Fumar altera cérebro de adolescentes

Um estudo revela que a exposição precoce ao tabaco pode afetar a maneira como se deseja nicotina.

Os resultados do estudo mostram que fumar durante a adolescência causa mudanças no cérebro que tornam mais difícil deixar o tabaco mais tarde
Os resultados do estudo mostram que fumar durante a adolescência causa mudanças no cérebro que tornam mais difícil deixar o tabaco mais tarde. Nuno Fox.
Começar a fumar muito jovem pode diminuir a parte do cérebro responsável pela tomada de decisões e pela capacidade de controlar a vontade de fumar, revela um estudo norte-americano.

A investigação, publicada no jornal “Neuropsychopharmacology”, descobriu que a ínsula direita dos jovens fumadores é mais fina do que a dos não-fumadores, e que essa diferença nasce com o hábito de fumar um maço de cigarros ou menos por dia.

A parte do cérebro em questão, altamente sensível à nicotina, é responsável pela tomada de decisões e está associada a áreas que abragem tanto os vícios como a capacidade de controlar a vontade de fumar.

“É possível que fumar durante este período possa ter efeitos e altere a dependência de tabaco mais tarde na vida, e que isso acabe por influenciar a trajetória de desenvolvimento do cérebro”, explica Edythe London, uma das investigadoras responsáveis pelo estudo à revista “Time”.

Os resultados dos cientistas da Universidade da Califórnia, Los Angeles, mostram que fumar durante a adolescência, uma altura importante para o desenvolvimento do cérebro, causa mudanças que tornam mais difícil deixar o tabaco mais tarde.

“Acho que esta descoberta é muito entusiasmante porque aponta para uma vulnerabilidade, um fator de vulnerabilidade com potencial, quer para que os jovens se tornem dependentes da nicotina ou para os efeitos daí decorrentes na trajetória do desenvolvimento do cérebro”, concluiu Edythe London.

Essa mudança de trajetória pode não só alterar o comportamento do fumador mas a tomada de decisões, no geral, já que a ínsula é responsável por essas funções.

Os cientistas norte-americanos chegaram a estas conclusões depois de analisarem o cérebro de 18 adolescentes fumadores e de 24 adolescentes não-fumadores, entre os 16 e os 21 anos.

O foco desta investigação surgiu na sequência de descobertas anteriores, que já mostravam alterações causadas pelo tabaco no tamanho e volume da ínsula em adultos e animais.

Fonte: Expresso.

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