Mão que cuida, mão que bate?

 

Quem alguma vez não recebeu uma palmada? E quem não a deu ou quis dar? Uma simples prospeção pelas respostas possíveis mostra que, sobre a palmada, existe uma enciclopédia de vários volumes ainda por escrever. Em muitos deles entraria certamente o rol interminável de argumentos que os pais esgrimem para justificar o seu uso. Noutros, as não menos relevantes razões que defendem o seu banimento total. Noutros ainda, as diferentes etapas de uma história tão velha quanto o mundo — a da criança birrenta que não faz tenções de parar ou a do adolescente desafiador que concentra nisso toda a sua energia e a dos pais confrontados com a tarefa ingrata de os limitar e corrigir. Se a história da palmada se confunde com a da disciplina, e se durante anos ambas foram consideradas elementos inseparáveis do ato corretivo, a investigação feita nas últimas décadas veio provar que a sua união é não só abusiva como contraproducente. Numa palavra, que o recurso ao castigo físico em pouco contribui para a disciplina, acentuando o tipo de comportamento que supõe travar.

Continuar a ler aqui.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s