resultados demonstram que atividades como ouvir música podem ser eficazes na redução da dor em pessoas que sofram de grandes níveis de ansiedade”, explicou David Bradshaw, um dos investigadores, ao WebMD.
O coordenador da investigação sugere mesmo atividades deste tipo àqueles que precisem de uma pequena ajuda, por exemplo, na próxima visita ao dentista. “Ouvir música com auscultadores ou jogar um vídeojogo com efeitos sonoros que possam ser ouvidos com auscultadores são métodos eficazes, já que a música disfarça o som dos instrumentos dentários”, explicou.
De referir que o estudo, cujas conclusões foram dadas a conhecer em Dezembro último, não teve em conta diferentes tipos de música nem tentou compreender se músicas calmas funcionam melhor do que as restantes. Segundo Bradshaw, “o estilo musical não é importante, desde que consiga prender o interesse do paciente”.
Clique AQUI para aceder aos resultados publicados no Journal of Pain.
Fonte: Boas Notícias.
Meditar torna cérebro mais eficiente e saudável Janeiro 9, 2012
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O cérebro de pessoas experientes em meditação parece estar mais em forma, ter mais capacidade de concentração e ser mais eficiente a evitar situações de stress e confusão mental. As conclusões são de um estudo da universidade de Yale, EUA, publicado em Novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O estudo analisou dois grupos – um de pessoas experientes em meditação e outro de pessoas que se estavam a iniciar na prática – e recorreu a exames de ressonância magnética para analisar a atividade cerebral de cada grupo.
Os resultados demonstram que os praticantes de meditação mais experientes são capazes de “desligar” áreas do cérebro relacionadas com stress, ansiedade, hiperatividade e défice de atenção, uma vez que controlam mais eficazmente um circuito cerebral denominado por Default Mode Network (DMN).
De acordo com os autores do estudo, as pessoas com mais experiência em meditação são capazes de desligar parte deste circuito aumentando a sua capacidade cognitiva e de concentração. Os meditadores mais experientes conseguiram desligar esta rede tanto quando estavam a meditar como quando estavam apenas em repouso.
Estudos anteriores, como o que foi divulgado em 2010 pela universidade de Illinois (EUA), indicam que uma perda de coordenação no DMN é um sintoma comum do envelhecimento cerebral e, em casos extremos, pode ser um marcador de doenças como o Alzheimer.
Clique AQUI para aceder ao comunicado de Yale.
Fonte: Boas Notícias.
Portugueses sorriem menos Janeiro 7, 2012
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A face neutra e o sorriso fechado são os tipos de expressão facial mais exibidos nos jornais diários portugueses durante o segundo semestre do ano passado, concluiu um estudo da Universidade Fernando Pessoa (UFP).
O estudo científico, realizado pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção da (UFP), após análise a 15.243 fotografias, demonstra também que os portugueses estão “a sorrir cada vez menos desde 2003″, ano em que teve início.
Os resultados apontam que as mulheres, independentemente da idade, continuaram a sorrir mais do que os homens no ano passado, apesar do registo descendente acentuado em relação a 2010.
Segundo a análise, os homens apresentaram um sorriso mais fechado a partir dos 60 anos, enquanto as crianças são as que continuam a apresentar mais e frequentemente um sorriso largo, padrão que se mantém desde 2003.
Os resultados apontam também para uma diminuição “significativa” na exibição de qualquer tipo de sorriso e o aumento da expressão neutra em mulheres e homens.
No universo das fotografias analisadas verificou-se igualmente que a expressão facial de emoções negativas é mais frequente e intensa do que a de emoções positivas, padrão que se “acentuou expressivamente” no ano passado.
Ao longo dos primeiros oito anos de estudo, ficou comprovado que um dos moderadores da frequência e intensidade da exibição do sorriso é o contexto social, o que se verificou no caso português, pois a situação económico-social potenciou a inibição da expressão, sendo que o género e a idade são os outros dois moderadores, consideram os autores.
Segundo o Laboratório de Expressão Facial da Emoção, o sorriso é uma reacção que se desenvolve em situações que envolvam o bem-estar e a felicidade e quando tal não se verifica, por motivos externos, o sorriso é “inibido e recalcado”.
O estudo, que termina em 2013, faz parte de um projeto pioneiro a nível mundial e pretende analisar durante uma década o sorriso dos portugueses através dos jornais diários.
Fonte: CM.
