Protecção a mais afecta o cérebro das crianças

Os pais excessivamente protectores não limitam apenas a liberdade dos filhos. As consequências do excesso de zelo do pai podem ser o desenvolvimento do cérebro em áreas associadas à doença mental. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Gunma, no Japão, as crianças que têm pais demasiado protectores – ou, no outro extremo, negligentes – são mais susceptíveis a desenvolver perturbação psiquiátricas associadas a deficiências no córtex pré-frontal. As mães não têm a mesma influência negativa.

Os investigadores estudaram os cérebros de 50 pessoas na casa dos 20 anos e pediram-lhes que preenchessem um questionário sobre a relação que cada uma teve com o pai até à adolescência. Os resultados mostram que aqueles que tiveram pais demasiado protectores apresentavam menos massa cinzenta numa área particular do córtex pré-frontal que aqueles que viveram relações equilibradas. Um pai negligente está na origem de irregularidades como as que se verificam nos casos de esquizofrenia e de outras doenças mentais. Segundo os investigadores da universidade japonesa, a razão é a libertação excessiva da hormona cortisol – quer por negligência quer por demasiada atenção – e uma produção reduzida de dopamina.

Para Anthony Harris, director da Unidade de Perturbações Clínicas no Hospital Westmead, em Sydney, na Austrália, o estudo é importante para elucidar as pessoas sobre o efeito do comportamento dos pais, a longo prazo, na vida das crianças.

Fonte: Sara Sanz Pinto, Ionline.

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