Consumo de álcool dispara entre os mais idosos

O Observatório Português dos Sistemas de Saúde alerta para os problemas de saúde na terceira idade, para os perigos das Parcerias Público Privadas na gestão hospitalar. E diz que o País ainda está a consumir demasiados antibióticos.

Em Portugal, o consumo de álcool na população mais idosa ou seja, em pessoas com idades compreendidas entre os 65 e 74 anos, tem disparado nos últimos anos, sobretudo nas mulheres, segundo dados divulgados pelo Relatório Primavera 2009 do Observatório Português de Sistema de Saúde (OPSS) que será apresentado hoje.

O documento revela que se “registaram aumentos relativos de 3,9% para os homens e de 12,9% para as mulheres”, entre 1998/99 para 2005/06, os últimos dados disponíveis. Um dado entre outros que demonstram que as metas estabelecidas no Plano Nacional de Saúde para a terceira idade ainda estão bem longe de ser alcançadas.

“Pode afirmar-se que estão definidas um conjunto de estratégias vocacionadas para dar resposta às necessidades de cuidados aos idosos, ainda que as mesmas sejam múltiplas, complexas e difíceis de integrar. Por outro lado foram definidos indicadores e metas a atingir no período 2004-2010. E de forma genérica, constata-se uma evolução favorável em alguns desse indicadores, mas ficam sempre distantes das metas traçadas”, conclui o Observatório.

Por outro lado, acrescenta “as respostas sociais têm vindo a aumentar todavia estão muito longe de corresponder às reais necessidades”. E, sublinha o mesmo documento: os idosos portugueses estão em quarto lugar na lista dos mais pobres da União Europeia. Cerca de 29% da população com mais de 65 anos está no limiar da pobreza , com um rendimento inferior a 60% do rendimento médico, ou seja, de 260 euros. E apenas uma em cada nove pessoas com mais de 65 anos tem uma resposta garantida por lares, centros de dia e apoio domiciliário, refere o relatório.

Outros aspectos sublinhados no documento são o aumento da taxa de suicídio entre os idosos, sobretudo nos homens, e da violência contra este tipo de pessoas. Mas também o crescimento do consumo de medicamentos

Problemas para os quais só poderá haver resposta eficaz com a implementação de políticas intersectoriais, considera o observatório. As listas de espera de doentes para cirurgia, que foram durante anos uma das grande preocupação do OPSS, já não são hoje o alvo das suas críticas. Após aplicação de vários programas de combate às listas de espera, em 31 de Dezembro de 2008 havia 174 179 doentes à espera de uma cirurgia, menos 12% do que no mesmo mês de 2007. E a média de espera oscilava entre 61 e 120 dias. Assim, as críticas do observatório relativamente a este aspecto já são mais dirigidas. O documento refere que há ainda tempos de espera a mais para cirurgias oncológicas.

Já sobre o controlo da tuberculose, o relatório ainda é critico. “Progride bem mas ainda demasiado devagar para o nível de desenvolvimento do País”, refere o documento. No País, foram registados no ano passado 2916 novos casos de tuberculose.

Os aspectos a melhorar no trabalho a desenvolver ao nível do controlo da doença são sobretudo ao nível dos serviços de proximidade, caso a caso, e quanto à sua articulação funcional, refere o documento.

A crise social que se avoluma constitui um ameaça ao trabalho que tem sido desenvolvido para reduzir a incidência da doença no país, considera o OPSS.

Fonte: DN.

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