Estudo: família tem mais impacto nos jovens que os amigos


A sensação de bem-estar e auto-estima dos jovens depende mais das relações familiares do que das ligações entre colegas, que só ocupam o lugar da família quando esta se ausenta, de acordo com um estudo do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).

Esta análise, que foi apresentada no instituto durante a conferência «A construção do autoconceito e da autoestima na adolescência» tem por base 900 alunos dos 7º, 9º e 11º anos.

«Há uma convicção, mais ou menos generalizada, de que durante a adolescência o grupo de pares acaba por substituir um pouco a família. Mas o que estes dados acabam por mostrar é que isso não é exatamente assim. No que toca ao sentimento de bem-estar, a família continua a ter um papel mais importante do que o grupo», contou à agência Lusa o coordenador do estudo, Francisco Peixoto.

O facto de sentirem que a «família os aceita tal como são, que os apoia quando precisam, nomeadamente em termos afetivos, e que simultaneamente lhes dá autonomia para poderem crescer e desenvolver-se, faz com que sintam que são pessoas que têm valor», sublinhou o professor do ISPA.

Francisco Peixoto sublinha que o facto de a família dar «um contributo maior para a auto-estima que a relação com os colegas» não significa que o grupo de amigos não é importante. Os amigos são importantes, mas, em muitos casos, não conseguem substituir a família. «Contrariamente, aquilo que se faz passar, de que o grupo acaba por preencher o espaço da família, isso não é completamente verdade. Depende das circunstâncias», disse o investigador.

«Os pares acabam por ocupar o espaço, quando a família deixa esse espaço vazio. Se a família cuidar dos filhos que tem continuará a ter esse papel importante, de o jovem se sentir bem com ele próprio», alertou. Sobre as características «ideais» da família, Francisco Peixoto sublinha que «não há um manual de boas práticas» lembrando apenas que na base deve estar a «aceitação» dos filhos tal como eles são.

«A questão fundamental é a da aceitação. A ideia de que os pais forçam os filhos a ser aquilo que eles quereriam ter sido, isso não contribui obviamente para uma boa prática familiar, porque o que vai acontecer é que o adolescente é rejeitado pela família, porque a família quereria ter outro que não aquele que está ali à frente», referiu.

Fonte: TVI24.

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