Saúde mental: “Os portugueses são mais vulneráveis ao sofrimento”

O retrato da saúde mental em Portugal, traçado no mais recente relatório da Direção-Geral da Saúde, não é animador. O consumo de antidepressivos está a disparar e o suicídio está a crescer, sobretudo nas pessoas em idade ativa

Em entrevista ao Expresso Diário, o diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro de Carvalho, sugere que os portugueses são mais vulneráveis ao sofrimento psicológico e diz que a crise económica vivida nos últimos anos fez aumentar o desespero.

De acordo com o relatório “Saúde Mental em Números”, divulgado esta quinta-feira, o suicídio em Portugal continua a ser maior entre os idosos, mas está a crescer entre as pessoas em idade ativa. A que se deve este aumento?
O relatório indica que, tanto nos homens como nas mulheres, tem crescido o número de anos de vida perdidos por suicídio, o que significa que se estão a suicidar pessoas mais jovens, em idade ativa. Nas consultas de prevenção do suicídio, muitas pessoas na casa dos 40, 50 anos queixam-se de que são muito novas para se reformarem, mas já são consideradas demasiado velhas pelo mercado para poderem trabalhar. É um discurso muito comum.

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