Portugal: 2º. país com menos jovens consumidores de injectáveis, mas o campeão da incidência de Sida

“Portugal continua a ser o País com maior incidência de sida relacionada com o consumo de droga injectável”, diz o relatório do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) divulgado ontem, em Bruxelas. Para Lisboa segue o desonroso primeiro lugar por infecções de VIH ligadas à utilização de drogas. Isto, apesar de as autoridades nacionais relatarem, entre 2005 e 2006, uma tendência decrescente.

Em contrapartida, Portugal é, entre dezanove países considerados, o segundo onde existem menos consumidores jovens de drogas injectáveis. Em 2006, Portugal comunicava mais de 66 casos de infecção de VIH por milhão de habitantes e 22 de sida. Na partilha dos lugares cimeiros, embora bastante distantes, estão os dois bálticos, Estónia e Letónia. Para o OEDT, o consumo de heroína pela via injectável nestes países ” regista índices desproporcionadamente elevados de novas infecções e são responsáveis por uma percentagem significativa dos novos casos de VIH”. Assim, relatório conclui, por isso, que os números “sugerem uma persistência de altos níveis de transmissão nestes países”.

No capítulo da mortalidade, um dos custos mais pesados do consumo de droga na Europa, Portugal ocupa o nono lugar em 28 países (aqui, contabilizaram-se os 27 Estados-membros da União Europeia e a Noruega), com uma taxa de pouco mais de 30% por milhão de habitantes. Esta rubrica contempla as mortes induzidas directa e indirectamente pelo consumo de drogas. No entanto, o estudo aponta que 90% do número de mortes indirectamente derivadas do consumo, como as doenças infecto-contagiosas, acontecem, acima de tudo, no sul da Europa.

Wolfgang Götz, director do OEDT, sublinha que “os dados sugerem que o recrutamento de novos consumidores de heroína continua a produzir-se a uma frequência tal que é possível garantir que o problema não diminuirá significativamente num futuro próximo”. Todos os anos, entre sete e oito mil europeus morrem devido à utilização de opiáceos, sendo a overdose a causa mais comum entre a população mais jovem, acrescentou.

Fonte: DN.

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