Cientistas fabricam neurónios da serotonina em laboratório pela primeira vez

As células a azul eram fibroblastos, e agora algumas delas, a verde, são neurónios que produzem serotonina.
As células a azul eram fibroblastos, e agora algumas delas, a verde, são neurónios que produzem serotonina. Fotografia © University of Buffalo.

 

 

A serotonina está relacionada com a depressão e com outras doenças mentais, e estes neurónios artificiais vão permitir estudá-las como nunca antes.

Pela primeira vez, um grupo de cientistas da Universidade de Buffalo, no estado de Nova Iorque, conseguiu fabricar em laboratório neurónios de serotonina, as células do cérebro que libertam e absorvem o neurotransmissor responsável por regular o humor e os estados mentais humanos. A produção e absorção de serotonina está relacionada com o desenvolvimento de doenças mentais como a depressão.

“O nosso trabalho demonstra que os preciosos neurónios de serotonina escondidos nas profundezas do cérebro humano agora podem ser criados numa placa de Petri”, disse Jian Feng, principal autor do estudo, citado num comunicado da Universidade de Buffalo.

Os investigadores usaram fibroblastos – as células humanas que geram tecidos conectores no corpo – que conseguiram converter nos neurónios de serotonina, que são muito difíceis de obter. A investigação provou que é possível converter um tipo de célula noutra de menor disponibilidade para os cientistas, e o investigador Jian Feng espera que a técnica que criaram possa ser utilizada para desenvolver outras células no futuro.

Até hoje, os cientistas que estudam a serotonina e a sua produção e absorção pelos neurónios tinham que desenvolver o seu trabalho usando células de animais, mas agora poderão produzir neutórnios deste tipo no laboratório, para compreender melhor esse funcionamento.

Os autores deste estudo, publicado na revista Molecular Psychiatry na semana passada, esperam ainda que seja possível fazer crescer neurónios de serotonina a partir de células de pessoas com doenças associadas a esse neurotransmissor, para poder perceber melhor essas doenças e desenvolver tratamentos apropriados.

 

Fonte: DN.

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