Casamentos em Portugal caem 40% numa década

O número de casamentos celebrados em Portugal caiu mais de 40% entre 1999 e 2009, enquanto o número de divórcios triplicou face a 1990, refere o Anuário Estatístico divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE nota ainda que as médias das idades das mulheres quer à data do primeiro casamento quer ao nascimento do primeiro filho foram sistematicamente aumentando desde 1990. Assim, em 2009 a idade ao primeiro casamento foi de 28,6 anos (25,7 anos e 24,2 anos, em 2000 e 1990, respectivamente), igual à idade ao nascimento do primeiro filho (26,5 anos e 24,7 anos, para os mesmos períodos e pela mesma ordem).

A média da idade dos homens ao primeiro casamento também foi aumentando, sendo de 30,2 anos em 2009 (27,5 anos e 26,2 anos em 2000 e em 1990, respectivamente). A diferença de idades entre homem e mulher ao primeiro casamento era de 2 anos em 1990, de 1,8 anos em 2000, tendo estabilizado em 1,6 anos desde 2002.

O número de casamentos católicos celebrados tem acompanhado a tendência descendente no conjunto dos matrimónios, e até de forma mais intensa. Desde 2007 que a proporção de casamentos católicos face ao total de casamentos celebrados caiu para menos de metade do total dos casamentos, atingindo este rácio 43,1% em 2009 (em 2000 e em 1990 esta proporção era 64,8% e de 72,5%, respectivamente).

A proporção de casamentos entre estrangeiros e portugueses aumentou continuamente desde 1995 até 2008, tendo atingido um pico de 13,0% neste último ano. Em 2009, porém, verificou-se uma redução deste peso, que passou para 11,5 %, embora quintuplicando face ao que se verificava em 1995.

Por outro lado, o número de divórcios tomou uma evolução contrária. Tomando 1990 como referência, em 2000 o seu número duplicou, tendo triplicado em 2009. No período mais longo, o número de divórcios registou uma taxa média de crescimento anual de 6,0%, embora entre 2000 e 2009 o ritmo tenha sido mais moderado, de 3,6%.

O número de nascimentos fora do casamento também aumentou, representando 38,1% do total em 2009, mais 1,9 p.p. do que no ano precedente. Cerca de 79,0% dos casos verificaram-se com coabitação dos pais, uma proporção ligeiramente menor do que a verificada entre 2002 e 2008, mas 3,5 p.p. acima da registada em 2000. Manteve-se em 2009 a tendência de diminuição da taxa de fecundidade na adolescência, contrariamente ao que ocorreu com a taxa de fecundidade geral. A da adolescência situou-se em 15,5 por mil (22 por mil em 2000), a geral foi de 38,7 por mil (46,1 por mil em 2000).

Fonte: Diário Digital.

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