O stresse e a infertilidade

Maior conferência mundial de Embriologia e Técnicas de Procriação Medicamente Assistida reúne em Lisboa mais de dez mil especialistas na área. Arranca com a apresentação de um estudo inédito sobre a ligação entre o stresse e a infertilidade.

Já se sabia que a dificuldade em engravidar pode ser extremamente perturbante para alguns casais, mas, pela primeira vez, investigadores conseguiram reunir dados que demonstram que o stress pode ocupar um papel importante e concreto nos casos de infertilidade.

Mulheres com alto nível de alfa-amilase – indicador biológico de stresse, medido através da recolha de saliva – têm, a cada mês, 29% menos hipóteses de ficar grávidas e mais do dobro de hipóteses de serem medicamente classificadas como inférteis. Ou seja, apesar de não utilizarem métodos contracetivos e de terem regulares relações sexuais, demoram mais de um ano a engravidar.

Os investigadores liderados por Courtney Lynch, directora do departamento de reprodução da Universidade de Ohio – Centro Médico de Wexner, estudaram 501 mulheres, com idades entre os 18 e os 40 anos, sem problemas de fertilidade identificados e que estavam a começar a tentar engravidar. As participantes foram seguidas ao longo de um ano ou até engravidar. A partir de agora, Lynch espera que os resultados da investigação encoragem estas mulheres a tentar controlar os seus níveis de ansiedade, através das técnicas disponíveis (yoga ou meditação).

Esta investigação é apenas uma das 250 apresentações orais que serão apresentadas até esta terça-feira na FIL, em Lisboa, no âmbito do Encontro Europeu Anual da Sociedade de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) e que reúne na capital mais de 11 mil especialistas de todo o mundo nesta área. O evento, considerado o maior do mundo nesta especialidade, vai na 31ª edição, mas é a primeira vez que se realiza em Portugal.

O encontro começou a ser preparado há cerca de dois anos e procura incluir trabalhos sobre os grandes temas da atualidade científica. Carlos Calhaz-Jorge,  responsável dos Sectores de Ginecologia e de Medicina da Reprodução do Centro Hospitalar Lisboa Norte e membro do comité executivo da Sociedade Europeia, explica que a primeira candidatura portuguesa para acolher o congresso aconteceu há uma década, mas, “na altura, a cidade não tinha estrutura para receber um encontro com esta dimensão”. Há 28 anos que o médico comparece a estas reuniões, caracterizadas pela troca de experiências entre os especialistas que se dedicam a resolver os problemas dos 10 a 15% de casais que apresentam problemas de infertilidade.

Fonte: Expresso.

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