Optimismo e satisfação com a vida diminuem risco de morte até 18%

Para quem leva a vida com mais contentamento, risco de morte cai em 18%; quem é pessimista, no entanto, tem 20% mais risco de morrer precocemente, aponta estudo.

O otimismo e a satisfação com a prória existência prolongam a vida. Quem é mais insatisfeito com a vida corre, de fato, mais risco de morrer rápido. É o que diz um estudo da Chapman University of Orange, na Califórnia, Estados Unidos, e publicado no periódico Psychological Science, que mostrou como uma satisfação maior com a própria vida, depois dos 50 anos, seja, de fato, ligada a um menor risco de morte.

Depois dos 50, satisfação e otimismo influenciam risco de morte, aponta estudo americano
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Depois dos 50, satisfação e otimismo influenciam risco de morte, aponta estudo americano

“A satisfação com a vida pode mudar os efeitos de um eventos como divórcio ou desocupação. Algumas pessoas conseguem se adaptar de maneira mais rápida às novas situações porque parecem ter uma satisfação com a própria vida mais estável, enquanto outros não se adaptam assim rapidamente”, explica Julia Boehm, uma das pesquisadoras.

Se uma pessoa enfrenta repedidamente situações estressantes, que diminuem seu contentamento com a vida, “estas flutuações para baixo parecem ser particularmente danosas para a longevidade”, diz ela.

Em cada um dos nove anos do estudo, foi pedido para 4.500 mulheres e homens responderem a uma pergunta quando estivessem felizes com a própria existência, dando uma nota de 1 a 10. Os pesquisadores avaliaram a satisfação média ao longo da vida e a variabilidade no tempo, além da idade, sexo, instrução, saúde, atividade física, tagabismo e sintomas depressivos.

Quando a satisfação aumentava, o risco de mortalidade se reduzia em 18%. Quando acontecia o contrário, com uma maior variabilidade, o aumento do risco de morte era de 20%. As pessoas com alto nível de contentamento com a vida tendem a ter um menor risco de mortalidade, independentemente das variações do tempo.

Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que a variabilidade no nível de satisfação influencia no risco de mortalidade somente quando se é pouco contente.

Fonte: Saude. Ig.

O stresse e a infertilidade

Maior conferência mundial de Embriologia e Técnicas de Procriação Medicamente Assistida reúne em Lisboa mais de dez mil especialistas na área. Arranca com a apresentação de um estudo inédito sobre a ligação entre o stresse e a infertilidade.

Já se sabia que a dificuldade em engravidar pode ser extremamente perturbante para alguns casais, mas, pela primeira vez, investigadores conseguiram reunir dados que demonstram que o stress pode ocupar um papel importante e concreto nos casos de infertilidade.

Mulheres com alto nível de alfa-amilase – indicador biológico de stresse, medido através da recolha de saliva – têm, a cada mês, 29% menos hipóteses de ficar grávidas e mais do dobro de hipóteses de serem medicamente classificadas como inférteis. Ou seja, apesar de não utilizarem métodos contracetivos e de terem regulares relações sexuais, demoram mais de um ano a engravidar.

Os investigadores liderados por Courtney Lynch, directora do departamento de reprodução da Universidade de Ohio – Centro Médico de Wexner, estudaram 501 mulheres, com idades entre os 18 e os 40 anos, sem problemas de fertilidade identificados e que estavam a começar a tentar engravidar. As participantes foram seguidas ao longo de um ano ou até engravidar. A partir de agora, Lynch espera que os resultados da investigação encoragem estas mulheres a tentar controlar os seus níveis de ansiedade, através das técnicas disponíveis (yoga ou meditação).

Esta investigação é apenas uma das 250 apresentações orais que serão apresentadas até esta terça-feira na FIL, em Lisboa, no âmbito do Encontro Europeu Anual da Sociedade de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) e que reúne na capital mais de 11 mil especialistas de todo o mundo nesta área. O evento, considerado o maior do mundo nesta especialidade, vai na 31ª edição, mas é a primeira vez que se realiza em Portugal.

O encontro começou a ser preparado há cerca de dois anos e procura incluir trabalhos sobre os grandes temas da atualidade científica. Carlos Calhaz-Jorge,  responsável dos Sectores de Ginecologia e de Medicina da Reprodução do Centro Hospitalar Lisboa Norte e membro do comité executivo da Sociedade Europeia, explica que a primeira candidatura portuguesa para acolher o congresso aconteceu há uma década, mas, “na altura, a cidade não tinha estrutura para receber um encontro com esta dimensão”. Há 28 anos que o médico comparece a estas reuniões, caracterizadas pela troca de experiências entre os especialistas que se dedicam a resolver os problemas dos 10 a 15% de casais que apresentam problemas de infertilidade.

Fonte: Expresso.

Haja esperança. A bondade é “contagiosa”

“É possível que a capacidade de responder positivamente aos bons exemplos, como a generosidade ou altruísmo, conduzindo ao que alguns chamam ‘elevação moral’, dependa também da porção mais ‘social’ do cérebro humano”, diz o neurocirurgião João Lobo Antunes. TIAGO MIRANDA.

Cientistas descobriram onde se localiza a bondade no cérebro humano e como funciona. O neurocirurgião João Lobo Antunes concorda, mas atira: “Sim a bondade é contagiosa, o problema é haver tanta gente vacinada contra ela!”

A bondade já tem um “sítio” – foi localizada no cérebro, assim como o sentimento que lhe é associado quando essa área regista atividade: “elevação moral”. Além disso, percebeu-se que esta é “contagiosa” – ou seja, ao assistirmos a atos de bondade, somos impelidos a fazer o mesmo –e ajudar.
Publicado na revista “Biological Psychiatry”, um estudo levado a cabo pela psicóloga Sarina Saturn, da universidade de State Oregon (EUA), mediu a atividade cerebral e o ritmo cardíaco de estudantes universitários enquanto assistiam a vídeos com imagens de atos heróicos ou humorísticos. Quando viam as imagens heróicas, os sistemas nervosos simpático e parassimpático dos estudantes atingia um pico, o que constitui “um padrão muito invulgar” segundo a psicóloga. “Os dois sistemas são recrutados para uma só emoção” – e isso é incomum, porque combinam uma reação de luta, e outra, posterior, de acalmia. Isto pode explicar-se assim: assistir a um ato de compaixão implica testemunhar o sofrimento de outra pessoa – o que desencadeia uma resposta de stresse, e ativa o sistema nervoso simpático. Depois, ao vermos esse sofrimento aliviado acalmamos, e o sistema parassimpático é ativado.
Na zona média do córtex pré-frontal (a área relacionada com a empatia), também  foi registada atividade. E é nessa área precisamente que o neurocirurgião João Lobo Antunes julga poder residir o cerne da questão. “É possível que a capacidade de responder positivamente aos bons exemplos, como a generosidade ou altruísmo, conduzindo ao que alguns chamam ‘elevação moral’, dependa também da porção mais ‘social’ do cérebro humano, particularmente o córtex pré-frontal (como tem sido proposto por vários neurocientistas, entre os quais António Damásio)”, defende.
O professor recorda que, em termos muito simples, “as experiências emocionais são apreciadas por áreas anteriores do lobo frontal, particularmente no córtex pré-frontal (o sítio que Egas Moniz elegeu como alvo no tratamento de certas doenças mentais); mas também na amígdala, que permite reconhecer os vários tipos de expressão facial, amigável ou não”, e acaba por ser muito importante no relacionamento social entre pessoas. “Muito mais complexa é a questão do juízo moral, que é estudado através dos modelos experimentais, como o célebre ‘caso das linhas de comboio e do homem gordo’”. Lobo Antunes explica “estes dois dilemas”. No primeiro, um comboio percorre um trajeto que depois se bifurca – num sentido irá atropelar uma pessoa, no outro três pessoas. Nós temos a capacidade de mudar o trajeto por meio de uma alavanca (“agulha”).
Conseguiríamos causar a morte de uma, para salvar três? No segundo dilema, a vida de três pessoas seria salva se empurrássemos para a linha um homem gordo que se encontra na ponte sob a qual passa o comboio. Seríamos capazes de o fazer? De facto, a maior parte de nós não teria hesitação em manejar a “agulha”, mas já não seria capaz de empurrar o homem gordo, e as áreas cerebrais envolvidas nesta decisão não são idênticas”. “Curiosamente, as áreas envolvidas em juízos morais são também áreas integradoras das emoções”, continua Lobo Antunes. “Esta teoria tem sido particularmente defendida por Haidt, que considera que o juízo moral é primariamente intuitivo ou emocional. Ele distingue dois sistemas, um antigo, rápido, automático, que instintivamente nos faz julgar se um ato é “bom” ou “mau” – e neste caso, inspira-nos “repugnância”.
A este sistema antigo, com mais de 5 a 7 milhões de anos, junta-se outro mais recente (100.000 anos), mais lento e que implica um juízo mais deliberado”. O médico conclui que “sim, a bondade é contagiosa – o problema é haver tanta gente vacinada contra ela…”

 

Fonte: Expresso.

Ter bons amigos ajuda a combater stress e infecções

Pessoas com laços sociais e amizades fortes sofrem menos de infeções, doenças cardiovasculares e de stress. A conclusão é de um estudo da Universidade de Gottingen e do German Primate Center, na Alemanha.

A investigação foi feita com recurso a um grupo de macacos-de-Gibraltar, que têm um comportamento social idêntico ao dos humanos, e a investigação foi publicada no mês de Novembro no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA(PNAS).

De acordo com os investigadores, as ligações sociais têm um efeito direto nos níveis de stress e ansiedade dos macacos, já que as relações mais fortes levam a que estes indicadores diminuam.

Os laços sociais entre primatas foram observados principalmente entre membros da mesma família e entre machos com ligações afetivas fortes, semelhantes às relações de amizade entre os humanos.

A equipa analisou vários indicadores de níveis de stress como sinais de agressão ou reações nervosas a temperaturas baixas, explica a equipa da universidade em comunicado.

A equipa analisou, a longo prazo, os níveis de glicocorticoides (uma substância conhecida como hormona do stress que também regula o sistema imunitário) nos animais, verificando que os macacos com relações sociais fortes registavam níveis mais reduzidos desta hormona, mesmo quando expostos a situações de stress.

Um dos fatores que pode contribuir para esta situação é o facto “dos animais com relações sociais mais fortes se ajudarem uns aos outros em conflito”, explica Olivier Schulke, um dos responsáveis pela investigação.

Um outro estudo, realizado em 2006 e divulgado no jornal do National Center for Biotechnology Information (EUA), já tinha chegado à mesma conclusão, demonstrando que as amizades ajudam a combater o stress já que estas ligações reforçam o sistema neuroendócrino – um dos responsáveis pelas hormonas que causam ansiedade.

Fonte: Boas Notícias.

Crise económica está a afetar a vida sexual dos homens portugueses

As dificuldades financeiras, o desemprego, os salários baixos e a precariedade estão a fazer disparar o stress e as patologias relacionadas com a disfunção erétil. Ir ao médico é muito importante.

 

52% dos indivíduos entre os 42 e os 70 anos têm disfunção erétil em algum grau, assegura Sociedade Portuguesa de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodução. Getty Images.

 

Há cada vez mais homens a sofrer de patologias ligadas à disfunção sexual e este aumento deve-se, sobretudo, à crise económica, alerta a Sociedade Portuguesa de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodução (SPA), que assegura que 52% dos indivíduos entre os 42 e os 70 anos têm disfunção erétil em algum grau.

As dificuldades financeiras, o desemprego ou os filhos que regressam a casa dos pais ou dos avós, contribuem para este cenário. “Todo o stress inerente a estas situações faz com que haja um desequilíbrio emocional no homem e isso tem, de imediato e cada vez mais, repercussões na sua vida familiar e, consequentemente, na sua saúde sexual”, afirma Pepe Cardoso, presidente da SPA, num comunicado enviado às redações.

“Aquilo que sentimos, tanto nos hospitais como nos consultórios, é que há cada vez mais casos, nomeadamente de disfunção erétil, que são fruto da atual conjuntura económica”, assegura Pepe Cardoso.

Também o trabalho precário, os baixos salários e os desafios profissionais demasiado exigentes e com direito a pouco descanso, estão a fazer acelerar os casos de disfunção erétil.

E se a crise potencia este problemas relacionados com a saúde sexual masculina, por outro lado, a disfunção erétil é também ela um elemento que pode causar “menor produtividade e faz aumentar os conflitos laborais” já que “o homem fica muito afetado psicologicamente perante uma situação de disfunção sexual”, refere o urologista.

Precisamente porque este é um tema muitas vezes tabu e que atinge cada vez mais portugueses está a decorrer uma campanha de sensibilização relativamente à disfunção erétil que sublinha, por um lado, a importância de uma ida ao médico e que divulga o site Eucontrolo.pt, que apresenta um conjunto de informação “importante e fidedigna” sobre as disfunções sexuais masculinas e “no qual se podem esclarecer várias dúvidas sobre o assunto”.

 

Fonte: Observador.

Os nossos miúdos sabem demais?

 

Saber todas as marcas de automóveis com quatro anos, saber ler aos três anos ou saber os elementos da tabela periódica aos dois anos. Saber muito demasiado cedo pode ser mau?

Aos dois anos e meio, o João já sabe dizer os nomes dos elementos da Tabela Periódica. Já sabe que o Mg corresponde ao Magnésio e que o S corresponde ao Enxofre. A Matilde conta apenas três anos de vida e já sabe ler. Os dois não se conhecem, mas têm algo em comum: adquiriram uma competência mais cedo do que era suposto.

Os pais rejubilam com os feitos dos meninos. Descobrem pequenos génios que já debitam matéria de grandes. Mas será este conhecimento precoce desejável? Pode ser mau saber demais? A experiência do pediatra Mário Cordeiro responde de imediato.”As etapas de aprendizagem têm de ser respeitadas. A descodificação dos símbolos e a aquisição do conhecimento vai-se fazendo a pouco e pouco, por vezes mais numas áreas do que noutras, mas não deve ser ‘metida a martelo’”.

“Ligamos muito ao facto de uma criança saber ler ou contar, mas não nos inquieta se sabe que o verde é para passar e o encarnado para parar”
Mário Cordeiro, pediatra

Atirar informação não significa ser sábio, sentencia o membro da Sociedade Portuguesa de Pediatria e da British Association for Community Child Health. “Uma coisa é informação, outra é conhecimento, e outra – a mais importante e funcional – é a sabedoria. Esta só se adquire com a experiência e com o tempo“. Até lá, “podemos ensinar tudo porque fica tudo registado”.

“Se dissermos ao nosso filho de 2 anos que esta árvore tem musgo deste lado porque é virada a norte e não apanha sol e o musgo não gosta de sol, isso ficará gravado e, quem sabe, anos mais tarde, poderá ser útil”, explica Mário Cordeiro.

Qual é a fronteira entre saber muito e ser sobredotado?

“Uma criança sobredotada é excelente em tudo”. Mito. Uma criança sobredotada tem um desenvolvimento muito acima do normal numa determinada área relativamente à idade que tem. Ou seja, um dos traços que caracteriza estas crianças é o desequilíbrio no desenvolvimento. Um exemplo: são crianças que são capazes de ler e escrever muito cedo mas, do ponto de vista emocional, estão pouco desenvolvidas. Esta é a explicação de Rosa Gouveia, pediatra e membro da Sociedade de Pediatria do Neurodesenvolvimento.

Aos 2/3 anos, a construção dos afetos é muito importante. Deem lugar à paixão, brincar com o bebé, franzir a testa, abrir os olhos e abrir a boca. Devemos dar tempo a esta partilha, dar oportunidade à brincadeira de casa e da escola.
João Gomes Pedro, pediatra

O pediatra Gomes Pedro, que já celebrou 50 anos de carreira, diz que é “raro” existirem sobredotados. Mário Cordeiro não acredita sequer no conceito — acredita, sim, em talentos. “Ter talentos múltiplos é excelente, mas sem os outros três “ts” – trabalho, tempo e técnica -, ter um talento não servirá de muito. Há de facto crianças com dotes em algumas áreas, mas a inteligência racional, na qual se exibem, nem sempre vai a par da inteligência emocional”.

“Acho curioso que, numa altura em que se diz que não há crianças “menos dotadas” ou “atrasadas mentais”, se queiram colocar nos píncaros os que têm talentos”, comenta Mário Cordeiro.

O ideal é seguir o percurso habitual da aprendizagem. Até porque, quando não é assim, o mais pode ser mau. “Há crianças que sabem as marcas dos carros todos. Há crianças que sabem os nomes de todas as pontes e viadutos do país. Se tiverem um interesse restrito para uma determinada área do conhecimento, isso pode estar integrado numa patologia do Neurodesenvolvimento, como uma perturbação do espectro do autismo“, explica Rosa Gouveia. Uma das características desta patologia do desenvolvimento é a criança ter um interesse muito restrito e não se interessar por mais nada.

Antes dos alarmes, a pediatra salienta que “é preciso avaliar o desenvolvimento global da criança”, até porque “o conceito de normalidade é muito lato”, diz. É preciso perceber se esse “saber demais” tem algum significado patológico.

Educação, Escolas, Ensino, exames

Imaginemos uma criança de seis anos que entra para o primeiro ano da escola primária. E imaginemos agora que essa criança já sabe ler desde os quatro anos – competência que só deveria aprender na escola primária. Quando estiver na aula e a professora estiver a ensinar a ler, pode sentir-se desmotivada e desinteressada.

“Pode perturbar a aula, pode ter problemas comportamentais e escolares”, aponta Rosa Gouveia. Afinal, ela está a ouvir uma matéria que já conhece. Está na aula a fazer o quê, então? É esta a pergunta que a criança fará a si própria. “Cabe ao professor perceber isso e dar-lhe tarefas diferentes para não se aborrecer. Pode dar-lhe pequenas responsabilidades, como ajudar os colegas”.

“Se uma criança de 5 anos só quer ler enciclopédias, não tem interesses em comum com os seus pares. Isso pode levar ao isolamento social da criança”
Rosa Gouveia, membro da Sociedade de Pediatria do Neurodesenvolvimento

Mário Cordeiro simplifica a situação. “O mesmo acontecerá com uma criança filha de pais ingleses, por exemplo. Quando chega a disciplina de Inglês terá de aprender o significado de ‘yellow’ e ‘green’, que sabe desde que nasceu. E depois? Cabe aos professores dar alternativas e mostrar que, se sabe muito inglês, porventura sabe menos História“, por exemplo. Gestão — é esta a palavra-chave.

“Alguns dos problemas das crianças com dotes especiais são criados pelos adultos e não por elas ou pelas outras, desde que não se sintam ‘formidáveis’, sobredotadas, e que não caiam na arrogância ou na soberba”, refere Mário Cordeiro.

“Quanto mais estímulos, melhor”. Grande parte dos pais concordaria com esta frase para que o seu filho se desenvolva, saiba e aprenda muito. Mas não é este o conselho de Rosa Gouveia. “A criança deve interessar-se por coisas diferentes”. Se a criança se interessa pela leitura numa idade muito precoce, então cabe aos pais “não estimular demais e tentar que a criança não se fixe nessa aptidão, mas que tenha outras ocupações”, como brincar na rua. E a estratégia que os pais seguem tem de ser seguida também pelos educadores e professores. Aqui, a coordenação é importante. “O desenvolvimento da criança tem a ver com a vida familiar e com a vida no serviço de educação. Tem de haver um sentido entre o que se passa em casa e na escola”, adverte o especialista Gomes Pedro.

A aprendizagem de competências cedo estará, em parte, relacionada com o mundo digital em que as crianças crescem. Internet, redes sociais, tablets e outros dispositivos são elementos diários na vida delas. Resultado? “A criança entra demasiado naquilo que vê os irmãos mais velhos fazer, o pai fazer, a avó fazer, que é este não parar de clicarpara ter mais um estímulo visual ou auditivo, refere Gomes Pedro, pediatra e anterior diretor da Clínica Universitária de Pediatria e do Serviço de Pediatria do Hospital de Santa Maria (Lisboa).

“Esta aprendizagem digital não é pecado nem defeito mas, por falta de tempo hoje, começa a fazer falta outro tipo de brincadeiras como contar histórias – uma partilha de descoberta entre pais e criança, amigos e criança”.
João Gomes Pedro, pediatra

Mas este “fenómeno” pode não ser só próprio da geração mais recente. Mário Cordeiro confessa-se “culpado”: começou a ler aos quatro anos. O seu filho mais velho começou também a ler aos quatro anos e tem um neto com três anos que já sabe ler. Mas o pediatra não vê nada de genial nestes factos. Na altura, a única vantagem que encontrou foi “ter acesso à informação escrita mais cedo, o que deu algumas vantagens com os pares nos primeiros anos. Mas tudo isso se desvanece quando as outras crianças adquirem essas competências. Outras crianças terão aprendido a tocar piano ou violino nessas idades, coisa que eu não fiz”, justifica.

Parece uma frase feita, mas todos os especialistas insistem em reforçá-la: não há duas crianças iguais. É difícil definir em que idade é suposto executar determinada tarefa. Cada criança tem o seu ritmo, mas aqui está um guia geral traçado pelos especialistas com algumas balizas de conhecimento e desenvolvimento:

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É importante estabelecer os principais vínculos. Aos nove meses, por exemplo, um bebé diz adeus e atira beijinhos porque é pressionado e incentivado pelos pais ou pelos avós. Estesjogos intra-familiares são importantes porque despertam a atenção do bebé.

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Aos 12 meses, o bebé localiza sons virando a cabeça, diz «ma -ma» e «pa -pa» e pode também fazer outros sons. Quando alguém se esconde atrás de uma fralda ou de uma porta, a criança ri-se com a brincadeira. Aqui podem começar aqui as tentativas do bebé para se pôr em pé — pode dar já uns passos agarrados aos móveis e sofás, por exemplo. Aos 18 meses, é tempo de o bebé tentar tirar os sapatos sozinho, tentar comer sozinho e andar sem apoio. A partir dos dois anos (24 meses), é importante alargar o estabelecimento de vínculos afetivos a outros membros da família.

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Aos 3 anos ainda é idade de brincar, jogar e relacionar-se com os outros pares da vida. A criança já deve conseguir subir e descer escadas alternando os pés nos degraus, dar um pontapé numa bola, correr com facilidade e pedalar num triciclo. Já deve saber pegar num lápis corretamente e desenhar linhas verticais, horizontais e circulares; deve perceber conceitos físicos como “sobre”, “dentro” e “debaixo” e saber o seu nome, idade e sexo. As pessoas que não a conhecem devem conseguir entender a maior parte do seu discurso.

idade-4anosAos quatro anos pode começar a ser estimulada a consciência fonológica – saber identificar sons. Os sons de algumas letras, principalmente algumas vogais, podem ser introduzidos na pré-primária, tal como a aprendizagem de rimas e de cantigas. Por exemplo: a palavra “gato” tem quatro fonemas – a criança pode começar a aprender a descodificar esses quatro sons, para depois convertê-los em letras quando chegar à escola primária. Aqui, a criança deve saber as cores principais, entender o conceito de contar e saber alguns números.

idade-5anosAos cinco/seis anos começa um desenvolvimento cognitivo enorme. Antes de entrar para o primeiro ano da escola primária, não é esperado que a criança saiba ler mas é esperado que saiba relacionar alguns números com quantidade. Deve saber desenhar, por exemplo, algumas letras, um triângulo e outras formas geométricas

As crianças são pressionadas para saberem muito?

Os dois pediatras ouvidos pelo Observador respondem em uníssono: sim. João Gomes Pedro fala em dois responsáveis: os serviços de educação e os pais. “Querem que os meninos conheçam as letras ou que saibam a tabuada muito cedo”, aponta o pediatra.

Mário Cordeiro vai mas longe. “Ligamos muito ao facto de uma criança saber ler ou contar, ou seja, descodificar os símbolos alfa-numéricos, mas não nos inquieta saber se sabe que o verde é para passar e o encarnado para parar, que também representam símbolos. Se defendo, por um lado, que se ensine e transmita informação e conhecimento sobre tudo, desde cedo, o “carregar no play” deve ser feito na idade em que a criança assim o entenda… sem stress”, assinala o autor de “O Grande Livro do Bebé” e de “Educar com Amor”.

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Aqui, a receita do sucesso parece estar em dosear e, sobretudo, saber ouvir. João Gomes Pedro, um dos maiores especialistas em desenvolvimento infantil, deixa claro. “Aprender não é defeito”. Mas, e esta é a parte mais importante, “é preciso equacionar a aprendizagem numa das dimensões mais decisivas da vida — a adaptação”.

A conclusão do pediatra Mário Cordeiro vem quase em jeito de apelo. “Deixemos as crianças serem naturais e normais (…) e não andemos sempre a ver, quais cavalos de corrida, quem vai à frente, quem sabe mais e quem é o melhor posicionado para presidente da República. Ainda faltarão umas décadas para tal. Até lá, deixem-nas ser, simplesmente, crianças”.

Grafismo: Andreia Costa

Fonte: Catarina Marques Rodrigues, Observador.

Bulling na escola mais grave do que maus tratos na infância

Estudo publicado na revista Lancet dá conta de que ser vítima de bullying na adolescência pode deixar marcas mais duradouras do que os maus-tratos na infância, mas quem os sofreu está também mais vulnerável a ser maltratado por outros alunos.


Em Portugal 34% dos adolescentes dizem ter sido alvo de perseguição na escola.
Ansiedade, depressão, autolesão, tendências suicidas. Aos 18 anos, estes sintomas são mais frequentes entre os jovens que foram vítimas de bullyingna escola do que naqueles que sofreram maus-tratos na infância infligidos por adultos, conclui um estudo publicado recentemente na revista britânica The Lancet Psychiatry. Bullying é a violência exercida na escola entre pares (alunos), de forma sistemática e com a intenção de provocar danos.

Dados de 106 países compilados pela UNICEF, em 2013, dão conta de que um em três adolescentes, entre os 13 e os 15 anos, são vítimas de bullying. Em Portugal 34% disseram que foram provocados na escola pelo menos uma vez por semana nos últimos dois meses que antecederam um inquérito de 2014 desenvolvido no âmbito do projecto A Saúde dos Adolescentes Portugueses.

O estudo publicado na Lancet, da autoria de professores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e de investigadores Centro Médico de Duke, nos EUA, dá conta de que o risco de problemas mentais a longo prazo mais do que duplica (passa de 17% para 36%) quando são comparados jovens que “só” foram vítimas de maus-tratos na infância e aqueles que “apenas” foram alvo de bullying à entrada da adolescência. Aos 18 anos, os que apresentam sintomas de ansiedade passa, de um grupo para o outro, de 8,3% para 25,%; os que têm problemas de depressão aumenta de 9,5 para 11,3 e nos casos mais graves, como comportamentos auto-lesivos e pensamentos suicidas, sobe de 8,5% para 13%.

“Ao contrário de estudos anteriores, os nossos resultados mostram que a existência de problemas de saúde mental não se deve, só por si, a maus-tratos na infância, mas que se revelam quando as crianças foram vítimas debullying”, frisam os autores. Mas constataram também que cerca de 40% das crianças que sofreram maus-tratos infligidos por adultos foram mais tarde alvo de bullying na escola, o que os leva a outra conclusão: “A experiência de outras formas de vitimização pode criar propensão para se ser perseguido” na escola por outros alunos.

Este é um dos aspectos do estudo publicado na Lancet que a investigadora Sónia Seixas destaca. “É como uma bola de neve. Os maus-tratos danificam o jovem e aumentam a propensão para que seja vitimizado na relação com os seus pares, Aí sim, faz sentido que o efeito seja exponencial e que esta experiência tenha mais consequências na saúde mental de jovens adultos do que os maus-tratos na infância”, refere a subdirectora da Escola Superior de Educação de Santarém e co-autora do livro Como apagar o bullying da escola.

A investigadora lembra, a propósito, que a perseguição e agressões registadas na escola se dão “numa altura em que a relação entre pares é fundamental para a construção da identidade e quando esta é comprometida as consequências para a saúde podem ser maiores do que a experiência vivida na infância”, mas sublinha que estes são aspectos que não devem ser abordados de uma forma “compartimentada”.

Quanto à situação actual em Portugal considera que se assiste a uma tendência de “estabilidade” no caso do bullying presencial. “As escolas estão abertas a discutir o problema, o que antes não acontecia, e têm promovido muitas acções de sensibilização. E quando falamos com os jovens sobre estes comportamentos eles tornam-se mais cientes das consequências dos seus actos”, refere. É a “boa” notícia. A “má” é que, acrescenta, existe outra forma de perseguição que está em crescendo, o chamado cyberbullying, exercido através das redes sociais, “cujas consequências são semelhantes ou até mais gravosas” do quem quando a perseguição é feita frente a frente.

O estudo publicado na Lancet foi feito com base em duas amostras: a britânica ALSPAC (Avon Longitudinal Study of Parents and Children in the UK) constituída por 4026 crianças até aos 13 anos 13 anos: a outra amostra reúne 1420 crianças dos Estados Unidos com idades entre os 9 e os 16 anos (GSM- Great Smoky Moutains Study in USA).

 

Fonte: Clara Viana, Público.

Como enlouquecer as crianças: estímulo a mais, concentração a menos

 

Photo Credit: Morguefile

Photo Credit: Morguefile.

 

Vivemos tempos frenéticos. A cada década que passa o modo de vida de dez anos atrás parece ficar mais distante: dez anos viraram trinta, e logo teremos a sensação de ter se passado cinquenta anos a cada cinco. E o mundo infantil foi atingido em cheio por essas mudanças: já não se educa (ou brinca, alimenta, veste, entretém, cuida, consola, protege, ampara e satisfaz) crianças como antigamente:

  • O iPad, por exemplo, já é companheiro imprescindível nas refeições de milhares de crianças;
  • Em muitas casas a(s) TV(s) fica(m) ligada(s) o tempo todo na programação infantil – naqueles canais cujo volume aumenta consideravelmente durante os comerciais – mesmo quando elas estão comendo com o iPad  à mesa;
  • Muitas e muitas crianças têm atividades extra curriculares pelo menos três vezes por semana, algumas somam mais de 50 horas semanais de atividades, entre escola, cursos, esportes e reforços escolares.
  • Existe em quase todas as casas uma profusão de brinquedos, aparelhos, recursos e pessoas disponíveis o tempo todo para garantir que a criança “aprenda coisas” e não “morra de tédio”;
  • As pré escolas têm o mesmo método de ensino dos cursos pré vestibulares. 

Tudo está sendo feito para que, no final, possamos ocupar, aproveitar, espremer, sugar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para impor às nossas crianças uma preparação praticamente militar, visando seu “sucesso”. O ar nas casas onde essa preocupação é latente chega a ser denso, tamanha a pressão que as crianças sofrem por desenvolver uma boa competitividade.

Porém, o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a criança organize seus pensamentos e atitudes, de verdade: fica tudo muito confuso e nebuloso, e as próprias informações se misturam fazendo com que a criança mal saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer.

Além disso, aptidões que devem ser estimuladas estão sendo deixadas de lado:

  • crianças não sabem conversar
  • não olham nos olhos de seus interlocutores
  • não conseguem focar em uma brincadeira ou atividade de cada vez (na verdade a maioria sequer sabe brincar sem a orientação de um adulto!)
  • não conseguem ler um livro, por menor que seja.
  • não aceitam regras
  • não sabem o que é autoridade.
  • pior e principalmente: não sabem esperar.

Todas essas qualidades são fundamentais na construção de um ser humano íntegro, independente e pleno, e devem ser aprendidas em casa, em suas rotinas.

Precisamos pausar. Parar e olhar em volta. Colocar a mão na consciência, tirá-la um pouco da carteira, do telefone e do volante: estamos enlouquecendo nossas crianças, e as estamos impedindo de entender e saber lidar com seus tempos, seus desejos, suas qualidades e talentos. Estamos roubando o tempo precioso que nossos filhos tanto precisam para processar a quantidade enorme de informações e estímulos que nós e o mundo estamos lhes dando.

Calma, gente. Muita calma. Não corramos para cima da criança com um iPad na mão a cada vez que ela reclama ou achamos que ela está sofrendo de “tédio”. Não obriguemos a babá a ter um repertório mágico, que nem mesmo palhaços profissionais têm, para manter a criança entretida o tempo todo. O “tédio” nada mais é que a oportunidade de estarmos em contato conosco, de estimular o pensamento, a fantasia e a concentração.

Um lindo texto da cientista que virou mãe que postei na minha página recentemente fala disso com até mais propriedade que eu, embora ela creia que o mundo tá sofrendo de adultismo enquanto eu acredito fundamentalmente que sofremos de infantolatria. Mesmo discordante, sugiro a leitura, essa moça pensa a fundo antes de sair postando. E sugiro também que leiamos todos, pais ou não, “O Ócio Criativo” de Domenico di Masi, para que entendamos a importância do uso consciente do nosso tempo.

E já que resvalamos o assunto para a leitura: nossas crianças não leem mais. Muitos livros infantis estão disponíveis para tablets e iPads, cuja resposta é imediata ao menor estímulo e descaracteriza a principal função do livro: parar para ler, para fazer a mente respirar, aprender a juntar uma palavra com outra, paulatinamente formando frases e sentenças, e, finalmente, concluir um raciocínio ou uma estória.

Cerquem suas crianças de livros e leiam com elas, por amor. Deixem que se esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar. O clima da casa também agradece.

 

Fonte: Pais que educam.

Nem todas as crianças são extrovertidas

Criança quietinha é criança doente. Certo? Errado! Essa máxima que sua avó passou para a sua mãe, e você provavelmente já incorporou, pode fazer sentido, mas nem sempre é verdadeira. O mais comum, claro, são as crianças arteiras, que deixam qualquer um de cabelo em pé. Por isso, quando elas não fazem bagunça ou não interagem com os amiguinhos, a gente se preocupa.

Se esse é o caso do seu filho, a boa notícia é que é normal, sim, criança mais quietinha e que não se envolve em várias atividades. “Tudo depende da personalidade, que pode ser introvertida e introspectiva. Afinal, são  aceitáveis adultos mais quietos, qual o problema das crianças também serem?”, aponta  a psicóloga e psicopedagoga Nívea Maria de Carvalho Fabrício, mãe de Sidney e Vanessa.

Mas atenção: isso não quer dizer que ele não brinque, pelo fato do seu filho ser quieto. Todas as crianças brincam. A diferença é que as mais tímidas preferem brincar sozinhas, ou com um ou dois amigos. De fato, Nívea aponta que crianças mais introvertidas tendem a usar mais a imaginação e a criatividade, justamente por não saírem por aí correndo e gritando. Pode apostar que lá no cantinho deles, estão vivendo altas aventuras.

Essa timidez costuma ser detectada apenas no ambiente escolar. Isso porque, antes disso, elas têm pouco contato com outras crianças, geralmente irmãos e primos, relação onde é mais fácil a interação. Depois que elas entram na escola, local em que passam a maior parte do dia, tendem a ficar um pouco isoladas, ou se unirem com apenas um coleguinha.

Camila, filha da advogada Maria de Lourdes, sempre adorou festas e reuniões de família e vivia pra lá e pra cá com as primas. Porém, quando entrou no primeiro ano na escola, não se soltou como os pais esperavam. “Nas reuniões, ficava aflita quando os professores diziam que ela não se integrava ao grupo. Com o tempo, o colégio foi se adaptando a Cacá. Hoje eu aceito que ela é tímida, e acho isso lindo.”

Cabe aos professores e coordenadores observarem esse comportamento, manter os pais informados e trabalhar para que as crianças quietas não sejam engolidas pelas extrovertidas ou tenham o seu desempenho prejudicado.

Tímida x apática

Embora seja absolutamente normal uma criança ser quieta (sim, conforme-se!), você deve reparar em alguns aspectos para ter certeza de que isso não é consequência de uma doença.

“Uma criança apenas quieta participa de uma ou outra brincadeira, apesar de nunca estar na liderança da bagunça, e parece confortável na situação. Já uma criança apática nunca participa. Ela pode até ter vontade, mas não consegue, pois não tem energia”, diz o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, pai de Yuri, Bruna e Giovana.

Nesse caso, é preciso levá-la ao pediatra e explicar a situação. É provável que haja deficiência de algum nutriente, e, por isso, a criança esteja com anemia. Outras doenças mais graves como hipotireoidismo também causam apatia. Além disso, alguns problemas psicológicos também podem contribuir com essa falta de energia, como a depressão e a baixa auto-estima. Fique de olho.

Se o seu filho sempre foi agitado e bagunceiro e repentinamente passou a permanecer mais quieto, não deixe de verificar com o médico se está acontecendo alguma coisa.

Estimular x respeitar

Uma criança quieta pode precisar de um empurrãozinho na hora das atividades, tanto em casa quanto na escola. É importante também que novos amiguinhos, alunos e situações sejam apresentados para que ela se sinta confortável.

“Eu sempre recomendo que se respeite a personalidade da criança. Vamos envolvê-la no que ela precisa ser envolvida e se houver dificuldades de socialização”, ensina Nívea.

O importante é avaliar se o seu filho se sente bem sendo quietinho e participando pouco. Se a resposta é sim, desencana! Quem disse que todo mundo tem que ser extrovertido?

 

Fonte: Revista Pais & Filhos.

 

Desenhos animados: os distúrbios psicológicos em ficção

Nós amamos desenhos animados, especialmente aqueles personagens patetas que se comportam como loucos. Se nós pararmos para pensar, certas características de muitos dos nossos mais queridos personagens animados podem indicar transtornos mentais sérios.

Vamos dar uma olhada em alguns dos nossos amados personagens de desenhos animados que têm distúrbios psicológicos.

10. Calvin

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Calvin é um menino de seis anos da famosa história em quadrinhos Calvin e Hobbes, com um tigre de pelúcia chamado Hobbes. Calvin acredita que Hobbes ganha vida quando ninguém está por perto, ajudando a combater os inimigos, desenvolver projetos científicos e refletir sobre filosofias de vida.

Isso parece tão normal já que muitas crianças têm amigos imaginários. Entretanto, toda essa imaginação de Calvin pode ser algo mais profundo: Calvin pode estar sofrendo de esquizofrenia . Ele alucina constantemente sobre grandes aventuras com seu tigre. Sua obcessão pelo seu mundo imaginário pode evidenciar o distúrbio mental do personagem.

9. Charlie Brown

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Peanuts manteve-se uma história em quadrinhos popular, e acabou se tornando um show, com Charlie Brown, um menino aparentemente otimista que muitas vezes é superado com os pensamentos de suas próprias deficiências.

“Sessões” do garoto amável e carinhoso com Lucy mostram seu medo de ser rejeitado. Tudo somado, é seguro dizer que Charlie tem a condição psicológica de Transtorno de Personalidade Esquiva.

8. Batman / Bruce Wayne

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Batman, o personagem principal da série de quadrinhos de mesmo nome pela DC Comics, tem um alter ego, Bruce Wayne, e mostra tendências de Transtorno da Personalidade Esquizóide, ou mesmo Transtorno da Personalidade Schizotypal. Ele é famoso por sua incapacidade de manter relacionamentos de longo prazo.

É provável que ele sofre de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, por ter testemunhado a morte de seus pais, e, possivelmente, faz com que ele seja depressivo. Com a sua verdadeira identidade escondida, ele dobra as leis e assume riscos, mostrando tendências anti-sociais.

7. Hulk / Bruce Banner

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Hulk é um um super-herói extremamente popular criada pela Marvel Comics. Ele é o monstro interior do cientista chamado Bruce Banner. Embora seja um monstro querido por todos, é óbvio que ele sofre de distúrbios psicológicos.

A primeira, e mais óbvio problema que ele tem é seus problemas de raiva, ou seja, o transtorno explosivo intermitente. O outro problema que ele tem é o chamado distúrbio de personalidade múltipla ou transtorno de personalidade dissociativa . Na verdade, antes do ‘Professor’ Hulk surgir, ele tinha as três personalidades distintas.

6. Ariel

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A Pequena Sereia, Ariel, é uma das princesas da Disney mais cativantes , com amor eterno, grandes sonhos e beleza inocente. Mas quando se olha para além do enredo simples, você vai encontrar coisas questionáveis. Vamos manter de lado seu comportamento extremo de mudar-se para estar com um ser de outra espécie, só porque ele é de boa aparência, e dar uma olhada em seu hábito mais inofensivo do entesouramento.

Sim, Ariel, com sua caverna cheia de itens que ela é tão apegada, prova que ela tem, obviamente, Disposofobia (Acumulação Compulsiva).

5. Minions

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Sabemos que as pequenas criaturas amarelas chamadas Minions são excepcionalmente bonitinhos, e você iria mantê-los como animais de estimação se você pudesse ter um deles. E nós também.

Quem não gosta de suas palhaçadas engraçadas, sempre jogando conversa fora e ficar curioso sobre tudo ao seu redor? Eles se distraem facilmente e brilham os olhos por tudo o que é estranho para eles. Eles estão interessados ​​em se divertir. Eles são brincalhões, e não conseguem controlar seus impulsos. Ao todo, eles mostram e mantêm o verdadeiro espírito de atenção e hiperatividade .

4. Dora Marquez

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Os sete anos de idade, Dora, a personagem de um programa infantil educacional é mostrada como aventureira e alegre, com uma propensão para viajar. Ela vai em viagens que são muito arriscadas para alguém da sua idade, e se perde no caminho. Para lidar com o estresse, ela se esquece sobre estes.

Ela também tem a tendência de imaginar amigos, e ela também alucina com quase todos os objetos, os imaginando com faces, os personificando em sua mente. Ela tem fuga dissociativa , o que faz com que ela vá em viagens e esqueça tudo sobre elas, e também apresenta esquizofrenia paranóide que a faz ouvir vozes e ter alucinações.

3. Chuckie Finster

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A criança de óculos e cabelos vermelhos, Chuckie, com seus marcantes dentes de coelho, roupas largas e sardas, têm medo de quase tudo. Isso é um grande problema? Bem, Chuck nos deixa preocupados porque ele tem sua própria zona de conforto, e ele fica muito nervoso quando ele é levado muito longe do seu elemento. Ele apresenta sintomas de Transtorno de Ansiedade Generalizada.

2. Dexter

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O pequeno menino-gênio, Dexter, do Laboratório de Dexter, têm o seu próprio laboratório secreto e uma irmã irritante, Dee Dee. E se nós dissemos-lhe que ele tem algum tipo de distúrbio psicológico? Dexter mostra os sintomas clássicos da síndrome de Asperger. Ele luta contra interações sociais, e admite que ele é impopular.

Ele tem uma gama limitada de interesses, com comportamentos repetitivos, e seu sotaque estranho poderia ser a representação de suas dificuldades de comunicação.

1. Pernalonga

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Pernalonga, o líder e mais famoso dos Looney Tunes é um personagem muito popular dos desenhos animados, com suas palhaçadas engraçadas e disfarces loucos. Mas ele também mostra sinais de mudanças de humor e comportamentos impulsivos, levando à implicação de que ele pode ter Transtorno de Personalidade Borderline.

Ele é muito vingativo, e é extraordinário como calmamente ele realiza atos de crueldade e violência. Todas essas características são manifestações de suas tendências anti-sociais. Muitos dos outros personagens Looney Tunes, também, têm transtornos mentais .

Além destes desenhos animados, existem vários outros personagens que, no diagnóstico adequado, revelariam seus distúrbios psicológicos. Glen Quagmire de Family Guy, por exemplo, tem a condição de hipersexualidade, enquanto Homer Simpson de Os Simpsons sofre de Transtorno Explosivo Intermitente.

 

Fonte:  Fatos Desconhecidos, via Pavablog.