Crianças: multilinguismo ajuda progresso emocional

Crianças: Multilinguismo ajuda progresso emocional

Um ambiente caracterizado pela diversidade linguística pode ter impacto positivo no crescimento das crianças ao favorecer o desenvolvimento emocional. As conclusões são de um estudo realizado por investigadores da Universidade da Califórnia e do Bard College, Estados Unidos.

Através desde estudo, os investigadores procuraram descobrir o modo como o uso de diferentes línguas para discutir e expressar sentimentos pode ter impacto no desenvolvimento emocional infantil.

Stephen Chen, um dos psicólogos envolvidos na investigação, explicou que o grupo está “interessado nas implicações clínicas que a variação linguística pode ter no contexto familiar” sendo que, para tal, o estudo contou com a colaboração de especialistas linguísticos.

Depois da análise de casos familiares em que os pais falavam mais do que uma língua, a equipa salientou que a escolha do idioma desempenha um importante papel no que refere à expressão de sentimentos. Assim sendo, quando se troca de língua, a forma como se experienciam as emoções muda igualmente.

Foi dado como exemplo um caso finlandês em que a mãe utiliza a língua inglesa para dizer aos filhos que os ama. Esta troca de idioma acaba por ter um impacto positivo no desenvolvimento emocional das crianças uma vez que não é comum a expressão de sentimentos através da língua finlandesa.

O idioma escolhido pelos pais influencia a forma como as crianças experienciam as emoções, e o uso de várias línguas “potencia o desenvolvimento de uma ótima resposta emocional”, explicam os investigadores. Cada um dos idiomas utilizados pode ajudar os mais novos a regular as emoções ao colmatar falhas que a linguagem nativa possa ter no que respeita à expressão dos sentimentos.

De um modo geral, os autores da investigação salientam que, do ponto de vista psicológico, as competências emocionais das crianças são moldadas de forma positiva num ambiente multilinguístico. As novas descobertas podem ser particularmente úteis em programas de interação, terapias, ou outras intervenções, podendo até ser alargadas a casos matrimoniais.

O estudo foi publicado esta quinta-feira na revista “Perspectives on Psycological Science”. Da equipa de investigadores fizeram parte Stephen Chen e Quing Zhou, da Universidade da Califórnia, e Berkeley e Morgan Kennedy, do Bard College.

Para aceder ao estudo clique aqui.

Fonte: Boas Notícias.
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