Cafeína contra o Alzheimer

Beber café é uma instituição em muitos países. Portugal é um deles. Mas, para além do convívio, ou da necessidade de ficar um pouco mais desperto, uma chávena de café pode dar mais saúde também. Investigadores da Florida, nos EUA, descobriram que uma boa dose de cafeína ajuda a retardar a doença de Alzheimer em ratos idosos. Seguem-se testes em seres humanos.

Uma chávena de café pode ter muitos efeitos benéficos. Desperta os sentidos logo pela manhã, ajuda a fazer noitadas em época de exames e é sempre um óptimo pretexto para uma pausa, ou para um momento de convívio com amigos. A partir de agora há um outro motivo para beber um café a acrescentar a este rol: a possibilidade de a cafeína ajudar a retardar os efeitos da doença de Alzheimer.

Foi isso que um grupo de investigadores verificou em experiências realizadas com ratinhos. Avançar para estudos clínicos em seres humanos é o próximo passo que os investigadores pretendem dar.

A equipa, liderada pelo neurologista Gary Arendash, do ADRC, o centro de investigação em Alzheimer, da Universidade do Sul da Flórida, desenvolveu o trabalho a partir de resultados anteriores do seu próprio trabalho, que tinham demonstrado efeitos benéficos da cafeína no desempenho da memória em pessoas idosas.

O novo estudo, publicado ontem no Journal of Alzheimer Disease, mostra que uma dose de cafeína equivalente a cinco chávenas diárias de café, permite reduzir significativamente os níveis da proteína ligada à doença, no cérebro e no sangue, diminuindo também os sintomas visíveis da doença.

Os ratos utilizados no estudo eram já idosos e foram criados para desenvolver aquela doença neurodegenerativa.

“Esta nova descoberta demonstra que a cafeína pode vir a tornar-se um ‘tratamento’ viável para o Alzheimer, e não apenas uma estratégia preventiva de protecção contra a doença”, explicou o principal autor do estudo, Gary Arendash, sublinhando que isso mostra que “a cafeína é um estimulante seguro para a maioria das pessoas”. Além disso, adiantou o investigador, ela “chega facilmente ao cérebro e parece afectar directamente o processo da doença”, neste caso, retardando o processo neurodegenerativo que a caracteriza.

Com base nestes novos dados, a equipa tenciona realizar ensaios clínicos em seres humanos, embora não tenha ainda uma data definida para o fazer.

A ideia é testar o efeito da cafeína em pessoas que, estando ainda no processo inicial da doença, apresentam apenas os primeiros sinais de perda de capacidades cognitivas

“Estes são os resultados mais promissores jamais obtidos utilizando a cafeína no contexto da doença de Alzheimer”, afirmou por seu turno Huntington Potter, director do centro de investigação daquela universidade da Florida, que procura agora fundos para poder realizar os ensaios clínicos com seres humanos.

Nos últimos anos, a cafeína demonstrou ter um efeito benéfico na memória de pessoas idosas. A possibilidade de melhorar a condição cognitiva de pessoas com Alzheimer é mais uma boa notícia. Resta comprová-lo na prática, o que poderá não tardar.

Fonte: DN.

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