Custos sociais do envelhecimento estão inflaccionados


O fardo económico e social provocado pelo envelhecimento das populações nos países industrializados pode estar a ser exagerado e necessita de ser revisto. Estas são as conclusões de um estudo publicado na revista Science por investigadores americanos e austríacos, que defende que os custos associados à terceira idade podem não ser tão dramáticos como se receava, noticia a RTP. Os investigadores do Instituto de Viena para a Demografia (VID) e do Instituto Internacional para Análise de Sistemas Aplicados (IIASA), na Áustria, aliados aos especialistas da Universidade Stony Brook (SBU) em Nova Iorque, desenvolveram novos métodos para medir o envelhecimento, que levam em conta os diferentes graus de incapacidade e de longevidade.
Segundo eles, os actuais métodos para medir o envelhecimento populacional estão baseados em informação enganosa. “A maior parte da nossa informação acerca do envelhecimento vem de indicadores publicados pelas Nações Unidas e pelas agências estatísticas”, diz Warren Sanderson, do IIASA e SBU, um dos principais autores deste estudo. “Esses indicadores, que são mundialmente usados para determinar os custos da assistência médica e da reforma, baseiam-se na idade cronológica, e, em muitos casos, consideram que as pessoas são velhas quanto atingem os 65 anos, ou às vezes mais cedo”. Warren Sanderson e os seus colegas dizem que o actual cálculo do grau de dependência da terceira idade (OADR) está baseado na relação entre as pessoas com 65 ou mais anos e as pessoas na idade activa (as pessoas na sociedade com mais de 65 anos, são consideradas como dependentes das mais jovens). Ora segundo defendem os autores do estudo, muitas pessoas com mais de 65 anos não têm qualquer necessidade de depender dos outros e, pelo contrário, podem ser, eles próprios, fornecedores de assistência.
“Os métodos actuais de medida baseiam-se em idades cronológicas fixas, o que pode ser enganador”, explica Sanderson, “apoiar-se em indicadores baseados em idades cronológicas fixas, equivale a ignorar os progressos na esperança de vida e nas melhorias do estado de saúde”, acrescenta ele. Entre os novos métodos de cálculo desenvolvidos pela equipa de investigadores está o Rácio de Dependência por Incapacidade de Adultos (ADDR), que define a relação entre os que realmente necessitam de apoio e os que podem prestá-lo. O estudo demonstra que quando este novo indicador é levado em conta, a velocidade de envelhecimento populacional é reduzida em quatro quintos relativamente ao rácio de dependência da terceira idade calculado por métodos convencionais.

Fonte: Mundo Sénior.

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