Estudo: família tem mais impacto nos jovens que os amigos


A sensação de bem-estar e auto-estima dos jovens depende mais das relações familiares do que das ligações entre colegas, que só ocupam o lugar da família quando esta se ausenta, de acordo com um estudo do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).

Esta análise, que foi apresentada no instituto durante a conferência «A construção do autoconceito e da autoestima na adolescência» tem por base 900 alunos dos 7º, 9º e 11º anos.

«Há uma convicção, mais ou menos generalizada, de que durante a adolescência o grupo de pares acaba por substituir um pouco a família. Mas o que estes dados acabam por mostrar é que isso não é exatamente assim. No que toca ao sentimento de bem-estar, a família continua a ter um papel mais importante do que o grupo», contou à agência Lusa o coordenador do estudo, Francisco Peixoto.

O facto de sentirem que a «família os aceita tal como são, que os apoia quando precisam, nomeadamente em termos afetivos, e que simultaneamente lhes dá autonomia para poderem crescer e desenvolver-se, faz com que sintam que são pessoas que têm valor», sublinhou o professor do ISPA.

Francisco Peixoto sublinha que o facto de a família dar «um contributo maior para a auto-estima que a relação com os colegas» não significa que o grupo de amigos não é importante. Os amigos são importantes, mas, em muitos casos, não conseguem substituir a família. «Contrariamente, aquilo que se faz passar, de que o grupo acaba por preencher o espaço da família, isso não é completamente verdade. Depende das circunstâncias», disse o investigador.

«Os pares acabam por ocupar o espaço, quando a família deixa esse espaço vazio. Se a família cuidar dos filhos que tem continuará a ter esse papel importante, de o jovem se sentir bem com ele próprio», alertou. Sobre as características «ideais» da família, Francisco Peixoto sublinha que «não há um manual de boas práticas» lembrando apenas que na base deve estar a «aceitação» dos filhos tal como eles são.

«A questão fundamental é a da aceitação. A ideia de que os pais forçam os filhos a ser aquilo que eles quereriam ter sido, isso não contribui obviamente para uma boa prática familiar, porque o que vai acontecer é que o adolescente é rejeitado pela família, porque a família quereria ter outro que não aquele que está ali à frente», referiu.

Fonte: TVI24.

Jogos on-line podem atrapalhar relação conjugal

Só ‘mais meia horinha’ pode sim fazer a diferença. Segundo uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, jogos online, como World of Warcraft ou Call of Duty, são grandes fontes de tensão e descontentamento no casamento. Nada menos que 75% dos parceiros – principalmente as mulheres – de jogadores virtuais gostariam que eles passassem menos tempo salvando o mundo e se dedicassem mais às atividades conjugais.

“É senso comum que muitos casais enfrentam problemas em torno dos games, principalmente quando os maridos são viciados na jogatina. O impacto é claro”, afirma Neil Lundberg, professor responsável pela pesquisa. “Descobrimos que o problema não é quantas horas a pessoa passa jogando, mas sim como esse período impacta a relação entre o casal”, completa ele.
O jogo, afirma a pesquisa, pode tomar o tempo das conversas e atividades feitas em conjunto, momentos que aproximam o casal. Com isso, um dos cônjuges se sente abandonado.

Clube do Bolinha — E, quase sempre, é a mulher que fica de fora da festa. Os pesquisadores entrevistaram 349 casais em que ao menos um dos indivíduos é um jogador contumaz. Em 84% dos casais, esse é o homem. E no caso de casais que jogam juntos, em 73% dos casos o homem joga durante períodos maiores.

Chamar a esposa para a brincadeira, aliás, é a saída encontrada pelo estudo para resolver o problema na maioria dos casos. O jogo online tem um efeito positivo na vida de 76% dos casais que compartilham o joystick. Os jogadores, afirmam os pesquisadores, gostam de interagir com seus avatares — sua persona virtual — no universo online.

“Nem todos os videogames são ruins”, afirma Michelle Ahlstrom, uma das autoras. “Alguns são divertidos e podem fortalecer a relação com o companheiro. É preciso considerar o conteúdo do jogo, quanto tempo ele exige, como ele afeta o  trabalho, o  sono e, sobretudo, a relação matrimonial”, aconselha  Ahlstrom.

Fonte: Veja on-line, via Pavablog, com foto de Jupiterimages.

Os racistas são menos inteligentes?

 

As ideias preconceituosas ajudam a tornar o «mundo confuso» mais simples.

Serão os racistas e os conservadores mais burros? A resposta à pergunta provocativa parece ser um qualificado sim. Segundo um estudo recente da Universidade de Brock, Ontário, Canadá, as pessoas que têm menos Q.I (quociente de inteligência) na infância têm mais probabilidades de desenvolver convicções preconceituosas e políticas sociais conservadoras quando forem adultas, revela o The Huffington Post.

O estudo publicado na Psychological Science é da autoria do professor de psicologia Gordon Hodson, que defende que a investigação prova um ciclo vicioso: as pessoas de baixa inteligência gravitam socialmente em torno de ideologias conservadoras, que provocam stress e resistência à mudança, e, como tal, preconceito, disse à Live Science.

A razão que leva as pessoas menos inteligentes a sentirem-se atraídas para ideias conservadoras parece estar no facto dessas ideologias permitirem mais «estrutura e ordem», o que torna mais fácil compreender um mundo complicado. Estas ideologias conservadores permitem tornar o mundo mais simples.

«Infelizmente, muitas destas ideias podem contribuir para o preconceito», disse.

 

Fonte: TVI24.

Há cérebros que podem ser mais vulneráveis ao vício

 

A experiência com substâncias que causam vícios como o álcool e as drogas é diferente para cada pessoa. É preciso uma primeira vez para haver uma segunda. Mas há quem use várias vezes sem se deixar dominar pelo vício e há outros que vêem a sua vida destruída. Estas duas versões podem conviver na mesma família. Por isso, uma equipa de investigadores foi perceber as diferenças no comportamento e no cérebro em irmãos em que um era viciado numa substância e outro não, para tentarem compreender se as características cerebrais de pessoas viciadas já estavam lá antes do vício ou apareciam depois, ou seja, se há uma vulnerabilidade natural. Descobriram que ambos os irmãos tinham regiões no cérebro com características associadas ao vício, o que indica que pode haver uma vulnerabilidade herdada. O estudo foi publicado na Science.

A equipa de Karen Ersche, da Universidade de Cambridge, analisou regiões do cérebro que já se sabia estarem associadas ao vício, por terem alterações a nível de conectividade das redes de neurónios em pessoas que consomem drogas. “Os indivíduos com risco de se tornarem dependentes de drogas têm um défice de auto-controlo, o que pode reflectir uma capacidade diminuída de recrutar as redes [cerebrais] pré-frontais para regular o comportamento”, escrevem os autores no artigo.

Mas a questão era perceber se estas alterações são uma reacção ao consumo frequente de drogas, que tendem a modificar estas regiões e a reforçar o comportamento aditivo, ou se, por outro lado, as alterações no cérebro já estavam lá antes do início do consumo de drogas, e são portanto uma vulnerabilidade.

Para isso, a equipa reuniu 50 pares de irmãos em que um era viciado nalgum tipo de substância e outro não, que foram comparados com mais 50 pessoas saudáveis que não eram da família dos pares de irmãos.

A primeira experiência foi um teste para medir a impulsividade e apetência aos vícios das 150 pessoas. O teste chamado stop-signal test é simples, cada pessoa tem um ecrã onde aparece uma seta virada para esquerda ou para a direita e tem que carregar num botão da esquerda ou da direita consoante o sentido da seta. O catch é que quando se ouve uma buzina, não se pode tocar no botão.

O jogo requer que os indivíduos parem imediatamente o impulso habitual de carregar no botão sempre que ouvem a buzina. Isto mede a compulsão, impulsividade e os maus resultados estão associados a tendências para os vícios. As regiões neuronais activadas durante este teste estão bem estudadas e também estão associadas à dependência de drogas.

“Observámos dificuldades na regulação do comportamento [durante o teste] tanto nos indivíduos dependentes de drogas como nos seus irmãos biológicos que não têm um histórico de abuso crónico de drogas”, explicaram os autores no artigo. Mais, os padrões de resposta eram muito parecidos entre irmãos do mesmo par e diferentes entre pares de irmãos. Os grupo controlo de 50 pessoas não apresentaram estas dificuldades.

De seguida, os cientistas foram analisar o cérebro para olhar para a integridade das redes neuronais. E perceberam que ambos os irmãos tinham o mesmo tipo de pior integridade em certas regiões do órgão, associadas à capacidade de auto-controlo, do que no grupo controlo.

“Sabe-se há muito que nem toda a gente que toma drogas é viciado, e que as pessoas que estão em risco de ficarem dependentes de drogas têm, tipicamente, um défice de auto-controlo”, disse Ersche, citada pela Reuters. “As nossas descobertas dão um indício da causa do risco de as pessoas se tornarem viciadas em droga aumentar em pessoas com uma história [de dependência] na família: partes do seu cérebro, responsáveis pela capacidade de auto-controlo, trabalham de uma forma menos eficiente.”

O próximo passo da equipa é perceber porque é que, ainda assim, existem diferenças no comportamento dos irmãos. Em que um, apesar de ter as mesmas características neurológicas, e o mesmo ambiente familiar, não se torna viciado. A resposta também poderá estar escondida no cérebro.

 

Fonte: Público.

Pais “pressionam” filhos únicos para não serem padres

 

A diminuição do número de padres na Europa tem como principal causa a pressão exercida pelos pais sobre os filhos únicos para que mantenham a continuidade da família, conclui um estudo de um investigador da Universidade do Minho.

Paulo Reis Mourão avaliou a evolução das vocações religiosas nos países europeus nos últimos 50 anos, um estudo pioneiro publicado na “Review of Religious Research”, dos Estados Unidos da América.

Para aquele investigador, o fator que mais pesa na diminuição do número de padres “é as famílias com menos filhos, que são cada vez mais, tenderem a pressioná-los para optarem por uma carreira laica, de forma a manterem a continuidade da família”.

O estudo conclui que, a par do crescimento económico sentido na maioria dos países, houve uma quebra no rácio de sacerdotes por população católica.

Nos países mais católicos (Portugal, Itália, Espanha, Irlanda) confirmou-se que as oscilações se deveram a mudanças na estrutura familiar (poucos filhos, poucos casamentos e muitos divórcio), nas ondas migratórias e no crescimento da urbanização.

O investigador destaca ainda o chamado “arrefecimento do fervor religioso”, embora sublinhe que desde 1990 o número de vocações estabilizou, ficando ainda abaixo dos valores de 1960/70 mas sendo “mais conscientes”.

Paulo Reis Mourão admite que este estudo pode contribuir para uma reflexão interna do Vaticano, de forma a aumentar o número de vocações sacerdotais.

“É preciso um papel mais ativo e uma maior consciencialização e dinâmica paroquial para se inverter esta tendência. A questão das vocações é essencial na Igreja Católica e o seu desenvolvimento é influenciado pelas dimensões socioeconómicas”, sublinhou.

Fonte: Lusa, via DN.

Ciência mais próxima de ler os pensamentos

Ser capaz de ler os pensamentos de alguém é uma ideia que faz oscilar entre a curiosidade e o medo. Um grupo de cientistas norte-americanos deu mais um passo neste sentido e conseguiu identificar as palavras em que algumas pessoas estavam a pensar. O objectivo era ajudar os doentes impedidos de comunicar a expressar-se.

O estudo (ver PDF, em inglês), desenvolvido pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, acaba de ser publicado na revista científica PLoS Biology e explica que os investigadores conseguiram reconstruir algumas palavras em que os participantes estavam a pensar, a partir das ondas cerebrais emitidas.

A equipa conseguiu decifrar a actividade eléctrica de uma zona do cérebro associada à audição humana e à linguagem que se chama circunvolução temporal superior (STG, na sigla em inglês). Ao analisarem os padrões de actividade da STG os investigadores conseguiram reconstruir algumas das palavras que os participantes estavam a ouvir numa conversa normal.

“Esta investigação baseia-se nos sons que uma pessoa ouve realmente”, esclareceu o autor principal, Brian N. Pasley, investigador da Universidade de Berkeley. Pasley clarificou que o objectivo principal do estudo foi explorar como funciona o cérebro humano, sobretudo em termos de codificação da fala, para determinar que aspectos da linguagem são mais importantes para a compreensão. “Em algum momento, o cérebro tem de extrair a informação auditiva e mapeá-la numa palavra, já que podemos entender a linguagem e as palavras, independentemente de como soam”, acrescentou.

Segundo o investigador, “existem provas de que a percepção e a imaginação podem ser muito semelhantes no cérebro”, pelo que se o doente entende a relação entre o som e o que chega ao cérebro é, pois, possível “sintetizar o som real em que a pessoa está a pensar ou simplesmente escrever as palavras com algum tipo de dispositivo que sirva de interface”.

As palavras foram reconstruídas com a ajuda de um modelo computorizado baseado em algoritmos e deram continuação a um estudo publicado no ano passado, no qual os participantes que tinham eléctrodos colocados directamente no cérebro foram capazes de mover o cursor do rato num computador pensando apenas em sons de vogais. Para a investigação agora publicada o grupo recorreu a ressonâncias magnéticas funcionais, um exame médico capaz de mostrar o fluxo sanguíneo no cérebro e centrou-se na STG pela sua grande importância tanto na recepção como na elaboração de linguagem.

A equipa monitorizou as ondas da actividade cerebral de 15 doentes submetidos a cirurgias para a epilepsia ou para remoção de tumores, ao mesmo tempo que passava uma gravação áudio com vários intervenientes a dizerem frases ou simples palavras. Com a ajuda de um modelo computorizado a equipa conseguiu perceber que zonas do cérebro eram activadas em cada momento e com que intensidade. De seguida foram ditas várias palavras aos doentes que tinham de escolher algumas em que deveriam pensar e os investigadores foram capazes de descobrir quais. E foram ainda mais longe: conseguiram mesmo reconstruir algumas palavras, transformando as ondas cerebrais em som.

“Este estudo é muito importante para os doentes que têm danos nos mecanismos da fala na sequência de um acidente cerebrovascular” ou de outras doenças, exemplificou, por seu lado, Robert Knight, outro dos autores do estudo e professor de Psicologia e Neurociências na mesma universidade. Knight salientou, também, que este trabalho traz desenvolvimentos tanto ao nível do conhecimento de como funciona o cérebro como eventuais futuros benefícios para pessoas com perturbações no discurso.

Os autores acreditam que, no futuro, este tipo de técnica pode ser disseminada nos hospitais para facilitar a comunicação com doentes cujas capacidades de comunicação estão limitadas. No entanto, alertam que a investigação ainda está numa fase muito prematura e que são necessários muitos mais estudos e melhorias até se chegar a uma técnica que possa ser implementada na realidade.

Fonte: Público.

Crianças criadas com afecto têm hipocampo maior

Matéria da EFE publicada na Folha Online

Via Pavablog.

As crianças criadas com afeto têm o hipocampo –área do cérebro encarregada da memória– quase 10% maior que as demais, revela um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”).

A pesquisa, realizada por psiquiatras e neurocientistas da Universidade Washington de Saint Louis, “sugere um claro vínculo entre a criação e o tamanho do hipocampo”, explica a professora de psiquiatria infantil Joan L. Luby, uma das autoras.

Para o estudo, os especialistas analisaram imagens cerebrais de crianças com idades entre 7 e 10 anos que, quando tinham entre 3 e 6 anos, foram observados em interação com algum de seus pais, quase sempre com a mãe.

Foram analisadas imagens do cérebro de 92 dessas crianças, algumas mentalmente saudáveis e outras com sintomas de depressão. As crianças saudáveis e criadas com afeto tinham o hipocampo quase 10% maior que as demais. “Ter um hipocampo quase 10% maior é uma evidência concreta do poderoso efeito da criação”, ressalta Luby.

A professora defende que os pais criem os filhos com amor e cuidado, pois, segundo ela, isso “claramente tem um impacto muito grande no desenvolvimento posterior”.

Durante anos, muitas pesquisas enfatizaram a importância da criação, mas quase sempre focadas em fatores psicossociais e no rendimento escolar. O trabalho publicado nesta segunda-feira, no entanto, “é o primeiro que realmente mostra uma mudança anatômica no cérebro”, destaca Luby.

Embora em 95% dos casos estudados as mães biológicas tenham participado do estudo, os pesquisadores indicam que o efeito no cérebro é o mesmo se o responsável pelos cuidados da criança é o pai, os pais adotivos ou os avós.

Foto: SXC.

Militares que estiveram em missão ficam mais deprimidos

Os militares da GNR que estiveram em missões de paz ou cenários de guerra são mais ansiosos e sofrem mais depressões do que os elementos que nunca estiveram em missão, segundo uma tese sobre personalidade e agressividade.

O investigador da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, José Cardoso, decidiu analisar os traços de personalidade e os níveis de agressividade dos militares e para isso entrevistou 535 elementos do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS).

O autor diz que entre os militares predominam dois tipos de personalidade: os que são “ligeiramente antissociais e narcisistas” e os que apresentam variantes dos tipos obsessivo-compulsivo ou personalidade dependente. Normalmente, os primeiros tendem a preferir cenários de guerra e os segundos missões de paz, de acordo com o autor.

Um em cada quatro entrevistados para este trabalho já tinha realizado missões internacionais:7,9% tinha estado em teatros de guerra e 17% em missões de paz.

José Cardoso concluiu que a participação em missões altera a personalidade dos militares, que passam a estar menos abertos a novas experiências e apresentam níveis mais baixos de “confiança, retidão, altruísmo, complacência, modéstia e sensibilidade”.

Depois de vivenciar situações traumáticas, estes militares passam a apresentar níveis mais baixos de “extroversão”, ou seja, de acolhimento caloroso, assertividade e emoções positivas.

Depois de uma missão tornam-se mais ansiosos, hostis, vulneráveis e com níveis mais elevados de depressão mas, por outro lado, são habitualmente militares menos agressivos.

Durante as missões de alto risco, os GIPS vivem “em constante interação com o fator surpresa”, sem saber “qual vai ser a sua missão nem quando vai”. O dia-a-dia dos militares “é uma incógnita da extremos” e o resultado é que os militares vivem num ambiente de constante insegurança e “preocupação com o que irá acontecer a seguir”.

Pelas características do seu trabalho, os GIPS têm tendência a vivenciar tristeza (por estar longos períodos longe dos familiares e amigos) e medo (“que o helicóptero caia durante uma missão”, exemplifica o autor da tese).

Para chegar a estas conclusões o investigador comparou os militares que tinham pelo menos um ano de serviço com os que nunca tinham participaram em missões de proteção e socorro (119 militares que tinham acabado o curso de intervenção e proteção e socorro e por isso não tinham ainda qualquer contacto com a vida operacional).

A idade média dos militares entrevistados era de 28 anos, sendo o mais novo de 20 e o mais velho de 49.

O estudo comparou ainda a personalidade tendo em conta as funções que desempenhavam e chegou à conclusão que “os militares que desempenham funções de comandante de secção operacional apresentam valores mais elevados no domínio de extroversão”.

“Os profissionais que atuam em catástrofes podem enfrentar situação adversas, onde o cenário é de destruição, amargura e morte. Por vezes, a crueldade das atrocidades provocadas pelos seres humanos ultrapassa tudo o que é considerado num mundo justo, com sentido, previsível e seguro”.

Fonte: DN.

Música ajuda a aliviar a dor e a ansiedade

A música pode ajudar a aliviar a dor, especialmente em pessoas que sofrem de ansiedade. Os resultados são de um estudo da Univesidade de Utah, nos EUA, que demonstra que ouvir música contribui para reduzir o incómodo em situações dolorosas como, por exemplo, procedimentos médicos ou idas ao dentista.

Os investigadores desta universidade norte-americana analisaram 143 pessoas que ouviam música enquanto recebiam um choque doloroso na ponta do dedo. Os participantes foram convidados a seguir a melodia e identificar diferentes tons, num esforço realizado com o propósito de afastar da mente a sensação de dor e a ansiedade em relação à mesma.

Durante a análise, as respostas dos participantes à dor foram medidas através da atividade elétrica cerebral, da dilatação das pupilas e de alguns outros métodos, uma vez que os especialistas consideram estas medições mais objetivas do que as dadas por cada um a respeito da própria dor.

As conclusões obtidas pela equipa de especialistas evidenciaram que a dor sentida pelos participantes diminuiu à medida que estes ficavam mais e mais absorvidos pelo ritmo da música, sendo que os maiores benefícios se observaram nas pessoas que se encontravam mais ansiosas.

“Os nossos resultados demonstram que atividades como ouvir música podem ser eficazes na redução da dor em pessoas que sofram de grandes níveis de ansiedade”, explicou David Bradshaw, um dos investigadores, ao WebMD.

O coordenador da investigação sugere mesmo atividades deste tipo àqueles que precisem de uma pequena ajuda, por exemplo, na próxima visita ao dentista. “Ouvir música com auscultadores ou jogar um vídeojogo com efeitos sonoros que possam ser ouvidos com auscultadores são métodos eficazes, já que a música disfarça o som dos instrumentos dentários”, explicou.

De referir que o estudo, cujas conclusões foram dadas a conhecer em Dezembro último, não teve em conta diferentes tipos de música nem tentou compreender se músicas calmas funcionam melhor do que as restantes. Segundo Bradshaw, “o estilo musical não é importante, desde que consiga prender o interesse do paciente”.

Clique AQUI para aceder aos resultados publicados no Journal of Pain.
Fonte: Boas Notícias.

Meditar torna cérebro mais eficiente e saudável

O cérebro de pessoas experientes em meditação parece estar mais em forma, ter mais capacidade de concentração e ser mais eficiente a evitar situações de stress e confusão mental. As conclusões são de um estudo da universidade de Yale, EUA, publicado em Novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O estudo analisou dois grupos – um de pessoas experientes em meditação e outro de pessoas que se estavam a iniciar na prática – e recorreu a exames de ressonância magnética para analisar a atividade cerebral de cada grupo.

Os resultados demonstram que os praticantes de meditação mais experientes são capazes de “desligar” áreas do cérebro relacionadas com stress, ansiedade, hiperatividade e défice de atenção, uma vez que controlam mais eficazmente um circuito cerebral denominado por Default Mode Network (DMN).

De acordo com os autores do estudo, as pessoas com mais experiência em meditação são capazes de desligar parte deste circuito aumentando a sua capacidade cognitiva e de concentração. Os meditadores mais experientes conseguiram desligar esta rede tanto quando estavam a meditar como quando estavam apenas em repouso.

Estudos anteriores, como o que foi divulgado em 2010 pela universidade de Illinois (EUA), indicam que uma perda de coordenação no DMN é um sintoma comum do envelhecimento cerebral e, em casos extremos, pode ser um marcador de doenças como o Alzheimer.

Clique AQUI para aceder ao comunicado de Yale.

Fonte: Boas Notícias. 

Portugueses sorriem menos

A face neutra e o sorriso fechado são os tipos de expressão facial mais exibidos nos jornais diários portugueses durante o segundo semestre do ano passado, concluiu um estudo da Universidade Fernando Pessoa (UFP).
O estudo científico, realizado pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção da (UFP), após análise a 15.243 fotografias, demonstra também que os portugueses estão “a sorrir cada vez menos desde 2003″, ano em que teve início.

Os resultados apontam que as mulheres, independentemente da idade, continuaram a sorrir mais do que os homens no ano passado, apesar do registo descendente acentuado em relação a 2010.

Segundo a análise, os homens apresentaram um sorriso mais fechado a partir dos 60 anos, enquanto as crianças são as que continuam a apresentar mais e frequentemente um sorriso largo, padrão que se mantém desde 2003.
Os resultados apontam também para uma diminuição “significativa” na exibição de qualquer tipo de sorriso e o aumento da expressão neutra em mulheres e homens.

No universo das fotografias analisadas verificou-se igualmente que a expressão facial de emoções negativas é mais frequente e intensa do que a de emoções positivas, padrão que se “acentuou expressivamente” no ano passado.

Ao longo dos primeiros oito anos de estudo, ficou comprovado que um dos moderadores da frequência e intensidade da exibição do sorriso é o contexto social, o que se verificou no caso português, pois a situação económico-social potenciou a inibição da expressão, sendo que o género e a idade são os outros dois moderadores, consideram os autores.

Segundo o Laboratório de Expressão Facial da Emoção, o sorriso é uma reacção que se desenvolve em situações que envolvam o bem-estar e a felicidade e quando tal não se verifica, por motivos externos, o sorriso é “inibido e recalcado”.

O estudo, que termina em 2013, faz parte de um projeto pioneiro a nível mundial e pretende analisar durante uma década o sorriso dos portugueses através dos jornais diários.

Fonte: CM.

Há mais carinho num abraço do que num olhar

Foto: Getty Images

Os homens sempre arrumam uma desculpa para dormirem um pouco mais afastado das mulheres. Está quente, precisa de espaço, não está confortável são algumas das mais famosas frases. Apesar disso, uma pesquisa diz que há mais carinho em um abraço do que em um olhar.

Segundo o site Shape, os abraços podem trazer alguns benefícios à saúde que podem convencê-los a mudar de ideia.

1. É muito bom: o abraço libera uma substância chamada oxitocina, também conhecida como o hormônio do bem-estar, aumentando a felicidade geral da pessoa.
O abraço também pode liberar endorfinas, mesma substância química liberada após um bom treino ou quando você come chocolate. Ela também contribui para esse bem-estar.

2. Faz você se sentir sexy: o benefício mais óbvio para o abraço entre um casal está no sentido físico. Ele pode levar o casal a ter um momento divertido, relaxante e amoroso após o ato sexual.
Além disso, há também a liberação de dopamina, um hormônio que aumenta o desejo sexual. Estudos mostram que o sexo faz bem para o corpo e para a mente.

3. Reduz o estresse e a pressão arterial: o contato físico com outras pessoas pode ajudar a reduzir o estresse. Abraçar e beijar aumentam os níveis de oxitocina que pode ajudar a diminuir pressão arterial, reduzindo o risco de doenças cardíacas, estresse e ansiedade.

4. Ligação entre mulheres com os bebês: o abraço também é saudável por conta do apego emocional. A ocitocina está intimamente ligada ao parto e a amamentação e, segundo um estudo, tem um papel biológico na ligação entre mãe e bebê.
É saudável querer estar perto de alguém. O abraço será ainda melhor se você contar ao seu parceiro sobre o quanto se sente bem e confortável quando ele chega perto.

5. Ajuda na comunicação: o abraço não causa apenas atração física. A maioria dos casais queixam-se problemas de comunicação. As pessoas querem se sentir compreendidas e o abraço pode ser o veículo que transmite compreensão e empatia. A comunicação não-verbal pode ser uma forma muito poderosa de falar com seu parceiro sobre sentimentos.
Dar um abraço como forma de comunicação pode ajudar os casais a terem uma relação ainda melhor.

Fonte: Terra.

Ouvir música ilumina todo o cérebro

Cientistas da Finlândia descobriram uma nova técnica inovadora que permite estudar como o cérebro processa diferentes aspectos da música.

Em uma situação realística de “curtir a música predileta”, a técnica analisa a percepção do ritmo, tonalidade e do timbre, que os pesquisadores chamam de “cor dos sons”.

O estudo é inovador porque ele revelou pela primeira vez como grandes áreas do cérebro, incluindo as redes neurais responsáveis pelas ações motoras, emoções e criatividade, são ativadas quando se ouve música.

Cérebro iluminado

Os efeitos da música sobre as pessoas sempre foram mais assunto de poetas e filósofos do que de fisiologistas e neurologistas.

Mas os exames de ressonância magnética permitem gerar filmes que mostram como os neurônios “disparam”, literalmente iluminando cada área do cérebro nas imagens produzidas na tela do computador.

Para estudar os efeitos de cada elemento musical sobre o cérebro, o Dr. Vinoo Alluri e seus colegas da Universidade de Jyvaskyla escolheram um tango argentino.

A seguir, usando sofisticados algoritmos de computador, eles analisaram a relação das variações rítmicas, tonais e timbrais do tango com as “luzes” produzidas no cérebro.

Emoção na música

A comparação revelou algumas coisas muito interessantes, mostrando que a música ativa muito mais áreas do que aquelas relacionadas à audição.

Por exemplo, o processamento dos pulsos musicais aciona também áreas do cérebro responsáveis pelo movimento, o que dá suporte à ideia de que música e movimento estão intimamente relacionados.

As áreas límbicas do cérebro, associadas às emoções, estão também envolvidas no processamento do ritmo e da tonalidade.

Já o processamento do timbre depende de ativações da chamada rede de modo padrão, associada com a criatividade e com a imaginação.

Além do interesse científico, estas informações são valiosas para compositores, que poderão “mexer” em suas melodias dependendo da emoção que querem transmitir com suas músicas.

Fonte: Publicado no Diário da Saúde, via Pavablog.

As mulheres já não acreditam no homem perfeito

As mulheres parecem ter vindo a perder a sua crença na expressão que define ‘o príncipe encantado’. Um estudo realizado no Reino Unido mostra que em cada quatro mulheres três revelam não acreditar que para si exista o homem perfeito. Restará então o que menos defeitos terá.

Apesar do estudo se basear num inquérito realizado a apenas duas mil mulheres, as suas conclusões não deixam de merecer um curioso destaque. No final, determinou-se que mais de 75 por cento das inquiridas não acredita na existência do homem perfeito.

A descrença representada em números e percentagens baseia-se em algo que foi vastamente destacada pelas mulheres do estudo: os defeitos dos seus companheiros.

De acordo com o Daily Telegraph, entre os defeitos mais realçados estiveram a excessiva atenção dada a desportos, deixar aberto o tampo da retrete ou incapacidade de realizar várias tarefas em simultâneo – ‘multitasking’.

Voltando aos números, a maioria das inquiridas classificou o seu companheiro apenas como sendo 69 por centro perfeito.

Cerca de um quarto das respostas colocaram o sentido de humor como a qualidade mais importante a ter e, por outro lado, uma em cada cinco mulheres acreditava que o seu parceiro frequentemente fingia estar a ouvir durante conversas entre ambos.

Fonte: SOL.

Profissões: as mais e as menos felizes

O site da revista Forbes divulgou uma lista das dez profissões que mais contam com pessoas felizes e das dez carreiras que tornam os seus profissionais pessoas infelizes. O ranking é resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Um dado que surpreende é que a lista das carreiras que proporcionam menos alegrias está recheada de cargos de grande reconhecimento e bons salários; diferentemente da lista dos mais felizes, cuja remuneração não atinge patamares tão altos.

Os clérigos, por exemplo, ocupam o primeiro posto da lista dos mais felizes.

Veja abaixo a lista completa:

MAIS FELIZES MAIS INFELIZES
Clérigos Diretor de tecnologia da informação
Bombeiros Diretor de Vendas e Marketing
Fisioterapeutas Gerente de Produto
Escritores Desenvolvedor Web Sênior
Professores de educação especial Especialista Técnico
Professores Técnico em Eletrônica
Artistas Assistente judicial
Psicólogos Analista de Suporte Técnico
Vendedores de serviços financeiros Operador de CNC
(Controle Numérico Computadorizado)
Engenheiros de operação Gerente de marketing
Fonte: UOL.

Estudo mostra que andar a pé evita depressão


Uma investigação recente, da autoria de um psiquiatra a frequentar o doutoramento na Universidade do Minho, concluiu que fazer caminhadas de forma continuada ajuda a prevenir a depressão.

O autor do projecto, Jorge Mota Pereira, analisou 33 doentes com depressão no Hospital de Magalhães Lemos, no Porto. Depois de 12 semanas a frequentarem um ginásio, os pacientes apresentaram melhoras nos sintomas de depressão e mostraram-se mais aptos à interacção social.

Ficaram provados os benefícios do exercício físico em doentes com esta patologia. O estudo recebeu o 1º prémio entre os 206 posters apresentados no VII Congresso Nacional de Psiquiatria, em Coimbra.

Fonte: CM.

Voluntários, mas pouco

O voluntariado em Portugal atinge valores de envolvimento “bastante reduzidos”, na ordem dos 12 por cento, face à média europeia de 24 por cento, mas há um aumento significativo da participação em campanhas pontuais, aponta um estudo inédito.

A investigação “Voluntariado em Portugal”, citada pela agência Lusa, realça que, na última década, se assistiu na União Europeia (UE) a “um aumento quer do número de voluntários, quer do número de organizações promotoras do voluntariado”.

Em Portugal, a participação tem “valores bastante reduzidos”, na ordem dos 12 por cento, indica o estudo, que refere a “ausência de uma cultura de voluntariado” no País.

“A percentagem da população que faz voluntariado pelo menos uma vez por mês é de 2,9 por cento no caso do voluntariado formal, de 6,1 por cento no voluntariado informal (não integrado numa organização) e de apenas 2,2 por cento relativamente à entreajuda comunitária (voluntariado de proximidade)”, aponta o referido estudo.

Fonte: CM/Lusa.

Relações entre Freud e Jung, segundo Cronenberg

“Um Método Perigoso” aborda os dois grandes pioneiros da análise da mente humana, Carl Jung e Sigmund Freud, a relação entre os dois rivais e amigos e ainda a história da paciente que tinham em comum.  David Cronenberg regressa aqui num filme que aborda o nascimento da psicanálise.
Realização: David Cronenberg
Intérpretes: Michael Fassbender, Viggo Mortensen, Keira Knightley, Vincent Cassel, Sarah Gadon

Abreviaturas nos SMS podem alterar processamento de linguagem

Fotografia © global noticias

A utilização de abreviaturas e símbolos nas mensagens de texto enviadas por telemóvel (SMS) ou Internet pode alterar a forma de processar do cérebro, modificando a própria linguagem, defendeu, em entrevista à Lusa, o neuropsicólogo Michael Corballis.

Para o neuropsicólogo neozelandês, que está hoje em Portugal para participar na conferência “A Origem da Linguagem”, as mudanças acontecerão “em pequenas doses”.

“Os novos media [textos de SMS ou na Internet] podem alterar a linguagem em pequenas doses. Por exemplo, nos SMS, as pessoas usam abreviaturas e símbolos que podem ter pequenos efeitos na forma como o cérebro processa a linguagem”.

Apesar desta evolução ser natural até porque “a linguagem está continuamente a mudar e a diversificar-se”, Michael Corballis duvida que o futuro traga uma língua universal.

“Existem hoje em dia mais de 6.000 línguas no mundo, o que torna muito pouco provável a existência de uma linguagem universal”, afirmou.

Embora reconheça que as rádios, televisões e Internet proporcionem uma “maior universalidade”, o cientista lembrou que “as pessoas tendem naturalmente a defender a sua língua e a preservar as diferenças”.

Mesmo os gestos e as expressões faciais, que são tidos como comuns à população mundial, não podem considerar-se uma linguagem universal, alerta Michael Corballis.

“A comunidade científica ainda não tem certeza se os gestos podem ser considerados uma linguagem universal, porque não se trata de uma linguagem no sentido estrito”, explicou, adiantando que “muitos gestos variam consoante as culturas, o que dificulta perceber o quão universais são”.

De acordo com o neuropsicólogo, as expressões do rosto são “provavelmente as mais universais, mas refletem mais as emoções do que afirmações”.

A origem da linguagem vai estar hoje em destaque no Instituto de Ciências da Saúde, em Lisboa, onde o neozelandês vai explicar as suas teorias sobre o assunto.

Michael Corballis é professor benemérito de psicologia na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.

Doutorado pela Universidade de McGill, no Canadá, foi presidente da Sociedade Internacional de Neuropsicologia e publicou cinco livros sobre psicologia cognitiva e neurociência, dos quais o mais recente é “Da Mão para Boca — As Origens da Linguagem”.

“A linguagem humana é diferente da linguagem dos animais porque é suscetível de criar combinações e permite aos seres humanos uma variedade infinita de afirmações”, defendeu à Lusa.
Fonte: DN.