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Saiba o que a paixão faz com o seu cérebro Fevereiro 29, 2012

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação.
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Crédito: Shutterstock.

 

Em busca da fonte de todos os sentimentos intensos e controversos que acompanham a paixão, cientistas analisaram o cérebro dos apaixonados. No estudo feito pela Universidade de Nova York em Stony Brook, voluntários que diziam estar profundamente enamorados deveriam olhar para algumas fotos enquanto passavam por uma ressonância magnética.

Quando uma imagem do amado aparecia, o cérebro dessas pessoas produzia uma reação na parte do órgão responsável pelo nosso senso de motivação e recompensa – a mesma área ativada quando um viciado entra em contato com uma droga.

Em outras palavras, você fica, literalmente, viciado em outra pessoa.

Também conhecido como “centro do prazer”, essa área do cérebro é responsável por reconhecer algo que é bom. E, segundo especialistas, o estímulo dessa região para que você encontre alguém que o faça sentir-se bem pode ser até mais poderoso do que o desejo sexual.

Mas assim que a fase da conquista e a empolgação inicial com a nova paixão passam, o cérebro para de agir desta forma? Não completamente. Em outro estudo da Universidade de Nova York, foram feitas ressonâncias magnéticas em casais que estavam juntos, em média, por 21 anos.

Quando viam fotos de seus companheiros, a região cerebral ativada não era o “centro do prazer”, mas sim uma região associada ao afeto e a uma ligação de contentamento com recompensas. Ou seja – existe, sim, um declínio na paixão, mas um enorme crescimento na área do cérebro ligada ao companheirismo. E, de acordo com os cientistas, é isso que faz com que humanos fiquem juntos por anos, criem filhos e tenham uma vida juntos, ao contrário de outros mamíferos.

 

Fonte: Galileu.

Mau comportamento é fruto da educação dada pelos pais Fevereiro 27, 2012

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação, Notícias.
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As práticas educativas parentais desde o nascimento dos filhos são responsáveis, em noventa por cento dos casos, por comportamentos inadequados como o bullying e a indisciplina escolar, defende em livro o investigador e psicólogo Luís Maia.

E Tudo começa no Berço, é o título do livro a ser lançado na segunda-feira, no qual o autor defende que é desde o nascimento da criança que se desenvolvem grande parte das suas características, positivas ou negativas.

“Perdoem-me pais, mas a culpa de muitos de nós não termos controlo sobre o comportamento dos nossos filhos, estou convencido, não é dos filhos, nem da sociedade: é nossa”, escreve o autor alertando para a necessidade de os pais estarem mais presentes na vida dos filhos.

Partindo de exemplos práticos, Luís Maia pretende demonstrar como a desresponsabilização dos membros familiares e educadores próximos das crianças e adolescentes apenas contribui para a acomodação a uma sociedade desumanizada.

Então haverá ou não uma relação entre o comportamento das crianças e a forma como são educadas desde bebés? Na opinião do psicólogo, baseada em 20 anos de prática clínica, essa relação é bem evidente e manifesta-se em 90 por cento dos casos. ”Na minha opinião cerca de 90% da responsabilidade do comportamento inadequado das crianças e adolescentes está sedeado nas práticas educativas nos primeiros dias e anos da criança”, disse em declarações à Lusa, adiantando que na maioria dos casos são os pais que precisam de ajuda para se reorientarem na educação dos seus filhos.

Luís Maia explica que nos milhares de casos que já atendeu, quando começa a investigar as causas dos comportamentos inadequados das crianças quer sejam de indisciplina escolar, de violência contra os pares ou de outras atitudes antissociais, na maioria das vezes os pais foram orientados percebendo que eram as suas práticas educativas que deveriam ser alteradas.

A má prática educativa, explicou, ocorre em todas classes socioeconómicas e mesmo em ambientes familiares normais quando por exemplo os pais se desautorizam em frente à criança, quando quebram rotinas ou quando delegam competências.

A sociedade, defende o autor em declarações à agência Lusa, desaprendeu a arte de educar os filhos e a comportarem-se em sociedade, delegando nas estruturas essa responsabilidade. Uma aposta que considera errada.

Fonte: DN.

Excesso de confiança na tecnologia afecta vida social Fevereiro 22, 2012

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Fotografia © Paulo Spranger/Globalimagens

A confiança excessiva nos equipamentos digitais pode afetar a forma como pensam os jovens. O especialista Mal Fletcher avisa que o que é hoje um sinal de demência pode transformar-se no estado normal da mente em 2022.

Mal Fletcher defende que a oportunidade tecnológica pode ser aproveitada, mas com disciplina e confinada a algumas áreas da vida.
O especialista em tendências da comunicação veio a Portugal a convite da Jervis Pereira e da MTW – Media Training Worldwide Portugal para participar em conferências sobre o registo cada vez mais assíduo do digital na vida das pessoas, principalmente dos jovens, substituindo o contacto presencial pela comunicação através dos ecrans.

Os jovens adultos, com menos de 30 anos, são “nativos digitais” e adeptos da utilização de instrumentos digitais, não só como forma de estar em contacto com os amigos, mas também como um mecanismo para “produzir alterações sociais”, disse à agência Lusa o especialista.
“The Future is Y – Engaging the Millennial Generation” é o tema das intervenções de Fletcher, que defende que “os jovens adultos vão tirar o maior proveito da experiência digital se disciplinarem o seu uso e, de vez em quando, tornarem livres de ‘gadgets’ algumas áreas da suas vidas”.
Fletcher exemplifica com um estudo onde se sugere que os estudantes que usam regularmente a rede digital podem atingir níveis escolares mais baixos do que aqueles que não o fazem. Os psicólogos referem-se a uma “presença ausente” relacionada com a ideia de muita gente na mesma sala, mas sem contacto entre si, porque estão ocupados no ciberespaço.
“A experiência digital não nega a necessidade de contacto físico, antes realça esta necessidade”, salienta Mal Fletcher, que aconselha os pais a criarem em casa zonas livres de aparelhos digitais para evitar que as crianças se tornem “desastradas” na interação social, uma capacidade que inclui a leitura e compreensão da linguagem corporal e que exige prática.

Questionado sobre a possibilidade da “sobrecarga” de opções digitais – no trabalho, em casa, na vida social e nas relações entre as pessoas – tornar-se doentia, Mal Fletcher diz que qualquer comportamento humano, se levado a extremos, pode ser, “se não uma doença, uma fraqueza habitual”.
E acrescenta mesmo que pode levar à crescente incapacidade de concentração, dificuldade em interpretar a linguagem corporal das pessoas ou mesmo à inaptidão para gerir as finanças pessoais.

Num dos seus artigos, o especialista afirma que aquilo que é atualmente encarado como sinal de demência pode vir a tornar-se no estado normal da mente em 2022, com a população a evidenciar um declínio das funções mental e social.
As tecnologias “vêm e vão, como sempre aconteceu ao longo da história, mas os seres humanos mantêm-se essencialmente os mesmos. Aprendemos coisas novas e adaptamo-nos ao ambiente de vários modos, mas as questões fundamentais que colocamos sobre a vida, o seu significado, não mudaram muito através dos tempos”, explicou à agência Lusa, em resposta a questões enviadas por escrito.

Atualmente, a diferença é que a tecnologia permite juntar a parte fisiológica e a mecânica e já parece estar a entrar não só no trabalho e no lar, mas também no corpo humano, através de chips.
Mal Fletcher lidera o ‘Think Tank 2020Plus’, sedeado em Londres, e investiga as tendências sociais há mais de duas décadas.

Fonte: DN.

Estudo: família tem mais impacto nos jovens que os amigos Fevereiro 20, 2012

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A sensação de bem-estar e auto-estima dos jovens depende mais das relações familiares do que das ligações entre colegas, que só ocupam o lugar da família quando esta se ausenta, de acordo com um estudo do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).

Esta análise, que foi apresentada no instituto durante a conferência «A construção do autoconceito e da autoestima na adolescência» tem por base 900 alunos dos 7º, 9º e 11º anos.

«Há uma convicção, mais ou menos generalizada, de que durante a adolescência o grupo de pares acaba por substituir um pouco a família. Mas o que estes dados acabam por mostrar é que isso não é exatamente assim. No que toca ao sentimento de bem-estar, a família continua a ter um papel mais importante do que o grupo», contou à agência Lusa o coordenador do estudo, Francisco Peixoto.

O facto de sentirem que a «família os aceita tal como são, que os apoia quando precisam, nomeadamente em termos afetivos, e que simultaneamente lhes dá autonomia para poderem crescer e desenvolver-se, faz com que sintam que são pessoas que têm valor», sublinhou o professor do ISPA.

Francisco Peixoto sublinha que o facto de a família dar «um contributo maior para a auto-estima que a relação com os colegas» não significa que o grupo de amigos não é importante. Os amigos são importantes, mas, em muitos casos, não conseguem substituir a família. «Contrariamente, aquilo que se faz passar, de que o grupo acaba por preencher o espaço da família, isso não é completamente verdade. Depende das circunstâncias», disse o investigador.

«Os pares acabam por ocupar o espaço, quando a família deixa esse espaço vazio. Se a família cuidar dos filhos que tem continuará a ter esse papel importante, de o jovem se sentir bem com ele próprio», alertou. Sobre as características «ideais» da família, Francisco Peixoto sublinha que «não há um manual de boas práticas» lembrando apenas que na base deve estar a «aceitação» dos filhos tal como eles são.

«A questão fundamental é a da aceitação. A ideia de que os pais forçam os filhos a ser aquilo que eles quereriam ter sido, isso não contribui obviamente para uma boa prática familiar, porque o que vai acontecer é que o adolescente é rejeitado pela família, porque a família quereria ter outro que não aquele que está ali à frente», referiu.

Fonte: TVI24.

Jogos on-line podem atrapalhar relação conjugal Fevereiro 15, 2012

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Só ‘mais meia horinha’ pode sim fazer a diferença. Segundo uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, jogos online, como World of Warcraft ou Call of Duty, são grandes fontes de tensão e descontentamento no casamento. Nada menos que 75% dos parceiros – principalmente as mulheres – de jogadores virtuais gostariam que eles passassem menos tempo salvando o mundo e se dedicassem mais às atividades conjugais.

“É senso comum que muitos casais enfrentam problemas em torno dos games, principalmente quando os maridos são viciados na jogatina. O impacto é claro”, afirma Neil Lundberg, professor responsável pela pesquisa. “Descobrimos que o problema não é quantas horas a pessoa passa jogando, mas sim como esse período impacta a relação entre o casal”, completa ele.
O jogo, afirma a pesquisa, pode tomar o tempo das conversas e atividades feitas em conjunto, momentos que aproximam o casal. Com isso, um dos cônjuges se sente abandonado.

Clube do Bolinha — E, quase sempre, é a mulher que fica de fora da festa. Os pesquisadores entrevistaram 349 casais em que ao menos um dos indivíduos é um jogador contumaz. Em 84% dos casais, esse é o homem. E no caso de casais que jogam juntos, em 73% dos casos o homem joga durante períodos maiores.

Chamar a esposa para a brincadeira, aliás, é a saída encontrada pelo estudo para resolver o problema na maioria dos casos. O jogo online tem um efeito positivo na vida de 76% dos casais que compartilham o joystick. Os jogadores, afirmam os pesquisadores, gostam de interagir com seus avatares — sua persona virtual — no universo online.

“Nem todos os videogames são ruins”, afirma Michelle Ahlstrom, uma das autoras. “Alguns são divertidos e podem fortalecer a relação com o companheiro. É preciso considerar o conteúdo do jogo, quanto tempo ele exige, como ele afeta o  trabalho, o  sono e, sobretudo, a relação matrimonial”, aconselha  Ahlstrom.

Fonte: Veja on-line, via Pavablog, com foto de Jupiterimages.

Os racistas são menos inteligentes? Fevereiro 9, 2012

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As ideias preconceituosas ajudam a tornar o «mundo confuso» mais simples.

Serão os racistas e os conservadores mais burros? A resposta à pergunta provocativa parece ser um qualificado sim. Segundo um estudo recente da Universidade de Brock, Ontário, Canadá, as pessoas que têm menos Q.I (quociente de inteligência) na infância têm mais probabilidades de desenvolver convicções preconceituosas e políticas sociais conservadoras quando forem adultas, revela o The Huffington Post.

O estudo publicado na Psychological Science é da autoria do professor de psicologia Gordon Hodson, que defende que a investigação prova um ciclo vicioso: as pessoas de baixa inteligência gravitam socialmente em torno de ideologias conservadoras, que provocam stress e resistência à mudança, e, como tal, preconceito, disse à Live Science.

A razão que leva as pessoas menos inteligentes a sentirem-se atraídas para ideias conservadoras parece estar no facto dessas ideologias permitirem mais «estrutura e ordem», o que torna mais fácil compreender um mundo complicado. Estas ideologias conservadores permitem tornar o mundo mais simples.

«Infelizmente, muitas destas ideias podem contribuir para o preconceito», disse.

 

Fonte: TVI24.

Há cérebros que podem ser mais vulneráveis ao vício Fevereiro 7, 2012

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A experiência com substâncias que causam vícios como o álcool e as drogas é diferente para cada pessoa. É preciso uma primeira vez para haver uma segunda. Mas há quem use várias vezes sem se deixar dominar pelo vício e há outros que vêem a sua vida destruída. Estas duas versões podem conviver na mesma família. Por isso, uma equipa de investigadores foi perceber as diferenças no comportamento e no cérebro em irmãos em que um era viciado numa substância e outro não, para tentarem compreender se as características cerebrais de pessoas viciadas já estavam lá antes do vício ou apareciam depois, ou seja, se há uma vulnerabilidade natural. Descobriram que ambos os irmãos tinham regiões no cérebro com características associadas ao vício, o que indica que pode haver uma vulnerabilidade herdada. O estudo foi publicado na Science.

A equipa de Karen Ersche, da Universidade de Cambridge, analisou regiões do cérebro que já se sabia estarem associadas ao vício, por terem alterações a nível de conectividade das redes de neurónios em pessoas que consomem drogas. “Os indivíduos com risco de se tornarem dependentes de drogas têm um défice de auto-controlo, o que pode reflectir uma capacidade diminuída de recrutar as redes [cerebrais] pré-frontais para regular o comportamento”, escrevem os autores no artigo.

Mas a questão era perceber se estas alterações são uma reacção ao consumo frequente de drogas, que tendem a modificar estas regiões e a reforçar o comportamento aditivo, ou se, por outro lado, as alterações no cérebro já estavam lá antes do início do consumo de drogas, e são portanto uma vulnerabilidade.

Para isso, a equipa reuniu 50 pares de irmãos em que um era viciado nalgum tipo de substância e outro não, que foram comparados com mais 50 pessoas saudáveis que não eram da família dos pares de irmãos.

A primeira experiência foi um teste para medir a impulsividade e apetência aos vícios das 150 pessoas. O teste chamado stop-signal test é simples, cada pessoa tem um ecrã onde aparece uma seta virada para esquerda ou para a direita e tem que carregar num botão da esquerda ou da direita consoante o sentido da seta. O catch é que quando se ouve uma buzina, não se pode tocar no botão.

O jogo requer que os indivíduos parem imediatamente o impulso habitual de carregar no botão sempre que ouvem a buzina. Isto mede a compulsão, impulsividade e os maus resultados estão associados a tendências para os vícios. As regiões neuronais activadas durante este teste estão bem estudadas e também estão associadas à dependência de drogas.

“Observámos dificuldades na regulação do comportamento [durante o teste] tanto nos indivíduos dependentes de drogas como nos seus irmãos biológicos que não têm um histórico de abuso crónico de drogas”, explicaram os autores no artigo. Mais, os padrões de resposta eram muito parecidos entre irmãos do mesmo par e diferentes entre pares de irmãos. Os grupo controlo de 50 pessoas não apresentaram estas dificuldades.

De seguida, os cientistas foram analisar o cérebro para olhar para a integridade das redes neuronais. E perceberam que ambos os irmãos tinham o mesmo tipo de pior integridade em certas regiões do órgão, associadas à capacidade de auto-controlo, do que no grupo controlo.

“Sabe-se há muito que nem toda a gente que toma drogas é viciado, e que as pessoas que estão em risco de ficarem dependentes de drogas têm, tipicamente, um défice de auto-controlo”, disse Ersche, citada pela Reuters. “As nossas descobertas dão um indício da causa do risco de as pessoas se tornarem viciadas em droga aumentar em pessoas com uma história [de dependência] na família: partes do seu cérebro, responsáveis pela capacidade de auto-controlo, trabalham de uma forma menos eficiente.”

O próximo passo da equipa é perceber porque é que, ainda assim, existem diferenças no comportamento dos irmãos. Em que um, apesar de ter as mesmas características neurológicas, e o mesmo ambiente familiar, não se torna viciado. A resposta também poderá estar escondida no cérebro.

 

Fonte: Público.

Pais “pressionam” filhos únicos para não serem padres Fevereiro 6, 2012

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A diminuição do número de padres na Europa tem como principal causa a pressão exercida pelos pais sobre os filhos únicos para que mantenham a continuidade da família, conclui um estudo de um investigador da Universidade do Minho.

Paulo Reis Mourão avaliou a evolução das vocações religiosas nos países europeus nos últimos 50 anos, um estudo pioneiro publicado na “Review of Religious Research”, dos Estados Unidos da América.

Para aquele investigador, o fator que mais pesa na diminuição do número de padres “é as famílias com menos filhos, que são cada vez mais, tenderem a pressioná-los para optarem por uma carreira laica, de forma a manterem a continuidade da família”.

O estudo conclui que, a par do crescimento económico sentido na maioria dos países, houve uma quebra no rácio de sacerdotes por população católica.

Nos países mais católicos (Portugal, Itália, Espanha, Irlanda) confirmou-se que as oscilações se deveram a mudanças na estrutura familiar (poucos filhos, poucos casamentos e muitos divórcio), nas ondas migratórias e no crescimento da urbanização.

O investigador destaca ainda o chamado “arrefecimento do fervor religioso”, embora sublinhe que desde 1990 o número de vocações estabilizou, ficando ainda abaixo dos valores de 1960/70 mas sendo “mais conscientes”.

Paulo Reis Mourão admite que este estudo pode contribuir para uma reflexão interna do Vaticano, de forma a aumentar o número de vocações sacerdotais.

“É preciso um papel mais ativo e uma maior consciencialização e dinâmica paroquial para se inverter esta tendência. A questão das vocações é essencial na Igreja Católica e o seu desenvolvimento é influenciado pelas dimensões socioeconómicas”, sublinhou.

Fonte: Lusa, via DN.

Ciência mais próxima de ler os pensamentos Fevereiro 3, 2012

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Ser capaz de ler os pensamentos de alguém é uma ideia que faz oscilar entre a curiosidade e o medo. Um grupo de cientistas norte-americanos deu mais um passo neste sentido e conseguiu identificar as palavras em que algumas pessoas estavam a pensar. O objectivo era ajudar os doentes impedidos de comunicar a expressar-se.

O estudo (ver PDF, em inglês), desenvolvido pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, acaba de ser publicado na revista científica PLoS Biology e explica que os investigadores conseguiram reconstruir algumas palavras em que os participantes estavam a pensar, a partir das ondas cerebrais emitidas.

A equipa conseguiu decifrar a actividade eléctrica de uma zona do cérebro associada à audição humana e à linguagem que se chama circunvolução temporal superior (STG, na sigla em inglês). Ao analisarem os padrões de actividade da STG os investigadores conseguiram reconstruir algumas das palavras que os participantes estavam a ouvir numa conversa normal.

“Esta investigação baseia-se nos sons que uma pessoa ouve realmente”, esclareceu o autor principal, Brian N. Pasley, investigador da Universidade de Berkeley. Pasley clarificou que o objectivo principal do estudo foi explorar como funciona o cérebro humano, sobretudo em termos de codificação da fala, para determinar que aspectos da linguagem são mais importantes para a compreensão. “Em algum momento, o cérebro tem de extrair a informação auditiva e mapeá-la numa palavra, já que podemos entender a linguagem e as palavras, independentemente de como soam”, acrescentou.

Segundo o investigador, “existem provas de que a percepção e a imaginação podem ser muito semelhantes no cérebro”, pelo que se o doente entende a relação entre o som e o que chega ao cérebro é, pois, possível “sintetizar o som real em que a pessoa está a pensar ou simplesmente escrever as palavras com algum tipo de dispositivo que sirva de interface”.

As palavras foram reconstruídas com a ajuda de um modelo computorizado baseado em algoritmos e deram continuação a um estudo publicado no ano passado, no qual os participantes que tinham eléctrodos colocados directamente no cérebro foram capazes de mover o cursor do rato num computador pensando apenas em sons de vogais. Para a investigação agora publicada o grupo recorreu a ressonâncias magnéticas funcionais, um exame médico capaz de mostrar o fluxo sanguíneo no cérebro e centrou-se na STG pela sua grande importância tanto na recepção como na elaboração de linguagem.

A equipa monitorizou as ondas da actividade cerebral de 15 doentes submetidos a cirurgias para a epilepsia ou para remoção de tumores, ao mesmo tempo que passava uma gravação áudio com vários intervenientes a dizerem frases ou simples palavras. Com a ajuda de um modelo computorizado a equipa conseguiu perceber que zonas do cérebro eram activadas em cada momento e com que intensidade. De seguida foram ditas várias palavras aos doentes que tinham de escolher algumas em que deveriam pensar e os investigadores foram capazes de descobrir quais. E foram ainda mais longe: conseguiram mesmo reconstruir algumas palavras, transformando as ondas cerebrais em som.

“Este estudo é muito importante para os doentes que têm danos nos mecanismos da fala na sequência de um acidente cerebrovascular” ou de outras doenças, exemplificou, por seu lado, Robert Knight, outro dos autores do estudo e professor de Psicologia e Neurociências na mesma universidade. Knight salientou, também, que este trabalho traz desenvolvimentos tanto ao nível do conhecimento de como funciona o cérebro como eventuais futuros benefícios para pessoas com perturbações no discurso.

Os autores acreditam que, no futuro, este tipo de técnica pode ser disseminada nos hospitais para facilitar a comunicação com doentes cujas capacidades de comunicação estão limitadas. No entanto, alertam que a investigação ainda está numa fase muito prematura e que são necessários muitos mais estudos e melhorias até se chegar a uma técnica que possa ser implementada na realidade.

Fonte: Público.

Crianças criadas com afecto têm hipocampo maior Fevereiro 2, 2012

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Matéria da EFE publicada na Folha Online

Via Pavablog.

As crianças criadas com afeto têm o hipocampo –área do cérebro encarregada da memória– quase 10% maior que as demais, revela um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”).

A pesquisa, realizada por psiquiatras e neurocientistas da Universidade Washington de Saint Louis, “sugere um claro vínculo entre a criação e o tamanho do hipocampo”, explica a professora de psiquiatria infantil Joan L. Luby, uma das autoras.

Para o estudo, os especialistas analisaram imagens cerebrais de crianças com idades entre 7 e 10 anos que, quando tinham entre 3 e 6 anos, foram observados em interação com algum de seus pais, quase sempre com a mãe.

Foram analisadas imagens do cérebro de 92 dessas crianças, algumas mentalmente saudáveis e outras com sintomas de depressão. As crianças saudáveis e criadas com afeto tinham o hipocampo quase 10% maior que as demais. “Ter um hipocampo quase 10% maior é uma evidência concreta do poderoso efeito da criação”, ressalta Luby.

A professora defende que os pais criem os filhos com amor e cuidado, pois, segundo ela, isso “claramente tem um impacto muito grande no desenvolvimento posterior”.

Durante anos, muitas pesquisas enfatizaram a importância da criação, mas quase sempre focadas em fatores psicossociais e no rendimento escolar. O trabalho publicado nesta segunda-feira, no entanto, “é o primeiro que realmente mostra uma mudança anatômica no cérebro”, destaca Luby.

Embora em 95% dos casos estudados as mães biológicas tenham participado do estudo, os pesquisadores indicam que o efeito no cérebro é o mesmo se o responsável pelos cuidados da criança é o pai, os pais adotivos ou os avós.

Foto: SXC.

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