UE: Stress está na origem de 60% das faltas ao emprego

O stress profissional é um dos maiores desafios que a Europa enfrenta no domínio da segurança e saúde no trabalho, prevendo-se o aumento do número de pessoas afectadas por doenças relacionadas com stress provocadas ou agravadas pelo trabalho, revela o Observatório Europeu de Riscos.
O stress afecta 22% dos trabalhadores da UE, segundo dados de 2005, e provoca entre 50% e 60% das faltas ao trabalho. Estima-se que só em 2002, o custo económico anual do stress profissional, na UE a 15, foi de 20 mil milhões de euros.
Entre os principais riscos psicossociais emergentes, baseado em inquéritos realizados entre 2003 e 2004, estão os contratos precários no âmbito de um mercado de trabalho instável; as novas formas de contrato; o sentimento de insegurança no emprego; os horários longos e a intensificação do trabalho; as exigências emocionais; e a dificil conciliação entre a vida profissional e a vida privada.
Entre os efeitos destaca-se o stress, a depressão, a ansiedade, o isolamento social, a tensão e a hostilidade.

Pressão da mão-de-obra barata
«Enquanto que na era industrial eram as questões ambientais que mais contribuiam para a má qualidade no trabalho, hoje são as comportamentais que mais preocupam os trabalhadores», explica ao Destak o presidente da Associação Portuguesa de Profissões em Sociologia Industrial, das Organizações e do Trabalho.
Portugal, assim como o resto da Europa, «tem presenciado a um grande aumento do número de casos de pessoas que sofrem de stress, ansiedade, tensão e outros problemas que são motivados por estes riscos psicossociais presentes no trabalho», refere Norberto Rodrigues.
Um dos grandes problemas está precisamente «nos milhares de pessoas que querem trabalhar a baixo custo, o que exerce uma grande pressão para quem está já a trabalhar». Além deste, ainda se registam «ritmos de trabalho complicados e pressões de ordem variada».
Outro fenómeno emergente é «o assédio moral e o sexual», que apesar de já existirem a algum tempo, «só agora começam a ser identificados», mas ainda com algumas dificuldades, «o que dificulta a intervenção nesta área».

Mais de 40% dos trabalhadores da União Europeia a 27 referem que os longos e imprevisiveis horários do emprego e os grandes volumes de trabalho não lhes permitem conciliar a vida profissional com a vida privada.

Fonte: Destak.

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