Tabaco: principal causa de morte evitável

O tabagismo é um dos temas mais actuais nos dias de hoje e umas das preocupações médicas do século XXI. O tabaco enraizou-se na nossa sociedade e são cada vez mais os portugueses que «aderem à moda» do fumar, em idades cada vez mais reduzidas. A preocupação médica passa pela sensibilização e alerta da sociedade para o facto de o tabaco ter efeitos nefastos para a saúde e consequências a nível futuro, que aumentam consoante o tempo e a intensidade a que nos mantemos expostos a este vício.
Com intuito de dar a conhecer aos portugueses um pouco mais sobre os malefícios do tabaco, em vésperas do Dia Nacional do Não Fumador, o NM falou com Luís Negrão, da Federação Portuguesa de Cardiologia. “O tabaco é a principal causa de morte evitável”, precisou o especialista, salientando que os malefícios do tabaco são mais do que aqueles que se pensa, adiantando alguns deles: “A bronquite crónica, a obstrução do aparelho respiratório, o aumento da tensão, o aumento da frequência cardíaca, a baixa do colesterol, o cancro do língua, do pulmão, dos lábios, entre outros”.
Já se percebeu que o tabaco tem um forte impacto a nível da saúde e pode ter as consequências mais nefastas. Aspectos que, segundo Luís Negrão, os portugueses não têm consciência. “Para além desta associação aos mais variados tipos de doenças, o tabaco está ainda associado aos problemas cardiovasculares, sendo um agente que propicia enormemente o risco cardíaco”, revelou.
Questionado sobre o facto de o tabaco estar directamente ligado ao cancro do pulmão, o especialista confirmou essa relação, avançando que “20 por cento dos óbitos causados por esta doença letal, estão relacionados com o tabaco”.

Risco aumenta com o tempo e intensidade
“O risco de vir a ter cancro do pulmão é sempre maior nos fumadores activos do que nos passivos”, explicou Luís Negrão, sem, no entanto, deixar de referir que o tabaco “contém uma substância cancerígena que aumenta o risco consoante o tempo de exposição e a quantidade de consumo”. Falando em números, o especialista explicou que o “risco aumenta ao fim de 20 anos, o que não quer dizer que por se fumar apenas há cinco anos não possa vir a ter cancro do pulmão. O risco está sempre presente”, esclarece.
Os últimos números do quarto Inquérito Nacional de Saúde, de 2005/2006, indicam que 19 por cento dos portugueses fumam. Luís Negrão subscreve estes dados e revela que a nível nacional existem mais homens a fumar do que mulheres. Porém, o especialista reforça que esta é uma tendência que está a mudar já que “vemos cada vez mais mulheres a fumar, o que em grande parte é explicável pelo facto de socialmente ser mais aceitável”.

Os que não fumam
Anualmente, há dois dias consagrados à luta contra o tabagismo. Assim, a 31 de Março, assinala-se o Dia Mundial Sem Tabaco, ao passo que 17 de Novembro é consagrado como o Dia Nacional do Não Fumador. Em vésperas da segunda destas datas, o NM tentou perceber como é que os portugueses (fumadores ou não) encaram este vício.
O prazer de «dar uns bafos» surge como uma tentação em cada esquina, mas há sempre aqueles que jamais sentiram o apelo de um cigarro, mesmo quando viveram rodeados de fumadores. Por exemplo, Filipe Inácio, de 84 anos, confessou-nos nunca ter fumado em toda a sua vida, embora estivesse rodeado de pessoas que fumavam. “Considero o tabaco um vício destruidor, com enormes prejuízos para a saúde, sobretudo a partir dos 40 anos”, disse-nos este reformado, nascido em Faro e actualmente residente em Algueirão Mem Martins. “Congratulo-me também com o facto de, actualmente, os jovens estarem a largar este vício”, acrescentou ainda.
Um pouco para atestar as palavras de Filipe Inácio surge o seu neto Gil, um jovem de 14 anos que, à semelhança do avô, jamais pegou num cigarro. “Sou absolutamente contra todas as pessoas que fumam”, afirmou, peremptoriamente, acrescentando ainda: “A minha mãe fuma cá em casa e odeio que ela faça isso. Não suporto o cheiro do tabaco, as beatas e tudo o mais”.
Este estudante assume mesmo que o Estado deveria intervir nesta matéria: “O Governo devia aumentar os impostos sobre o tabaco – e, já agora, sobre o álcool – ao mesmo tempo que poderia aliviar a carga fiscal que incide sobre os bens essenciais”.
“O Dia do Não Fumador deveria ser todos os dias – e sem contemplações”, rematou este jovem.

E no café?
De acordo com a Lei n. 37/2007, a qual entrará em vigor a 1 de Janeiro do próximo ano, vai ser proibido fumar “nos estabelecimentos de restauração e bebidas, incluindo os que possuam salas ou espaços destinados a dança” (alínea g, Artigo 4.). Embora a lei contemple algumas possíveis excepções, de um modo geral, os fumadores vão ser «corridos» dos cafés e restaurantes.
“Desde os 26 anos, idade em que casei, que estou habituada ao fumo dos cigarros do meu marido, pelo que o tabaco já não me incomoda verdadeiramente”, diz-nos Zuraia, não-fumadora e proprietária de um café-restaurante em Lisboa. Porém, esta comerciante não deixa de se afirmar “totalmente contra o fumo em espaços fechados” e “totalmente a favor da nova lei, que está muito bem feita”.
Todavia, perguntamos: Será que a Lei n. 37/2007 não irá afastar alguns clientes dos espaços de restauração e, em particular, do estabelecimento de Zuraia? “É possível, mas, por outro lado, há pessoas que não querem estar num espaço fechado com fumadores, pelo que a nova lei acaba por defender estes últimos”.
Zuraia acredita também que, a médio prazo, as pessoas se habituem à nova legislação e mudem os seus hábitos, um pouco como sucede em Itália: “Lembro-
-me, por exemplo, de, em Roma, ver grupos de fumadores à porta dos estabelecimentos de restauração, já que, em Itália, é estritamente proibido fumar em recintos fechados”.
Quem também conhece a realidade italiana é Ana, uma estudante de 21 anos, que, há pouco tempo, fez um Erasmus na cidade transalpina de Siena. “Em Itália, não se pode fumar em espaços públicos fechados, facto que, ao início, me fez alguma confusão, já que sou fumadora e, num bar ou café, tinha que ir à rua para poder fumar”, contou-nos Ana. “Porém, ao fim de algum tempo, habituei-me perfeitamente e até confesso que me sentia bem com o facto de chegar a casa sem aquele cheiro do tabaco na roupa. Por outro lado, os fumadores acabam por socializar entre si à porta dos estabelecimentos, que, por seu turno, também começaram a servir cafés em copos de plástico justamente por causa disso”, sublinhou ainda esta estudante alentejana, a residir actualmente em Lisboa, que concorda “plenamente com a nova lei do tabaco, já que, em espaços muito apertados, é impossível estar toda a gente a fumar”.

Os que não largam o vício
Ana começou a fumar há quatro anos, quando tinha apenas 17. “Comecei um pouco por brincadeira, porque todos os meus amigos fumavam, mas, numa fase inicial, apenas fumava um cigarrinho quando saía à noite”, contou-nos. “Quando entrei para a faculdade, a brincadeira tornou-se mais séria e, hoje em dia, sabe-me muito bem um cigarro depois do café na esplanada”, acrescentou.
“Já pensei deixar de fumar algumas vezes, mas confesso que gosto realmente do prazer que me dá um cigarro”, disse ainda esta jovem de 21 anos.
Quem também está longe de largar o vício é Alexandrina, de 43 anos, trabalhadora no sector hoteleiro, que fuma desde os 13 anos: “Sou uma dependente do tabaco em todos os sentidos – vício de boca, de mão, de abrir o maço e da nicotina, cuja necessidade me surge mal acordo”. “Gostaria de deixar de fumar, mas não consigo – se tento reduzir, poderei conseguir fumar apenas de três em três horas, mas, ao fim do dia, consumo de seguida todos os cigarros de que me privei durante o dia”, sublinhou ainda.
Alexandrina reconhece, porém, que o tabaco faz mal à carteira: “É uma despesa muito grande, que me priva de comprar um livro ou uma mala, mas da qual não consigo abdicar”.
Lúcia, residente em Queluz, também não consegue largar o vício, já que, como a própria nos disse, fuma “desde sempre”. “Actualmente, já não compro tabaco, mas, se vejo alguém a fumar, não resisto e peço um cigarro”, acrescentou ainda, sublinhando que “todas as tentativas para deixa de fumar falharam por completo”. “Quando não fumo, começo a ficar com uma sede terrível e tenho que beber muita água”, contou-nos.
Engenheiro civil de profissão, Alexandre, de 29 anos, começou a fumar «a sério» há nove anos, nos tempos em que era estudante do Instituto Superior Técnico. “No entanto, já fiz duas tentativas para deixar o vício – uma durou um ano, a outra ficou-se por três meses”, frisou este residente em Corroios.

“Caça às bruxas”
“Concordo que os fumadores devam respeitar as pessoas que não fumam, mas, por outro lado, com tanta campanha anti-tabagista, começo a notar um certo tom discriminatório em relação aos fumadores”, disse-nos Ana, entre um bafo e outro.
Com efeito, esta queixa é extensível a vários outros fumadores, que se queixaram ao NM do mesmo. “Até concordo com a nova lei do tabaco, porque as outras pessoas não têm culpa dos nossos vícios”, defendeu Alexandre, acrescentando: “Não posso é concordar com qualquer «caça às bruxas» (neste caso, aos fumadores). Por isso, já que a nova legislação restringe os locais onde se pode fumar, deviam ser criadas áreas de propósito para o efeito”.
“Considero que as medidas tomadas contra os fumadores são excessivas tendo em conta a perseguição que é feita – são desproporcionadas face às sanções relativamente à droga e ao álcool”, diz-nos Alexandrina, que não se furta a afirmar: “Um fumador não é um criminoso. Penso também que estas interdições irão fazer, pelo facto de o fruto proibido ser o mais desejado, que jovens que agora não fumam se sintam tentados a fazê-lo”.
Alexandrina também sente «na pele» os efeitos da discriminação e chega mesmo a dizer: “Muitos homens já me têm dito que o tabaco retira charme à mulher”. Esta evolução de mentalidades foi-nos explicada por Lídia, uma socióloga, de 59 anos, que, há três anos, foi deixando progressivamente de fumar: “Na década de 60, o tabaco era um símbolo de emancipação reservado a uma certa elite. Digamos que o uso do tabaco significava ultrapassar uma certa barreira, numa época em que a emancipação da idade adulta só se atingia aos 21 anos. No trabalho, na década de 70, só os homens fumavam no escritório. As mulheres tinham que fazê-lo na casa de banho, mas dava um gozo «daqueles» desafiar a moral vigente e puxar do cigarrito”.

Como deixar?
O senso comum diz-nos que o médico é a melhor pessoa para nos ajudar a largar o vício. Porém, o NM revela-lhe as experiências pessoais de algumas pessoas que lutaram contra o tabaco e, a dada altura, sairam vencedoras da contenda.
Por exemplo, Lídia diz-nos que “o cigarro ficou ligado a todo um ritual quotidiano do qual não havia como fugir”. “As emoções começaram também a estar ligadas ao hábito do fumo – ainda hoje, se tenho uma grande alegria ou uma grande tristeza, sinto uma necessidade atroz de puxar um cigarro”, acrescentou esta socióloga, nascida em Faro, que se queixava do facto de o ambiente laboral ser pouco propício a deixar o vício: “Tive colegas de trabalho que eram autênticas «chaminés», pelo que os escritórios eram autênticas nuvens de fumo. Considero isso selvagem, porque, mesmo que alguém queira desistir de fumar, não consegue fazê-lo – só consegui deixar depois de sair da empresa pública onde trabalhei mais de 30 anos”.
Porém, mesmo longe das «nuvens de fumo» do escritório, deixar hábitos antigos não foi fácil para Lídia: “Era como se andasse quase a bater com a cabeça nas paredes pela falta de um ritual a que estava habituada, especialmente a seguir à bica matinal. Tive algumas recaídas, mas consegui sem qualquer ajuda. Agora já não sinto falta do tabaco. É uma questão de força de vontade”. Não se deve discriminar aqueles que fumam, apenas se deve salvaguardar espaços onde o tabaco incomoda e prejudica os não fumadores”.
Fernando, de 58 anos, começou a fumar aos 20 anos, graças… ao desporto. “Na época, havia uma marca de tabaco com o nome do clube onde eu praticava atletismo, sendo que, certa vez, estavam a distribuir esses maços de cigarros à porta de um jogo de futebol”, contou-nos. “Fumei até aos 33 anos, mas a força de vontade foi maior do que tudo – e é esse o maior segredo para largar o vício”.
Outro vencedor da «contenda» é João, de 28 anos, jornalista de profissão. “Comecei a puxar do cigarro aos 15 anos, essencialmente por uma questão social, mas, aos 23, entrei no vício a sério e até já comprava um maço de tabaco por dia”, disse ao NM, sublinhando que “a envolvência do trabalho e da família” ajudou a torná-lo fumador. Contudo, chegou o dia em que, após várias tentativas, o vício foi derrotado: “Deixei por uma questão de saúde e sinto que, na última vez, foi bem mais fácil”.

A nossa realidade
Uma vez que falámos com um jornalista (que, note-se, não trabalha no NM), seria interessante constatarmos qual a realidade vigente na redacção deste jornal. Com efeito, considerando uma equipa de 27 pessoas (inclui jornalistas, colaboradores, paginadores, fotógrafos e assessores, mas exluíndo todo o departamento comercial e administrativo), chegamos à conclusão de que o número de fumadores (14) supera tangencialmente os «não viciados» (13). É de notar, porém, que a convivência entre ambos os lados está salvaguardada, já que, na redacção do NM, é proibido fumar – quem quiser fazê-lo, terá que ir à rua, o que até nem é difícil dado estarmos num rés-do-chão.

Um método “radical”…
Zeca tem 68 anos e, durante muito tempo, foi aquilo a que se pode chamar uma «chaminé» – em certas alturas, chegou mesmo aos quatro maços (ou 80 cigarros, se preferirem) diários. “Foi de repente – fiz uma jura e assim foi”, disse-nos este reformado, residente na cidade de Agualva-Cacem. Posto isto, perguntamos: Qual o segredo de Zeca? “Aos 55 anos, comecei a ter sérios problemas de saúde, decorrentes do facto de ter bronquite asmática. Na época, adorava fumar e «queimava» o cigarro até ao filtro, mas acabei por apanhar uma pneumonia, ao mesmo tempo que fiquei desempregado – e, sem trabalho, os quatro maços diários pesavam demasiadamente no orçamento. Por isso, cortei o mal pela raíz, deixei de fumar, de beber e, sobretudo, de sair demasiado à noite”, contou.
Não obstante, Zeca confessa que a falta do tabaco “não deixa os bolsos mais pesados, já que é sempre fácil arranjar maneira de gastar o dinheiro noutras coisas”.
“Seja como for, sinto-me muito melhor e aconselho a todos os fumadores que deixem o vício”, finalizou ainda Zeca, que defende: “Quem deseja deixar, tem de ter força de vontade”.

… e outro ainda mais “radical”
Bruno, de 28 anos, vive perto de Alverca e fumou durante 13 anos, um pouco “graças à moda e à irreverência da juventude”. Para se libertar dos «pregos para o caixão», optou por uma solução ainda mais radical do que a de Zeca: “Em 2005, comecei gradualmente a realizar uma série de mudanças na minha vida, as quais começaram por deixar de comer carne; depois, cortei o peixe da alimentação, sendo que a passagem de ano para 2006 assinalou a última vez que toquei em álcool. No ano passado, acabei mesmo por adoptar um estilo de vida totalmente vegetariano e eliminei, de uma assentada, o café e o tabaco”.
Perante mudanças tão drásticas, Bruno acabou por sentir que o tabaco passou a ser somente mais um elemento em falta e até “nem era aquele que lhe fazia maior diferença”. “Nunca fui deixando de fumar – optei mesmo por um corte radical”, sublinha, antes de acrescentar um dado interessante: “Creio que a carne ou o peixe são vícios muito piores do que o tabaco e mais difíceis de deixar”.
Ao cabo de mais de um ano como não fumador, este técnico de artes gráficas confessa: “A nível físico, sinto-me muito melhor e até mesmo a vista começou a regenerar-se – infelizmente, o coração e outros órgãos demorarão 40 anos a fazê-lo. De manhã, acordo mais «limpo» e, fisicamente, sinto uma maior resistência”.

O Tabaco
Na farmacopeia oficial portuguesa, que surgiu em 1974, eram mencionadas determinadas «drogas», as quais hoje se podem considerar como «genéricas». O tabaco, por exemplo, bastante vulgar na época, era utilizado no tratamento de situações respiratórias. Soube-se mais tarde, que a nicotina, que se extrai do tabaco é um dos venenos existentes mais perigosos. Tem como antídotos o tanino, a infusão de chá, de café verde ou de casca de carvalho, que actuam através do seu conteúdo em ácido tânico.
O tabaco vem da planta Nicotiana Tabacum e é uma substância estimulante. Pode ser encontrado em forma de charuto, cigarro (com ou sem filtro), cachimbo, rapé e tabaco de mascar. O tabaco é principalmente fumado, mas pode também ser inalado ou mastigado.
A sua combustão produz inúmeras substâncias como gases e vapores, que passam para os pulmões através do fumo, sendo algumas absorvidas pela corrente sanguínea. A nicotina é o alcalóide da planta do tabaco. Quando chega ao sistema nervoso central, actua como um agonista do receptor nicotínico da acetilcolina. Possui propriedades de reforço positivo e viciantes.

Um pouco de história
A planta Nicotina Tabacum deve o seu nome ao médico Jean Nicot que popularizou o seu uso na Europa. Esta planta, juntamente com cerca de mais de cinquenta outras espécies, faz parte do grupo nicotínico.
É originária da América, onde era usada antes da descoberta deste continente. É difundida na Europa, após a viagem de Colombo, em parte devido à crença no seu valor terapêutico. A procura do tabaco fez com que a coroa espanhola se apropriasse do monopólio do seu comércio. Mais tarde, os franceses e ingleses juntam-se aos espanhóis, contribuindo para a expansão desta substância, o que origina fortes repressões por muitas autoridades.
A partir do século XVIII, o levantamento das proibições permite um crescimento gradual do consumo de tabaco. Este consumo era principalmente feito por aspiração nasal, apresentando-se o produto em forma de pó fino ou resíduos. Crê-se que o cigarro surgiu das navegações transatlânticas, durante as quais eram apanhados os restos de tabaco, que estavam a ser transportados para a Europa, e enrolados em papel (dado que as folhas inteiras da planta pertenciam à coroa). Começando por ser um consumo de marinheiros, pensa-se que, em 1800, já se tinha alargado a outros estratos sociais na Península Ibérica e no Mediterrâneo. Para a sua expansão pelo resto da Europa, em muito contribuíram as guerras napoleónicas.
Na segunda metade do século XIX, o monopólio da fabricação dos cigarros passa a ser dos anglo-saxões. A partir dessa altura, o tabagismo passa a afectar quase metade da população mundial.

Efeitos
O consumidor pode experimentar sensações reconfortantes, favorecimento da memória, redução da agressividade, diminuição do aumento do peso e do apetite em relação aos doces ou relaxamento. Geralmente, ocorre um aumento do ritmo cardíaco, da respiração e da tensão arterial. Nas pessoas não dependentes pode provocar náuseas e vómitos.

Riscos
O consumo pode provocar hipotonia muscular, diminuição dos reflexos tendinosos, aumento do ritmo cardíaco, da frequência respiratória e da tensão arterial, aumento do tónus do organismo, irritação das vias respiratórias, aumento da mucosidade e dificuldade em eliminá-la, inflamação dos brônquios (bronquite crónica), obstrução crónica do pulmão e graves complicações (enfisema pulmonar), arteriosclerose, transtornos vasculares (exemplo: trombose e enfarte do miocárdio).

Fonte: Notícias da Manhã.

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6 thoughts on “Tabaco: principal causa de morte evitável

  1. Queria o mal, ou conhecer o mal?… Se é isto, qualquer médico lhe pode explicar, ou então mesmo na internet pode verificar com o auxílio de um motor de busca, ou em literatura adequada sobre pneumatologia.
    Como diz um médico meu amigo, com mais de 50 anos de profissão, sobre outras coisas a investigação científica tem mudado de posição, mas sobre os malefícios do tabaco, todos os estudos, desde sempre, demonstraram os seus imensos malefícios para a saúde.

  2. Maria

    Tenho uma dúvida e gostava que me esclarecessem: eu sei e tal como referiram em cima o tabaco leva a uma falta de apetite mas à maneira que o vício aumenta essa falta de apetite aumenta ou mantém-se igual?

  3. Quando a pessoa deixa de fumar normalmente aumenta o apetite de forma significativa.
    As milhares de substâncias tóxicas presentes no fumo do tabaco contribuem decisivamente para a falta de apetite persistente do fumador. Porém, se a falta de apetite aumentasse com o vício, em escala geométrica, os fumadores, ao fim de alguns anos, morreriam de inanição…

  4. Patricia

    Quando a pessoa fuma, qual é o efeito da nicotina no sistema nervoso central? E qual os danos que ela causa no SNC?

    Alguem pode me ajudar??

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