Médicos portugueses deixam de fumar

A “grande maioria” dos médicos fumadores portugueses abandonaram o hábito de fumar, revela o estudo ‘Os Médicos e o Tabaco’. A investigação, que teve como objectivo determinar qual a prevalência do tabagismo na classe médica em todo o país, concluiu que cerca de 50% dos médicos questionados fumavam e destes mais de 40% abandonaram o hábito.

O estudo foi realizado entre 2005 e 2006, envolvendo um total de mil questionários. Foram validadas 327 respostas, disse o autor do estudo, Miguel Natal, coordenador da Unidade de Saúde Familiar de Pinhal de Frades, Seixal, que tem realizado vários trabalhos nesta área.
Os dados revelam que actualmente cerca de 11% dos médicos são fumadores, 40% abandonaram o hábito e quase 49% são não fumadores. Os inquiridos tinham idades entre os 24 e os 87 anos.

Miguel Natal percebeu que a grande maioria dos fumadores e ex-fumadores têm idade superior a 43/44 anos, enquanto o maior número de não fumadores tem idade inferior a 43 anos. O autor do estudo salienta os resultados obtidos entre as mulheres médicas. Cerca de 10% destas profissionais fumam, enquanto nas mulheres em geral a taxa é menor e fixa-se nos 8%.

A taxa de abandono do hábito de fumar é superior no caso dos homens, sendo que dos 40% (homens e mulheres) que deixaram de fumar, 24,46% são homens e 15,6% são mulheres. Ou seja, há mais fumadores masculinos do que femininos, mas, adquirido o hábito, as mulheres têm mais dificuldade em deixar de fumar.
O estudo concluiu também que a iniciação ao tabagismo aconteceu por volta dos 16 anos.

Os motivos pelos quais homens e mulheres decidiram deixar de fumar variam entre a vontade própria (35%), motivos de saúde (19,85%) e por influência de familiares (10, 69%).
Um outro dado relevante refere que 37,26% dos inquiridos admitiu ter começado a fumar por influência dos colegas, mas o contrário já não se verifica. Apenas 6% disseram ter decidido deixar o vício por influência dos colegas.
De acordo com Miguel Natal, “é sempre importante lembrar que parte do sucesso da cessação tabágica reside na motivação própria como primeiro passo. A força de vontade é crucial num processo de desabituação tabágica”.
“A cessação tabágica significa qualidade de vida. Considero que os profissionais de saúde devem intervir de forma incisiva desde a pré-adolescência, para fazer prevenção e ajudar a evitar a epidemia do tabagismo”, frisa o autor do estudo.

Miguel Natal admite que ao nível dos jovens tem havido uma evolução muito positiva, referindo que pela primeira vez em 15 anos encontrou turmas do secundário sem um único fumador. Este dado foi constatado no âmbito do programa Saúde Escolar, na área de intervenção da unidade que Miguel Natal coordena.

Fonte: Expresso.

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2 thoughts on “Médicos portugueses deixam de fumar

  1. MB

    Sou estudante de Medicina, e estou a realizar um trabalho sobre a Prevalência do consumo de tabaco entre os médicos de um dos hospitais do meu país, e achei muito pertinente alguns dados desta pesquisa. Se possivel gostaria que me enviassem este trabalho por completo.

    Os meus respeitosos cumprimentos MB.

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