A desigualdade entristece (segundo um relatório internacional sobre a felicidade)

Leyla trocou a Finlândia por Portugal. MARCOS BORGA

Um instituto dinamarquês publicou um relatório internacional sobre os níveis de felicidade em vários países e concluiu que, quanto mais assimétrico é o sentimento de satisfação entre as pessoas, mais infeliz será a totalidade da população.

A Finlândia foi o campeão da investigação desenvolvida pelo think tank com o óbvio nome de Instituto da Felicidade (IF). Portugal aparece num modesto 15º lugar de um ranking com 29 Estados. Os piores resultados vêm do Leste da Europa — Albânia, Bulgária, Kosovo, Ucrânia e Hungria —, mas a Grécia não foi incluída na pesquisa por falta de dados disponíveis.

Mais do que apenas ordenar os níveis de felicidade dos países, o estudo dinamarquês sublinha a importância de o sentimento de satisfação ser distribuído pela maioria das pessoas de forma semelhante. E, apresentada a conclusão, o IF reconhece que o assunto terá de ser investigado de forma mais aprofundada, porque “ainda não é possível determinar se é a felicidade que leva à igualdade ou se é a igualdade que causa a felicidade”.

O que o relatório a que o Expresso teve acesso explica é que, para se conhecer o nível de felicidade de uma população, não basta encontrar uma minoria de pessoas que assuma estar excecionalmente satisfeita, nem criar uma fórmula que calcule um valor médio para a felicidade nacional. O que realmente interessa, defende o IF, é saber quantas pessoas fogem à média. Ou seja, quanto mais próximo de zero for o resultado obtido, menos discrepâncias existirão entre os inquiridos. E mais feliz será a população daquele país. “A desigualdade causa crime, distúrbios sociais e até mesmo conflitos armados”, garante Meik Wiking, presidente-executivo do IF, sublinhando no relatório que, “para aferir a satisfação de uma população, é preciso ir além da perspetiva exclusivamente económica”.

Esta certeza não é nova, apenas ainda não tinha sido aplicada, de forma tão direta, aos estudos sociológicos sobre a felicidade. Há mais de um século, o estatístico italiano Conrado Gini percebeu que era necessário medir e analisar as implicações da desigualdade económica, tendo criado um índice com o seu próprio nome para quantificar as disparidades na distribuição do rendimento. E, inspirado nesta ideia, o IF — uma instituição financiada pelo Governo central, autarquias e organizações filantrópicas dinamarquesas — criou agora o ‘Índice de Igualdade da Felicidade’. Trabalho que foi desenvolvido por uma equipa composta por economistas, sociólogos, filósofos, antropólogos, cientistas políticos e designers.

Moda da felicidade

“A medição do bem-estar subjetivo tornou-se mais importante a partir do momento em que se percebeu que o conceito de produto interno bruto (PIB) era insuficiente para avaliar a satisfação das populações. E, para um político, os estudos sobre o sentimento de bem-estar e de satisfação das pessoas deveriam ser uma importante ferramenta no momento de tomar decisões, mas até agora os rankings da felicidade não têm passado de mero show-off”, avalia Rui Brites, sociólogo e especialista na investigação deste tema.

O culpado pela transformação da felicidade numa média para avaliar os estados de alma dos cidadãos de um país foi Nicolas Sarkozy. Presidente de França em 2009 — um ano após a falência do banco norte-americano Lehman Brothers, que simbolicamente marca a entrada do mundo numa grave crise económico-financeira — convocou dois prémios Nobel de Economia (Joseph Stiglitz e Armartya Sen) para integrar as estatísticas económicas e o conceito de qualidade de vida.

Desde então, a avaliação dos níveis de felicidade nos Estados entrou na moda. Multiplicam-se os relatórios e as entidades promotoras de estudos internacionais e há até um Banco de Dados Mundial da Felicidade, organização sedeada na Holanda, que agrega todo o conhecimento científico existente sobre o tema, a cargo do sociólogo Ruut Veenhoven.

Atualmente, o World Hapiness Report, produzido pelas Nações Unidas, mede a satisfação das populações de 158 países. Neste estudo são levados em conta uma série de indicadores, que vão para lá das fronteiras da análise económica. Questiona-se como as pessoas percecionam a corrupção, a liberdade de escolha ou a expectativa de vida. Na Europa produz-se o Relatório Social Europeu, que avalia anualmente as condições de vida e vai além da questão da felicidade, sem, contudo, a deixar de fora. E foram estes os dados utilizados pelo instituto dinamarquês para produzir o novo relatório sobre a distribuição da felicidade.

Mas foi na ONU que o Rei do Butão — um pequeno reino localizado nos Himalaias — conquistou notoriedade ao defender a utilização do conceito de ‘felicidade nacional bruta’ como estatística oficial, em lugar do produto interno bruto e decretou o seu como o país mais feliz do mundo. Em 2013, também por sugestão do Butão, passou a celebrar-se o Dia Internacional da Felicidade, depois de a iniciativa ter sido aprovada por unanimidade nas Nações Unidas, um ano antes.

Estudar fica caro

Apesar de reconhecer a falta de consequências destas análises, o sociólogo Rui Brites defende a sua realização. Diz, por exemplo que, atualmente, a Grécia, devia ser “um caso de estudo muito importante, devido à crise”. O investigador explica, no entanto, que a recolha de dados para a preparação do Relatório Social Europeu é responsabilidade dos Governos de cada país e que os gregos deixaram de financiar as pesquisas. Em Portugal, o financiamento de cerca de 130 mil euros/ano vem da Fundação para a Ciência e Tecnologia, mas a existência de problemas na recolha de informações, irá atrasar a publicação dos números nacionais este ano.

Mas a moda de avaliar a felicidade não abranda. Brites foi contactado por instituições brasileiras que pediram ajuda a Portugal para desenvolver um trabalho neste âmbito.

Quanto à falta de surpresas nos resultados obtidos pelas várias pesquisas, que colocam sempre os países do Norte da Europa no topo das tabelas, não se mostra surpreendido. “Um dos fatores determinantes é a questão da confiança nas instituições e nos outros cidadãos e estas populações têm profunda crença no sistema. Pagam elevados impostos porque sabem que terão retorno”, explica Rui Brites. “A perceção do próprio bem-estar e a noção de que os países vizinhos têm situações inferiores, sustentam a tendência dos nórdicos em responder afirmativamente quando questionados sobre a sua satisfação”, conclui.

 

Fonte: Expresso.

Tese de doutoramento na forma de BD, em Harvard, sobre a importância do pensamento visual no processo de ensino e aprendizagem

Nick Sousanis desenhou e escreveu a tese "Unflattening"

Nada como ver a tese de doutorado publicada pela editora da Universidade de Harvard, uma das mais tradicionais do mundo, não? Para o norte-americano Nick Sousanis, o feito teve um gostinho ainda mais especial: todo o trabalho foi feito em formato de história em quadrinhos.

Intitulado “Unflattening”, Sousanis, que agora tem pós-doutorado em HQs pela Universidade de Calgary, no Canadá, defendeu em sua tese a importância do pensamento visual no processo do ensino e da aprendizagem. “As imagens podem falar coisas fora do alcance da linguagem [escrita] e os quadrinhos têm o potencial de ampliar as possibilidades de comunicação. As imagens são, enquanto as palavras são”, explicou.

O pós-doutor não quis revelar a nota que tirou na tese, mas contou que foi o trabalho mais longo que já fez. “Eu passei! Eu tenho o meu doutorado [agora]”, pensou ao ser aprovado. “Fui com minha esposa e filha de três semanas de idade para um passeio no Central Park logo em seguida! Foi um bom dia!”, brincou.

Sousanis decidiu fugir dos padrões acadêmicos antes mesmo de ser aprovado no doutorado em educação pela Universidade de Columbia. Em 2008, ele aproveitou alguns quadrinhos educacionais que havia feito e entregou para a instituição de ensino como parte dos materiais de aplicação à pós-graduação. “Quando me candidatei, expressei minha intenção de fazer o trabalho [de doutorado] em forma de quadrinhos. E acho que eu acertei o momento ao fazer isso. Houve mais recepção aos quadrinhos do que nunca”, relembrou.

Em 2011, iniciou o projeto “Unflattening” e tanto os acadêmicos da instituição quanto os produtores de quadrinhos abraçaram a ideia, segundo o ex-aluno. O doutorado foi concluído em 2014 e o livro publicado no começo deste ano. “Precisamos incentivar esse tipo de alfabetização visual e eu acho que os quadrinhos se prestam bem para fazer isso acontecer.”

Cortesia Harvard University Press

“Unflattening é o que o leitor decide o que é”, definou o autor

“Unflattening”

O nome “Unflattening” (algo como “não nivelado”, em tradução livre) surgiu da vontade do autor de representar ideias e histórias em planos além da linguagem escrita. O objetivo foi valorizar o uso da imagem como forma de comunicação e estimular o leitor a refletir sobre diferentes pontos de vistas.

“Unflattening é o que o leitor decide o que é. Eu uso metáforas visuais e verbais para tornar os conceitos mais acessíveis, mas nunca os simplificando. O texto por si só pode ser um fator limitante e imagens são como parte integrante do significado como texto”, detalhou.

“Estou emocionado em ver como as pessoas se envolveram profundamente com ele [“Unflattening”] e como ele já está sendo usado em uma variedade de salas de aula.”

Paixão desde cedo

Os quadrinhos o fascinam desde quando ele era bebê. Tanto que Batman acabou sendo a primeira palavra que Sousanis falou – seu irmão mais velho lia as histórias em quadrinhos do personagem na época. Já os primeiros traços foram feitos por brincadeira quando criança.

Apesar da paixão, o jovem trilhou outros caminhos em sua vida acadêmica. Sousanis é matemático por formação. Porém, voltou aos quadrinhos quando começou a trabalhar com artes depois de formado. “Voltei aos quadrinhos em pleno vigor mais tarde. Primeiro, ao fazer alguns quadrinhos políticos e, em seguida, alguns quadrinhos educativos sobre arte e jogos”, relembrou.

“Eu gostaria de pensar que o desenho um dia será considerado parte de uma alfabetização vital que não apenas para os sete anos, mas que continue a nos nutrir por toda a vida”, acrescentou.

Cortesia Harvard University Press

Na sala de aula

Sousanis acredita muito no potencial dos quadrinhos na sala de aula. Para ele as HQs oferecem um meio distinto e importante para a organização dos pensamentos. Além disso, ele defende que os quadrinhos são importantes ferramentas de comunicação sobre qualquer assunto e em qualquer campo.

“Os méritos da alfabetização com os quadrinhos para leitores com dificuldades têm sido bem documentados. Talvez em algum momento eles não serão apenas formas ‘alternativas’ [para usar na sala de aula]”, afirmou.

 

Fonte: UOL.

Glossolalia: primeira investigação académica e tese de doutoramento em Portugal

Prestei recentemente provas para obtenção do grau de Doutor em Psicologia, na Universidade Autónoma de Lisboa, com uma tese intitulada “O fenómeno da Glossolalia e suas implicações psicossociais”, perante um júri presidido pelo reitor da UAL e outros seis doutores de outras instituições do ensino superior e da casa.
Trata-se de um primeiro trabalho de investigação sobre esta temática, realizado em Portugal, com todos os riscos que um trabalho pioneiro acarreta para o investigador. Insere-se no âmbito da Psicologia da Religião e Espiritualidade.
Fui aprovado com a nota de 16 valores e a classificação final de Muito Bom.
Os meus orientadores foram o Prof. Doutor João Hipólito (amigo e companheiro de há muitos anos) e a Profª. Doutora Rute Brites (amiga e colega na UAL).
Os meus agradecimentos a todos que de alguma forma colaboraram para que esta investigação pudesse ter sido realizada (em especial a quem distribuiu e preencheu os inquéritos e a quem se disponibilizou para as entrevistas) e, duma forma geral, a quem contribuiu para a minha formação em Psicologia e em Psicoterapia.

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Fotos: com os meus orientadores e durante a defesa de tese.

Segue-se o Resumo /Abstract da tese:

Resumo

O fenómeno que nos propusemos investigar chama-se Glossolalia. Trata-se de um dos fenómenos mais interessantes e pouco estudados da espiritualidade, no âmbito da Psicologia da Religião, e que se refere à capacidade de alguns indivíduos – quando integrados num âmbito religioso estruturado, de matriz cristã – serem capazes de, em determinadas circunstâncias de dinâmica religiosa, falar em línguas ou dialectos que nunca aprenderam, por razões racionalmente incompreensíveis, e que não sabem descodificar ou interpretar. A Glossolalia é definida por muitos observadores como sendo o fenómeno mais relevante do século XX, no âmbito do Cristianismo. O fenómeno é histórico, procede do primeiro século da era cristã e está registado nos textos bíblicos do Novo Testamento, assim como em diversos documentos históricos dos últimos dois mil anos.

O facto de se tratar de um fenómeno que se verifica a nível global, de se tratar de uma prática transversal, conjugado com a evidência da sua persistência histórica nos dois últimos milénios, assim como o seu contínuo crescimento desde inícios do século XX, constituem por si só fonte de interesse do investigador e objecto de eleição da investigação, até por se desconhecerem estudos académicos aprofundados desenvolvidos na realidade portuguesa, sendo relativamente escassos mesmo noutras geografias, tanto quando se conhece. Note-se que no ano de 2013 completaram-se 100 anos sobre a data da chegada a Portugal das primeiras comunidades pentecostais e glossolálicas de que há notícia.

Em particular, pretendemos apurar qual será a sua natureza psicossocial, isto é, qual o impacto da prática habitual da Glossolalia no indivíduo e no indivíduo em relação. Para tal aplicou-se um protocolo de investigação a uma amostra alvo constituída por 200 indivíduos pertencentes a dois grupos integrantes de diversas comunidades locais de fé, na área da Grande Lisboa. Um desses grupos pratica a Glossolalia, como ordem natural litúrgica e tradição eclesial, e o outro não a pratica, pelo facto de o fenómeno não fazer parte da sua tradição religiosa e litúrgica. O objectivo era apurar se existem ou não alterações psicopatológicas mais pronunciadas nos indivíduos falantes glossolálicos, nos seus actos de culto, do que nos não-praticantes. Permitia, também, apurar se os indivíduos falantes revelam alterações assinaláveis de auto-estima em comparação com os indivíduos não-falantes. Pretendia-se, ainda, verificar se os indivíduos praticantes da Glossolalia possuem algumas estratégias de coping específicas, face ao stresse, porquê e em que sentido, e se neste aspecto se diferenciam dos indivíduos não-praticantes. Pretendia-se, ainda, perceber se os indivíduos falantes revelavam ou não diferenças ao nível dos valores e da espiritualidade, em comparação com outros indivíduos, de sentido confessional diferente, não-falantes.

O referido protocolo foi constituído por um conjunto de cinco questionários, já validados para a população portuguesa, o qual permitiu recolher todos os dados necessários à afirmação ou infirmação das hipóteses de estudo. Realizámos ainda um conjunto de 10 entrevistas semi-estruturadas a glossolalistas, integrantes de comunidades locais de fé protestantes/evangélicas, de forma a podermos compreender, de forma aprofundada, a sua vivência.

Os resultados demonstram a ausência de diferenças significativas entre os dois grupos em matéria de auto-estima ou de estratégias de coping. Relativamente aos valores verificaram-se diferenças entre os dois grupos, com os praticantes a apresentar valores mais elevados, em todas as dimensões da espiritualidade. Quanto aos aspectos psicopatológicos, os não-praticantes apresentaram valores mais elevados nas subescalas de obsessões-compulsões, ansiedade e hostilidade.

O estudo do fenómeno glossolálico reveste-se de especial complexidade, tanto pela sua interdisciplinaridade, como pela conhecida dificuldade em investigar de perto os comportamentos religiosos.

Palavras-Chave: Glossolalia, Pentecostalismo, Psicopatologia, Auto-estima, Coping, Valores, Espiritualidade.

Abstract

The phenomenon that we proposed to investigate is called Glossolalia. We’re talking about one of the most interesting and less studied phenomenon of spirituality, in the field of Religion Psychology, and that refers itself as the capability of some individuals—when integrated in a structured religious scope, of Christian identity – being able to, in specific circumstances of religious dynamics, speak in tongues or dialects that they never learned, for rationally incomprehensible reasons, and can’t decode or interpret.  Glossolalia is defined by many observers as being the most relevant phenomenon of the XX century, in the field of Christianity. The phenomenon is historical, preceding from the first century of the Christian era, and is registered on the New Testament, as it is in many historical documents from the past two thousand years.

The fact that it is a phenomenon that is proved being worldwide, that it is a transversal practice binded with the evidence of its historical persistency in the last two millennium, as so as its continuous grow since the beginning of the XX century, it constitutes by itself a source of interest by the investigator and object of election for the investigation, since it is unknown of deep academic studies developed in the Portuguese reality, being relatively scarce even in other geographies, the amount of what we really know.  It is worth pointing out that the year 2013 completed 100 years of the date of arrival to Portugal of the first Pentecostal and glossolalic communities.

In particular, we pretend do discover that is its psychosocial nature. This is, what is the impact of recurrent practice of glossolalia on the individual or on the individual relative to so.  For such, an investigation protocol was applied to a sample of 200 individuals belonging to two integratings groups of various local faith communities, residing in the region of Lisbon.  One of those groups practices Glossolalia, as a natural liturgical order and ecclesial tradition and the other group doesn’t practice it, for the fact that that phenomenon does not play a role in their religious and liturgical tradition.   The objective was to shapen if there are or not more evident psychopathological alterations in speakers of glossolalia, in their acts of cult, than non-practitioners.  It would also allow to highlight if the speakers would reveal targetable alterations of selfesteem in comparison with non-speakers. It would also pretend to verify if speakers of Glossolalia possess some specific strategy of coping, facing stress, why and how, and if in this aspect it would differentiate from non-practitioners. We also intended to understand if the speakers revealed or not differences, in terms of values and spirituality, in comparison with other individuals, referring to different confessional orientation, non-speakers.

The referred protocol was made up of five questionnaires assessed for the Portuguese population, which allowed to gather all the necessary data regarding the affirmation or non-affirmation of the chances of study. We also conducted a set of 10 semi structured and glossolalist interviews, integrated in local communities of protestant/evangelic faith, so that we can undertand in a more in-depth way their experience.

The results demonstrate an absence of  significant differences between the two groups in terms of self-esteem or in strategies of coping. Relative to the values, there was evidence that there were differences between the two groups, with the practitioners presenting higher values in all dimensions of spirituality. In terms of the psychopathologic aspects, non-practitioners presented higher values in the subcategories of obsessive-compulsions, anxiety and hostility.

The study of the glossolalia phenomenon envelops itself of a special kind of complexity, not only for its interdisciplinarity, but also for the well known difficulty of investigating closely religious behaviours.

Keywords: Glossolalia, Pentecostalism, Psicopathology, Self-esteem, Coping, Values, Spirituality.

As (muitas) vantagens de estar sozinho

 

A amizade ganha novo sabor, a criatividade e capacidade de liderança aumentam. É na solidão que está a liberdade. E a capacidade de ouvirmos a mente sem ruído, dizem os especialistas.

O ser humano está programado para viver em sociedade, mas pode encontrar vantagens na solidão. Getty Images.

Escreveu Carlos Drummond de Andrade em 1952 que “há certo gosto em pensar sozinho. É um ato individual, como nascer e morrer”. Não estava muito longe da verdade, pelo menos de acordo com os dados que os sociólogos e psicólogos têm vindo a descobrir sobre essas pessoas que gostam da solidão. E que não a veem como uma infelicidade, mas antes como um momento de tranquilidade.

Mas como pode alguém gostar de viver em solidão? É precisamente por esse motivo: estar sozinho permite-nos descansar da constante comunicação e reunião em que o ser humano está na sociedade contemporânea, escreve o El País. Mas de qualquer modo, os momentos de solidão podem ser positivos para os momentos de socialização.

De acordo com o sociólogo Erik Klinenberg, da Universidade de Nova Iorque, citado pelo Economist,  quem vive sozinho desfruta mais as relações que mantém e até está mais predisposto a melhorá-las. O El País escreve que são vários os estudos onde os resultados sugerem que a solidão “facilita o desenvolvimento da empatia” e a provar essa afirmação está o estudo de Erin Cornwell, da Universidade Cornell, no Research Gate: é mais provável que as pessoas com idade superior a 35 anos que vivam sozinhas tenham mais momentos com amigos, do que aqueles que vivem em casal.

Nos casos normais de vida em comunidade, podemos ter duas visões, considera o El País: por um lado, as redes sociais não nos permitem estar longe de ninguém, o telemóvel é presença constante no quotidiano e cada vez mais somos obrigados a trabalhar em equipa. Por outro lado, viver sozinho não é tão raro quanto isso: o número de divórcios aumentou em relação às décadas passadas e as mulheres emanciparam-se, levando muitas a preferiram viver sozinhas e independentes.

Em 2012, a advogada Susan Cain subiu ao palco TED para falar sobre aquilo que ela considera ser “o poder dos introvertidos”. De acordo com o discurso, até metade da população mundial é introvertida e prefere atividades solitárias – como ler, por exemplo. Para ela, essa é uma vantagem: “No que toca a criatividade e liderança, precisamos nos introvertidos para fazer o seu melhor”.

Susan Cain também alerta para uma confusão de conceitos: ser introvertido não significa ser tímido. As pessoas tímidas têm “receio de um julgamento social”, enquanto as pessoas introvertidas “sentem que são mais capazes quando estão caladas em ambientes mais sossegados”. Embora as escolas pareçam ser ideais para pessoas mais extrovertidas e sociáveis, os introvertidos são quase sempre colocados em papéis de relevo quando chegam ao mercado de trabalho.

Adam Grant, da Escola de Wharton, escreveu que “os líderes introvertidos conseguem melhores resultados que os extrovertidos porque tornam os funcionários mais proativos”. Exemplos? Eleanor Roosevelt, Ghandi ou Darwin.

Susan Cain afirma que contrariar a tendência solitária de alguém apenas vai conduzir à perda de capacidade criativa e de liderança. Em 1994, Mihály Csikszentmihalyi, um psicólogo que estudou a felicidade, disse que os adolescentes que não gostam nem querem estar sozinhos não conseguem desenvolver a criatividade. Porquê? Susan Cain considera que quando estamos rodeados de pessoas temos tendência a seguir a norma dentro desse grupo: o pensamento uniformiza-se e alinhamos com o comportamento alheio.

Isso vale para o pensamento, mas também para a postura física: quando estiver num grupo com várias pessoas, experimente ser a primeira a adotar uma determinada posição. Cruzar os braços, por exemplo. E vai dar-se conta que, ao fim de algum tempo, a maioria – senão a totalidade das pessoas – vai estar na mesma posição.

Para evitar o pensamento uniformizado, existe uma técnica de tomada de decisões que certas empresas utilizam para evitar que certos aspetos contraditórios não sejam levados em conta. Imagine-se um grupo de dez pessoas prestes a fazer uma escolha empresarial: uma delas deve sempre contra-argumentar e encontrar fundamentações contrárias quando o resto do grupo começar a seguir uma linha de pensamento muito homogénea. Deste modo, evita-se o “espírito de manada” em que todos seguem a mesma lógica.

Explicar aos outros porque se gosta da solidão é simples: “é abrir-se ao pensamento próprio e original”, escreve o El País. Mireia Darder, uma psicológica que escreveu o livro “Nascidas para o Prazer”, afirma que é nos momentos de solidão que consegue contactar consigo própria em vez de se deixar consumir pela sociedade. É como “encontrar a liberdade. Um movimento de contração necessário para recuperar o equilíbrio”, diz. Byung-Chul Han, um aclamado filósofo contemporâneo, diz ao El Paísque concorda que a solidão reconstrói-nos de um envolvimento exagerado com a comunidade.

Numa entrevista à RTVE, o filósofo Francesc Torralba defendia que a solidão “representa a ocasião de rever a nossa gestão de projeção do futuro e de avaliar a qualidade dos vínculos que contruimos”. É a partir dela que “ouvimos o que sentimos” sem interferência exterior.

Então, de onde vem a nostalgia que alguns sentem quando estão sós? Vem dos momentos em que se está acompanhado, justifica a psicóloga Mireia Darder. A tristeza parece ser o resultado da pressão que sentimos quando em sociedade e do esforço que tendemos a fazer para manter a cabeça erguida. Quando estamos sozinhos, conseguimos exteriorizar aquilo que reprimimos quando temos pessoas à volta. Mas “para sermos realmente autónomos, há que aprender a atravessar a solidão” e “o amor não é o contrário da solidão, mas antes a solidão acompanhada”, diz Mireia Darder ao El País.

 

Fonte: Observador.

Optimismo e satisfação com a vida diminuem risco de morte até 18%

Para quem leva a vida com mais contentamento, risco de morte cai em 18%; quem é pessimista, no entanto, tem 20% mais risco de morrer precocemente, aponta estudo.

O otimismo e a satisfação com a prória existência prolongam a vida. Quem é mais insatisfeito com a vida corre, de fato, mais risco de morrer rápido. É o que diz um estudo da Chapman University of Orange, na Califórnia, Estados Unidos, e publicado no periódico Psychological Science, que mostrou como uma satisfação maior com a própria vida, depois dos 50 anos, seja, de fato, ligada a um menor risco de morte.

Depois dos 50, satisfação e otimismo influenciam risco de morte, aponta estudo americano
Getty Images

Depois dos 50, satisfação e otimismo influenciam risco de morte, aponta estudo americano

“A satisfação com a vida pode mudar os efeitos de um eventos como divórcio ou desocupação. Algumas pessoas conseguem se adaptar de maneira mais rápida às novas situações porque parecem ter uma satisfação com a própria vida mais estável, enquanto outros não se adaptam assim rapidamente”, explica Julia Boehm, uma das pesquisadoras.

Se uma pessoa enfrenta repedidamente situações estressantes, que diminuem seu contentamento com a vida, “estas flutuações para baixo parecem ser particularmente danosas para a longevidade”, diz ela.

Em cada um dos nove anos do estudo, foi pedido para 4.500 mulheres e homens responderem a uma pergunta quando estivessem felizes com a própria existência, dando uma nota de 1 a 10. Os pesquisadores avaliaram a satisfação média ao longo da vida e a variabilidade no tempo, além da idade, sexo, instrução, saúde, atividade física, tagabismo e sintomas depressivos.

Quando a satisfação aumentava, o risco de mortalidade se reduzia em 18%. Quando acontecia o contrário, com uma maior variabilidade, o aumento do risco de morte era de 20%. As pessoas com alto nível de contentamento com a vida tendem a ter um menor risco de mortalidade, independentemente das variações do tempo.

Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que a variabilidade no nível de satisfação influencia no risco de mortalidade somente quando se é pouco contente.

Fonte: Saude. Ig.

O stresse e a infertilidade

Maior conferência mundial de Embriologia e Técnicas de Procriação Medicamente Assistida reúne em Lisboa mais de dez mil especialistas na área. Arranca com a apresentação de um estudo inédito sobre a ligação entre o stresse e a infertilidade.

Já se sabia que a dificuldade em engravidar pode ser extremamente perturbante para alguns casais, mas, pela primeira vez, investigadores conseguiram reunir dados que demonstram que o stress pode ocupar um papel importante e concreto nos casos de infertilidade.

Mulheres com alto nível de alfa-amilase – indicador biológico de stresse, medido através da recolha de saliva – têm, a cada mês, 29% menos hipóteses de ficar grávidas e mais do dobro de hipóteses de serem medicamente classificadas como inférteis. Ou seja, apesar de não utilizarem métodos contracetivos e de terem regulares relações sexuais, demoram mais de um ano a engravidar.

Os investigadores liderados por Courtney Lynch, directora do departamento de reprodução da Universidade de Ohio – Centro Médico de Wexner, estudaram 501 mulheres, com idades entre os 18 e os 40 anos, sem problemas de fertilidade identificados e que estavam a começar a tentar engravidar. As participantes foram seguidas ao longo de um ano ou até engravidar. A partir de agora, Lynch espera que os resultados da investigação encoragem estas mulheres a tentar controlar os seus níveis de ansiedade, através das técnicas disponíveis (yoga ou meditação).

Esta investigação é apenas uma das 250 apresentações orais que serão apresentadas até esta terça-feira na FIL, em Lisboa, no âmbito do Encontro Europeu Anual da Sociedade de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) e que reúne na capital mais de 11 mil especialistas de todo o mundo nesta área. O evento, considerado o maior do mundo nesta especialidade, vai na 31ª edição, mas é a primeira vez que se realiza em Portugal.

O encontro começou a ser preparado há cerca de dois anos e procura incluir trabalhos sobre os grandes temas da atualidade científica. Carlos Calhaz-Jorge,  responsável dos Sectores de Ginecologia e de Medicina da Reprodução do Centro Hospitalar Lisboa Norte e membro do comité executivo da Sociedade Europeia, explica que a primeira candidatura portuguesa para acolher o congresso aconteceu há uma década, mas, “na altura, a cidade não tinha estrutura para receber um encontro com esta dimensão”. Há 28 anos que o médico comparece a estas reuniões, caracterizadas pela troca de experiências entre os especialistas que se dedicam a resolver os problemas dos 10 a 15% de casais que apresentam problemas de infertilidade.

Fonte: Expresso.

Haja esperança. A bondade é “contagiosa”

“É possível que a capacidade de responder positivamente aos bons exemplos, como a generosidade ou altruísmo, conduzindo ao que alguns chamam ‘elevação moral’, dependa também da porção mais ‘social’ do cérebro humano”, diz o neurocirurgião João Lobo Antunes. TIAGO MIRANDA.

Cientistas descobriram onde se localiza a bondade no cérebro humano e como funciona. O neurocirurgião João Lobo Antunes concorda, mas atira: “Sim a bondade é contagiosa, o problema é haver tanta gente vacinada contra ela!”

A bondade já tem um “sítio” – foi localizada no cérebro, assim como o sentimento que lhe é associado quando essa área regista atividade: “elevação moral”. Além disso, percebeu-se que esta é “contagiosa” – ou seja, ao assistirmos a atos de bondade, somos impelidos a fazer o mesmo –e ajudar.
Publicado na revista “Biological Psychiatry”, um estudo levado a cabo pela psicóloga Sarina Saturn, da universidade de State Oregon (EUA), mediu a atividade cerebral e o ritmo cardíaco de estudantes universitários enquanto assistiam a vídeos com imagens de atos heróicos ou humorísticos. Quando viam as imagens heróicas, os sistemas nervosos simpático e parassimpático dos estudantes atingia um pico, o que constitui “um padrão muito invulgar” segundo a psicóloga. “Os dois sistemas são recrutados para uma só emoção” – e isso é incomum, porque combinam uma reação de luta, e outra, posterior, de acalmia. Isto pode explicar-se assim: assistir a um ato de compaixão implica testemunhar o sofrimento de outra pessoa – o que desencadeia uma resposta de stresse, e ativa o sistema nervoso simpático. Depois, ao vermos esse sofrimento aliviado acalmamos, e o sistema parassimpático é ativado.
Na zona média do córtex pré-frontal (a área relacionada com a empatia), também  foi registada atividade. E é nessa área precisamente que o neurocirurgião João Lobo Antunes julga poder residir o cerne da questão. “É possível que a capacidade de responder positivamente aos bons exemplos, como a generosidade ou altruísmo, conduzindo ao que alguns chamam ‘elevação moral’, dependa também da porção mais ‘social’ do cérebro humano, particularmente o córtex pré-frontal (como tem sido proposto por vários neurocientistas, entre os quais António Damásio)”, defende.
O professor recorda que, em termos muito simples, “as experiências emocionais são apreciadas por áreas anteriores do lobo frontal, particularmente no córtex pré-frontal (o sítio que Egas Moniz elegeu como alvo no tratamento de certas doenças mentais); mas também na amígdala, que permite reconhecer os vários tipos de expressão facial, amigável ou não”, e acaba por ser muito importante no relacionamento social entre pessoas. “Muito mais complexa é a questão do juízo moral, que é estudado através dos modelos experimentais, como o célebre ‘caso das linhas de comboio e do homem gordo’”. Lobo Antunes explica “estes dois dilemas”. No primeiro, um comboio percorre um trajeto que depois se bifurca – num sentido irá atropelar uma pessoa, no outro três pessoas. Nós temos a capacidade de mudar o trajeto por meio de uma alavanca (“agulha”).
Conseguiríamos causar a morte de uma, para salvar três? No segundo dilema, a vida de três pessoas seria salva se empurrássemos para a linha um homem gordo que se encontra na ponte sob a qual passa o comboio. Seríamos capazes de o fazer? De facto, a maior parte de nós não teria hesitação em manejar a “agulha”, mas já não seria capaz de empurrar o homem gordo, e as áreas cerebrais envolvidas nesta decisão não são idênticas”. “Curiosamente, as áreas envolvidas em juízos morais são também áreas integradoras das emoções”, continua Lobo Antunes. “Esta teoria tem sido particularmente defendida por Haidt, que considera que o juízo moral é primariamente intuitivo ou emocional. Ele distingue dois sistemas, um antigo, rápido, automático, que instintivamente nos faz julgar se um ato é “bom” ou “mau” – e neste caso, inspira-nos “repugnância”.
A este sistema antigo, com mais de 5 a 7 milhões de anos, junta-se outro mais recente (100.000 anos), mais lento e que implica um juízo mais deliberado”. O médico conclui que “sim, a bondade é contagiosa – o problema é haver tanta gente vacinada contra ela…”

 

Fonte: Expresso.

Ter bons amigos ajuda a combater stress e infecções

Pessoas com laços sociais e amizades fortes sofrem menos de infeções, doenças cardiovasculares e de stress. A conclusão é de um estudo da Universidade de Gottingen e do German Primate Center, na Alemanha.

A investigação foi feita com recurso a um grupo de macacos-de-Gibraltar, que têm um comportamento social idêntico ao dos humanos, e a investigação foi publicada no mês de Novembro no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA(PNAS).

De acordo com os investigadores, as ligações sociais têm um efeito direto nos níveis de stress e ansiedade dos macacos, já que as relações mais fortes levam a que estes indicadores diminuam.

Os laços sociais entre primatas foram observados principalmente entre membros da mesma família e entre machos com ligações afetivas fortes, semelhantes às relações de amizade entre os humanos.

A equipa analisou vários indicadores de níveis de stress como sinais de agressão ou reações nervosas a temperaturas baixas, explica a equipa da universidade em comunicado.

A equipa analisou, a longo prazo, os níveis de glicocorticoides (uma substância conhecida como hormona do stress que também regula o sistema imunitário) nos animais, verificando que os macacos com relações sociais fortes registavam níveis mais reduzidos desta hormona, mesmo quando expostos a situações de stress.

Um dos fatores que pode contribuir para esta situação é o facto “dos animais com relações sociais mais fortes se ajudarem uns aos outros em conflito”, explica Olivier Schulke, um dos responsáveis pela investigação.

Um outro estudo, realizado em 2006 e divulgado no jornal do National Center for Biotechnology Information (EUA), já tinha chegado à mesma conclusão, demonstrando que as amizades ajudam a combater o stress já que estas ligações reforçam o sistema neuroendócrino – um dos responsáveis pelas hormonas que causam ansiedade.

Fonte: Boas Notícias.

Crise económica está a afetar a vida sexual dos homens portugueses

As dificuldades financeiras, o desemprego, os salários baixos e a precariedade estão a fazer disparar o stress e as patologias relacionadas com a disfunção erétil. Ir ao médico é muito importante.

 

52% dos indivíduos entre os 42 e os 70 anos têm disfunção erétil em algum grau, assegura Sociedade Portuguesa de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodução. Getty Images.

 

Há cada vez mais homens a sofrer de patologias ligadas à disfunção sexual e este aumento deve-se, sobretudo, à crise económica, alerta a Sociedade Portuguesa de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodução (SPA), que assegura que 52% dos indivíduos entre os 42 e os 70 anos têm disfunção erétil em algum grau.

As dificuldades financeiras, o desemprego ou os filhos que regressam a casa dos pais ou dos avós, contribuem para este cenário. “Todo o stress inerente a estas situações faz com que haja um desequilíbrio emocional no homem e isso tem, de imediato e cada vez mais, repercussões na sua vida familiar e, consequentemente, na sua saúde sexual”, afirma Pepe Cardoso, presidente da SPA, num comunicado enviado às redações.

“Aquilo que sentimos, tanto nos hospitais como nos consultórios, é que há cada vez mais casos, nomeadamente de disfunção erétil, que são fruto da atual conjuntura económica”, assegura Pepe Cardoso.

Também o trabalho precário, os baixos salários e os desafios profissionais demasiado exigentes e com direito a pouco descanso, estão a fazer acelerar os casos de disfunção erétil.

E se a crise potencia este problemas relacionados com a saúde sexual masculina, por outro lado, a disfunção erétil é também ela um elemento que pode causar “menor produtividade e faz aumentar os conflitos laborais” já que “o homem fica muito afetado psicologicamente perante uma situação de disfunção sexual”, refere o urologista.

Precisamente porque este é um tema muitas vezes tabu e que atinge cada vez mais portugueses está a decorrer uma campanha de sensibilização relativamente à disfunção erétil que sublinha, por um lado, a importância de uma ida ao médico e que divulga o site Eucontrolo.pt, que apresenta um conjunto de informação “importante e fidedigna” sobre as disfunções sexuais masculinas e “no qual se podem esclarecer várias dúvidas sobre o assunto”.

 

Fonte: Observador.