Mulheres têm triplo da depressão

Mulheres sofrem mais de ansiedade que os homens. Eles têm mais enfartes e acidentes vasculares cerebrais.

As mulheres têm três vezes mais depressões e ansiedade crónica que os homens. De acordo com os dados divulgados pela Direcção- -Geral da Saúde, são elas que apresentam maiores percentagens de doenças crónicas quando comparadas com os homens. Já eles registam mais casos de enfarte do miocárdio e de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Em ligação com estes dados, os psicofármacos são o segundo grupo de medicamentos com maiores encargos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), antecedidos pelos anti-hipertensores.

Em Portugal, 12,5% das mulheres tiveram ou têm depressão. O triplo da percentagem registada nos homens, que se fica pelos 4%. Também na ansiedade crónica são as elas as mais afectadas: 6,4%. O cenário é idêntico ao anterior, com os homens a registarem uma percentagem três vezes inferior: 2,6%.

De acordo com os dados recentemente divulgados pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), com as estatísticas de 2008, as mulheres apresentam maiores percentagens em quase todas as doenças crónicas. Os homens têm mais casos de enfarte do miocárdio – 1,9% contra 0,8% nas mulheres – e AVC, em que a diferença é pequena (1,8% nos homens e 1,5% nas mulheres).

Em 2008, os hospitais públicos deram 314 855 consultas externas de psiquiatria e 111 731 de psiquiatria da infância e da adolescência. As administrações regionais de saúde requisitaram às entidades convencionadas com o SNS camas para o internamento de 12 371 doentes na área da psiquiatria. Já os psicofármacos são o segundo grupo de medicamentos com maiores encargos para o SNS, com 12,9% em relação ao total de gastos, apenas antecedidos pelos anti-hipertensores (20,8%).

No que respeita a gastos totais com medicamentos em 2008, os encargos do SNS ascenderam a perto de 1,5 mil milhões de euros. Em média, cada pessoa teve 7,6 receitas em 2008, com 2,3 embalagens prescritas em papel.

Relativamente à obesidade, as faixas etárias dos 45 anos para a frente são as que apresentam maiores percentagens de excesso de peso e de obesidade. Os homens dos 75 aos 84 anos são os que têm maior excesso de peso, enquanto nas mulheres o pior registo é entre os 55 e os 64 anos.

No que respeita às doenças de declaração obrigatória, é possível perceber que praticamente todas elas estão em queda, comparando os dados de 2008 com anos anteriores. Destaque para o tétano, com apenas um caso notificado em 2008 (em 1995 foram 28), para a meningite meningocócita, com 29 notificações (113 em 1995), um de sarampo (192 em 1995) e quatro de rubéola (125 em 1995).

Doenças que fazem parte do Plano Nacional de Vacinação e que mostram a eficácia das vacinas, colocando o nosso país entre os melhores nesta área. A excepção é a tosse convulsa, que apesar de ter vacina triplicou o número de casos. Um aumento que levou a DGS a avaliar, este ano, um possível reforço da vacina.

A tuberculose continua a descer, com 2995 casos registados, menos 166 que em 2007. A quase totalidade foram novos casos e apenas 232 foram retratamentos. Já em relação à sida, em 2008 foram diagnosticados 387 casos, pouco mais de metade do número de notificações (619).

Fonte: Ana Maia, DN.

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