Segundo estudo, o cérebro de pessoas sociáveis tem áreas mais desenvolvidas

 

Os caminhos de fibra de um cérebro humano mostram como as principais vias dos lobos frontais se interligam, organizando-se em ângulos retos.

 

Os caminhos de fibra de um cérebro humano mostram como as principais vias dos lobos frontais se interligam, organizando-se em ângulos retos.

Pessoas que cultivam amizades e fazem novos amigos com facilidade apresentam cérebros com estruturas diferenciadas, aponta estudo conduzido pela universidade canadense McGill e divulgado durante conferência da Sociedade de Neurociência, nos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa, áreas do cérebro de pessoas notavelmente sociáveis exibem dimensões maiores e conexões mais marcantes do que cérebros de pessoas introspectivas.

Para chegar à descoberta, os idealizadores do estudo analisaram imagens dos cérebros de 18 participantes. Antes de terem seus cérebros escaneados, os indivíduos analisados eram questionados sobre quantas interações sociais haviam tido nos último mês —isso ajudava os pesquisadores a estabelecer o tamanho de suas redes de contato.

A análise apontou que nas pessoas com mais tendência à sociabilidade algumas áreas do cérebro (como a junção temporo-parietal, o córtex cingulado anterior e o córtex prefrontal rostral) apresentavam dimensões mais desenvolvidas. Essas mesmas áreas constituem uma rede funcional envolvida nos processos de “mentalização”, que atribuem pensamentos e crenças a outras pessoas.

“É como se diferentes regiões do cérebro cantassem músicas diferentes e áreas interligadas cantassem a mesma música”, explicou a veículos presentes na conferência a neurocientista Universidade de Oxford MaryAnn Noonan “Mas se essas áreas interligadas estão melhor conectadas, elas cantam essa música de forma ainda mais harmoniosa.”

Habilidade adquirida ou nata?

A pesquisa não explica se a sociabilização é que desenvolve essas áreas ou se a tendência à sociabilidade vem de uma estrutura cerebral diferenciada, garantida de nascença.

Explicar essa questão é o objetivo dos próximos passos a serem dados pelos pesquisadores.

Para MaryAnn, caso o cérebro se desenvolva a partir do hábito social isso ocorre devido a uma necessidade apresentada pelo ambiente.

“Se a pessoa está passando grande parte do tempo usando habilidades de sociabilização e seu cérebro está se alterando, talvez ela não esteja aprendendo a fazer outras coisas em seu tempo livre, como tocar piano, por exemplo”, disse. “Neste caso, o cérebro está apenas mudando e se otimizando para refletir necessidades.”

 

Fonte: UOL, via Pavablog.

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