Cantar em conjunto faz bem ao coração

Choir at St Peter's Basilica

 

Choir singers not only harmonise their voices, they also synchronise their heartbeats, a study suggests.

Researchers in Sweden monitored the heart rates of singers as they performed a variety of choral works.

They found that as the members sang in unison, their pulses began to speed up and slow down at the same rate.

Writing in the journal Frontiers in Psychology, the scientists believe the synchrony occurs because the singers coordinate their breathing.

Dr Bjorn Vickhoff, from the Sahlgrenska Academy at Gothenburg University in Sweden, said: “The pulse goes down when you exhale and when you inhale it goes up.

“So when you are singing, you are singing on the air when you are exhaling so the heart rate would go down. And between the phrases you have to inhale and the pulse will go up.

“If this is so then heart rate would follow the structure of the song or the phrases, and this is what we measured and this is what we confirmed.”

 

Sing from the heart

The scientists studied 15 choir members as they performed different types of songs.

They found that the more structured the work, the more the singers’ heart rates increased or decreased together.

Slow chants, for example, produced the most synchrony.

The researchers also found that choral singing had the overall effect of slowing the heart rate.

This, they said, was another effect of the controlled breathing.

Dr Vickhoff explained: “When you exhale you activate the vagus nerve, we think, that goes from the brain stem to the heart. And when that is activated the heart beats slower.”

The researchers now want to investigate whether singing could have an impact on our health.

“There have been studies on yoga breathing, which is very close to this, and also on guided breathing and they have seen long-terms effects on blood pressure… and they have seen that you can bring down your blood pressure.

“We speculate that it is possible singing could also be beneficial.”

 

Fonte: BBC News.

Professor de Stanford defende casamento arranjado

 

Procurar o amor de sua vida é um grande erro. A solução mais eficiente é pedir a ajuda da família para encontrar um bom casamento, afirma professor indiano Baba Shiv (ilustração: Bruno Oliveira Santos)

Ilustração: Bruno Oliveira Santos.

 

Procurar o amor de sua vida é um grande erro. A solução mais eficiente é pedir a ajuda da família para encontrar um bom casamento, afirma professor indiano Baba Shiv.

 

O amor é cego, diz o ditado popular. Encontrar alguém, apaixonar-se e casar, a opção mais natural para a maioria das pessoas, é uma equação arriscada. Como evitar o arrependimento? Pense nos princípios do casamento arranjado, defende o professor indiano Baba Shiv, 52, guru do marketing na universidade Stanford, na Califórnia, uma das mais importantes dos EUA.

O professor é especialista em neuroeconomia, campo de pesquisa que une os estudos de neurociências, economia e psicologia para identificar o papel das emoções nas decisões que tomamos.

Ele acredita que qualquer escolha que fazemos em que conhecemos as opções uma depois da outra tende a trazer mais insatisfação do que aquelas nas quais você tem as opções todas na mesa ao mesmo tempo. Ou seja, é mais complicado escolher um marido tendo um namorado por vez do que namorando vários candidatos ao mesmo tempo.

O professor Shiv não ensina isso na faculdade, mas percebeu, um pouco pela prática, um pouco por seus estudos, que o casamento arranjado, à indiana, pode ser uma boa solução. Não defende a prática por respeito à tradição de seu país, mas sim por acreditar que a fórmula traz menos chances de erro.

Ele mesmo, apesar de ter nascido em uma família tida como liberal na Índia, optou por um casamento arranjado. Aos 27 anos, depois de tentar por conta própria arrumar uma namorada, sem sucesso, pediu ajuda à mãe para encontrar pretendentes.

“As famílias selecionam três ou quatro candidatos dentro de critérios estipulados pelo filho, como idade, classe social e passatempos”, diz. “E são os filhos que decidem se aceitam os pretendentes ou não. O processo dura cerca de um mês”, explica à Serafina em seu escritório, em Stanford, sede de um dos cursos de MBA mais famosos do mundo.

Os encontros não duram mais de 20 minutos. Ele, por exemplo, rejeitou sua primeira candidata simplesmente porque não foi com a cara dela. Mas se encantou com a segunda e foi correspondido. Reva é sua mulher há quase 25 anos. Mudaram-se para os Estados Unidos na década de 1990, para que ele continuasse os estudos, tiveram um casal de filhos e se dizem muito felizes.

Sem nunca ter ficado ou namorado, passado pela primeira briga ou pela primeira viagem, como isso pode dar certo? Como abrir mão da possibilidade de dar de cara com um grande amor?

O maior problema da escolha amorosa como a conhecemos, diz o professor, é exatamente o fato de que há apenas um candidato por vez –a “escolha sequencial ou por amor”, como ele chama–, o que levanta a suspeita de que talvez o próximo seja mais interessante.

“Na escolha por amor, tendemos a acreditar que pode haver coisa melhor no futuro”, diz. “Aí, cada pequeno problema que surge na relação gera uma insatisfação enorme, e você começa a duvidar da opção que fez.”

O casamento arranjado pode ter vários problemas, mas esse não é um deles. “A decisão simultânea, na qual há vários candidatos e um é escolhido, traz menos dúvidas,” afirma. “Você, que optou por uma entre três mulheres, e não por uma entre todas as mulheres do mundo, sabe o que deixou para trás. Então a aceita e vai em frente.”

Apesar da defesa do professor, o casamento arranjado está caindo em desuso na Índia. Cada vez mais, as novas gerações indianas adotam costumes ocidentais. Elas ainda pedem ajuda aos pais para achar candidatos, mas preferem namorar antes de casar.

Mas Baba adverte: com o passar do tempo, os casamentos arranjados tendem a funcionar melhor. “Todos os relacionamentos têm altos e baixos. Mas, no casamento arranjado, a família trabalha pelo sucesso da união, porque foi envolvida desde o começo.”

Segundo o professor indiano, o tempo traz outras complicações ao matrimônio: “Chegam os filhos, as pessoas envelhecem, têm problemas no trabalho. Aí, os atributos que fizeram a pessoa tomar a decisão de se casar com aquele parceiro, como compatibilidade sexual e companheirismo, podem ser afetados”.

Para não cair nas mesmas armadilhas que os casais ocidentais, que têm índices de divórcios muito mais altos que os indianos, Baba Shiv tem sugestões.

A ideia é combinar a tradição indiana com o casamento ocidental. “Precisamos criar critérios para a seleção do parceiro, assim podemos aumentar a segurança da nossa decisão e, consequentemente, a satisfação do casamento.”

É O QUE TEMOS

O truque, segundo ele, é não procurar uma pessoa ideal, mas uma pessoa possível. E a melhor base para a comparação são os ex-namorados ou namoradas (já que será complicado convencer os outros de que você precisa namorar várias pessoas ao mesmo tempo).

O que você classifica como defeitos e qualidades dos seus ex são as mesmas coisas que deve evitar ou procurar.

O professor alerta: “Nas sociedades ocidentais, tudo é muito focado no indivíduo. Até o sucesso de um casamento é uma decisão individual”.

Envolver a sogra na briga com sua mulher ou seu marido, acredita o indiano, pode ser a melhor solução.

 

Fonte: Adriana Garcia Martínez, na Serafina, via Pavablog.

Austeridade causou dez mil suicídios e um milhão de casos de depressão na Europa e América do Norte

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Dois professores universitários fizeram uma investigação e concluíram que a austeridade pode causar suicídio, depressão e aumento de doenças infeciosas.

A austeridade está a ter um efeito devastador sobre a saúde na Europa e na América do Norte, é esta a conclusão de dois investigadores que será publicada no livro “O corpo da economia: porque mata a austeridade”, de acordo com a “Euronews”.

David Stuckler, professor da Universidade de Oxford, e Sanjay Basu, da Universidade de Stanford, concluíram que os cortes orçamentais podem provocar suicídio, depressão e doenças infecciosas devido à redução do acesso a medicamentos e cuidados de saúde.

As conclusões deste estudo fazem parte do livro “O corpo da economia: porque mata a austeridade”, no qual os investigadores defendem que a austeridade causou dez mil suicídios e um milhão de casos de depressão na Europa e América do Norte.

Os professores dão o exemplo da Grécia, onde os cortes na prevenção do HIV levaram ao aumento de 200% da taxa de infetados. Nos EUA, mais de cinco milhões de americanos perderam o acesso aos cuidados de saúde durante a última recessão. Na Grã-Bretanha, cerca de dez mil famílias foram morar para a rua devido aos cortes do Governo.

 

Fonte: Expresso.

Cientistas detectaram sinais de consciência em bebés de cinco meses

 

Quando é que começamos a tornar-nos conscientes do mundo que nos rodeia? Segundo os mais recentes resultados, isso poderá acontecér muito mais cedo do que se pensava.

 


Um dos bebés de cinco meses que participaram no estudo com a mãe CORTESIA DE SID KOUIDER

Pela primeira vez, foi possível detectar, no cérebro de bebés com apenas cinco meses de vida, um tipo de actividade cerebral que assinala que a sua consciência visual está a emergir. Os resultados são publicados esta sexta-feira na revista Science.

Sabe-se que, nos adultos, a apresentação de uma imagem, mesmo por brevíssimos instantes, dá origem a um padrão de activação neuronal característico, explica a Science no seu site. A activação começa no córtex visual e, passados uns 300 milissegundos, a mensagem chega ao córtex pré-frontal, a região do cérebro onde residem as nossas mais sofisticadas funções cognitivas – e em particular o pensamento.

Sid Kouider e colegas da Ecole Normale Supérieure, em Paris, decidiram testar, através da técnica de electroencefalografia, se a segunda fase deste padrão de ondas cerebrais se verificava também nos bebés muito novos. O estudo envolveu 80 crianças de cinco, 12 e 15 meses de idade, cuja actividade cerebral foi medida graças a um “gorro” de electrodos, enquanto visionavam séries de imagens dentro das quais estava “escondida” a de uma face humana.

Confirmaram assim que os bebés com mais de um ano respondiam àquela imagem desenvolvendo o mesmo tipo de resposta neuronal semelhante à dos adultos – o que não admira, visto que, nesta idade, a interacção visual e social do bebé com o mundo já é muito rica. Mas ficaram surpreendidos ao descobrirem que, embora de forma incipiente e muito mais lenta, essa segunda fase da resposta cerebral já estava presente nos bebés de cinco meses.

Quer isto dizer que desde tão cedo, os bebés têm consciência do que viram, que sabem que viram uma face? Nem por isso: Kouider, citado pela revistaNew Scientist, diz que o trabalho não constitui uma prova directa de que os bebés estão a ter uma experiência subjectiva. Segundo ele, não é claro que ostimings da segunda fase da resposta cerebral, que são ainda muito lentos, permitam uma autêntica experiência consciente.

Mas os rudimentos já lá estão, concluem os cientistas“Estes resultados mostram que os mecanismos cerebrais subjacentes à percepção consciente já estão presentes na primeira infância”, escrevem no seu artigo na Science.

A abordagem utilizada neste trabalho também poderá servir, salientam, para perceber melhor os estados de consciência mínima nos adultos – seja na sequencia de lesões cerebrais, seja durante uma anestesia – para determinar até que ponto essas pessoas têm consciência do mundo exterior.

 

Fonte: , Público. 

Acreditar que vida sexual é melhor do que a dos amigos traz felicidade

 

Quanto mais regular a rotina sexual, mais felizes as pessoas são (Foto: Getty Images)

Quanto mais regular a rotina sexual, mais felizes as pessoas são (Foto: Getty Images)

 

 

Segundo uma pesquisa feita na University of Colorado Boulder, nos Estados Unidos, não basta ter casa, carro ou emprego melhor do que os vizinhos. Acreditar que sua vida sexual é melhor do que os moradores das casas ao redor é fator crucial para a felicidade.

A informação é do professor de sociologia Tim Wadsworth que analisou dados coletados entre 1993 e 2006 para a General Social Survey, pesquisa feita desde 1972 e monitorada pela Sociedade Americana de Psicologia.

No total, as respostas de 15.386 pessoas foram analisadas e disseram que achavam que eram ‘muito felizes’, ‘felizes’ ou ‘infelizes’.

Foram vistos dados como renda, status do relacionamento, saúde, idade e também a vida sexual. Segundo a análise, quanto mais regular era a rotina sexual, mais felizes os participantes pareciam. Aqueles que mantinham relações uma vez por semana eram 44% mais felizes do que os que não praticaram por um ano. Enquanto os que mantinham relações de duas a três vezes por semana, demonstraram ser 55% mais felizes.

Mas não basta fazer, é preciso acreditar que a vida sexual é melhor do que a dos amigos. Aqueles que mantinham rotina, mas acreditavam que os colegas se divertiam mais, demonstraram ser mais infelizes do que os que apostavam ter vida sexual melhor.

O pesquisador calculou que uma pessoa que mantinha relações duas ou três vezes por mês, mas acreditava que algum colega fizesse sexo uma vez por semana, demonstrava queda no índice de felicidade em torno de 14%.

“Há um aumento geral da ideia de bem estar associada ao sexo, mas há outros aspectos ligados a isso”, disse Tim ao jornal Daily Mail.

 

Fonte: Pavablog via Terra.

Morrer de sozinhismo, o direito aos avós

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Dados finais dos Censos 2011 confirmam as expectativas e dados já conhecidos. A população sénior aumentou de 16 para 19 % sendo que as projecções apontam para que em 2030 metade da população portuguesa esteja acima dos 50 anos. Acresce que também segundo os Censos 2011, cerca de 400.000 velhos vivem sós, mais 29% que há dez anos.

Num olhar mais específico e exemplificativo, a Operação Censos Sénior realizada pela GNR de 2013 encontrou mais de 28.000 idosos a viver sós ou em situação de isolamento. Deve registar-se que esta operação decorre fora das áreas urbanas e o número encontrado representa um aumento de 22,6 % relativamente a 2012. Em Lisboa, alguns trabalhos estimam uma “realidade de total isolamento diário para 59% da população que reside sozinha, evidenciando um risco de solidão” e completamente dependentes das relações de vizinhança comunitária, elas próprias em extinção.

Neste universo importa ainda salientar que segundo o INE e reportando-se a 2009 a taxa de risco de pobreza em Portugal continua alta, tendo subido na população idosa, 20,1 % deste grupo etário vive esta situação. Se considerarmos os efeitos conjugados das dificuldades económicas e dos cortes em políticas sociais de 2010, 2011 e 2012, esta taxa tenderá muito provavelmente a subir.

Finalmente nesta introdução, é de recordar a frequência impressionante com que surgem notícias de velhos que morrem sós, sem que ninguém se dê conta de tal tragédia.

Não sou, não quero ser, especialista nestas matérias mas creio que muitas destas pessoas morrem de sozinhismo, a doença que ataca os que vivem sós e perderam o amparo. Algumas pessoas terão morrido de solidão e não de outras causas que possam vir a figurar nas certidões. Quem não vive só mais facilmente resiste às mazelas que a idade traz quase sempre. As pessoas são, espera-se, fonte de saúde e calor.

Na verdade, o sozinhismo poderá ser verdadeiramente a causa de morte de muitos idosos. No entanto e como sempre, para além das necessárias políticas sociais emergentes do estado e das instituições privadas de solidariedade impõe-se a percepção pelas comunidades, designadamente pelas famílias, do drama da solidão e do isolamento. Os dados recolhidos e, portanto, conhecidos deveriam servir de base a políticas ajustadas à realidade.

É também uma questão de redes sociais, mas não das virtuais.

Em muitas circunstâncias, as famílias, seja pelos valores, seja pelas suas próprias dificuldades e estilos de vida, não se constituem como um porto de abrigo, sendo parte significativa do problema e não da solução produzindo cada vez mais situações de solidão e isolamento entre os velhos, com consequências que têm feito manchetes, muitos velhos morrem de sozinhismo, de solidão. Estão em extinção as relações de vizinhança e a vivência comunitária, fontes privilegiadas de protecção dos mais velhos. Aliás e felizmente, começam a emergir algumas iniciativas ou programas destinados justamente a restabelecer ou substituir esta rede de suporte comunitário que se revela de extrema importância.

É certo que existe um pequeno número de idosos que além do apoio familiar, ainda possuem meios que lhes permitem aceder a bens e equipamentos que contribuem para uma desejável e merecida qualidade de vida no fim da sua estrada, respostas que estudos recentemente divulgados pela DECO evidenciam como caras e de difícil acesso.

Uma hipótese de lidar com esta questão cada vez mais presente, na medida em que assistimos ao prolongamento da esperança de vida poderia ser, defendo-o frequentemente mas sem grande sucesso, a institucionalização do Direito aos Avós. Isto quer simplesmente dizer que todos os miúdos deveriam, obrigatoriamente, ter avós e que todos os velhos deveriam ter netos.

Num tempo em que milhares de miúdos estão sós e muitos velhos vão morrendo devagar de sozinhismo, qualquer partido verdadeiramente interessado nas pessoas, sentir-se ia obrigado a inscrever tal medida no seu programa ou, porque não, inscrevê-la nos direitos fundamentais.

Com tantas crianças abandonadas dentro de casa, institucionalizadas, mergulhadas na escola tempos infindos ou escondidas em ecrãs, ao mesmo tempo que os velhos estão emprateleirados em lares ou também abandonados em casa, isolados de tal forma que morrem sem que ninguém se dê conta, trata-se apenas de os juntar, seria uma espécie de dois em um. Creio que os benefícios para miúdos e velhos seriam extraordinários e alguns bons exemplos mostram isso mesmo.

Um avô ou uma avó, de preferência os dois, são bens de primeira necessidade para qualquer miúdo.

 

Fonte: José Morgado, Público.

Doentes mentais estão a abandonar tratamento por falta de dinheiro

Número de doentes que está a faltar a consultas ou a tratamento é “maior do que o habitual” (DANIEL ROCHA)

 

 

Assistentes sociais e especialistas de saúde mental avisam que há cada vez mais doentes a faltar às consultas e a abandonar a medicação. O fenómeno não está quantificado, mas é preocupante.

 

As dificuldades económicas estão a fazer com que muitos doentes não consigam suportar os custos das deslocações e faltem às consultas de saúde mental. Há também cada vez mais doentes a admitir que não tem dinheiro para a medicação prescrita. As assistentes sociais alertam para um aumento anormal e preocupante do número de queixas de doentes que se dizem impossibilitados de prosseguir com o tratamento e o coordenador do Plano Nacional para a Saúde Mental da Direcção-Geral de Saúde avisa que, privados de tratamento, estes doentes correm sérios riscos.

“Temos cada vez mais informações sobre doentes que avisam que não vão comparecer às consultas por falta de dinheiro para o transporte”, avisa Álvaro Carvalho, coordenador do Plano Nacional para a Saúde Mental da Direcção-Geral de Saúde. Fernanda Rodrigues, presidente da direcção nacional da Associação dos Profissionais de Serviço Social, confirma esta realidade, acrescenta que estes doentes estão também a abandonar a medicação pelos mesmos motivos e sublinha que, apesar de não existirem dados sobre o número de pessoas afectadas, o fenómeno “é preocupante”.

“Estamos a registar uma falta de comparência às consultas que não é habitual. As assistentes sociais que trabalham na área da saúde mental referem que o principal motivo apresentado por estes doentes é o facto de não conseguirem pagar as deslocações e senhas de transporte. Por outro lado, o mesmo se passa na aquisição de medicamentos, com muitas pessoas a admitir que interromperam a terapêutica ou a comprar só parte da medicação prescrita, com escolhas que são ditadas por razões financeiras”, alerta Fernanda Rodrigues. As consequências, refere, “já estão a sentir-se com o agravamento dos problemas de saúde destas pessoas”. “Muitas vezes conseguir apenas que estas pessoas aceitem ser tratadas já não é fácil”, lamenta.

Sobre as possíveis consequências de um abandono do tratamento Álvaro Carvalho não hesita em assumir que há riscos. “Sabe-se que um processo depressivo, por exemplo, e no caso de um tratamento estritamente farmacológico, precisa de um período mínimo de três meses e em média de seis meses para avaliação quando responde à medicação”, explica. Por outro lado, em muitas situações, uma interrupção súbita da medicação pode ser muito prejudicial. Nos casos de depressão grave podemos assistir a um agravamento do problema e ao risco de suicídio. Há casos que podem ser controlados com um tratamento e que sem ele exigem internamento. Outro exemplo: os doentes com esquizofrenia precisam da medicação para ajudar a controlar uma série de manifestações desta patologia, mas precisam também de estar inseridos em programas de reabilitação psicossocial. Quando (e se) essa vertente do tratamento falha, por falta de dinheiro para se deslocarem para os locais onde têm estas respostas, estes doentes são afectados de forma grave e acabam remetidos para um perigoso isolamento.

Os dados sobre as consultas de saúde mental nos hospitais psiquiátricos e nos serviços locais de saúde mental mostram, apesar de tudo, um aumento entre 2005 e 2011. Porém, Álvaro Carvalho nota que este crescimento “é pouco expressivo”. Principalmente, se tivermos em conta que estes números também reflectem o aumento das unidades periféricas onde existem estas consultas, traduzindo (e bem) uma actividade mais descentralizada, nota Álvaro Carvalho. Assim, seria expectável que tivessem aumentado ainda mais. A falta de dinheiro pode estar a desviar muitos doentes das consultas e a funcionar como travão, admite o especialista como uma das explicações para o “tímido” aumento das consultas.

O mesmo raciocínio pode ser usado na leitura dos dados sobre as vendas de antidepressivos e estabilizantes de humor que mostram um aumento de quase um milhão de embalagens entre 2008 e 2012. É muito ou seria mais ainda, se os doentes não estivessem a passar por dificuldades económicas? Esta é uma questão mais complexa. O elevado e crescente consumo de antidepressivos em Portugal – um dos maiores da Europa – não é nada que tenha começado nos anos de crise. “É algo que já existia antes da crise”, sublinha Álvaro Carvalho. Aliás, lembra o psiquiatra, os portugueses também são líderes no consumo de outras substâncias como os ansiolíticos, o álcool ou mesmo os antipsicóticos.

Apesar de recusar fazer uma associação directa entre este consumo excessivo de antidepressivos e a crise, por falta de evidência científica, Álvaro Carvalho admite que as duas realidades não estejam completamente desligadas. Há também que considerar a hipótese de estarmos perante os efeitos de uma má prática com uma excessiva prescrição. A propósito disto, o director do Programa Nacional para a Saúde Mental refere que recentemente recuperou uma proposta – elaborada há três anos com o Infarmed e a Ordem dos Médicos – sobre as “boas práticas” da prescrição deste tipo de medicamentos e que envolve acções de formação dirigidas aos profissionais de saúde.

 

Fonte: Público.

Sexo ajuda a combater enxaquecas

Sexo ajuda a combater enxaquecas

 

 

Afinal, as dores de cabeça já não devem ser uma desculpa para escapar ao sexo – pelo contrário. Uma equipa de neurologistas alemães concluiu que a atividade sexual pode conduzir “a uma melhoria parcial ou total” dos sintomas, aliviando as dores de cabeça durante os episódios mais violentos do problema.
De acordo com um estudo realizado pelos especialistas da Universidade de Munster, na Alemanhã, cujos resultados foram publicados na revista científica Cephalagia, fazer amor pode ser mais eficaz do que tomar analgésicos para ajudar a atenuar as dores de cabeça.
Os investigadores enviaram um questionário anónimo a 800 pacientes que sofrem de enxaquecas, escolhidos aleatoriamente, e a 200 pacientes que costumam sofrer de dores de cabeça localizadas.
As questões incidiam sobre a existência ou não de atividade sexual durante os episódios de enxaquecas e o impacto da mesma na intensidade da dor de cabeça.
Os investigadores analisaram, então, as suas respostas e constataram que mais de metade dos pacientes com enxaquecas que fizeram sexo durante um episódio experimentaram uma melhoria significativa nos sintomas.

Atividade sexual já é usada como “ferramenta terapêutica”

Um em cada cinco pacientes relatou o desaparecimento completo da dor, enquanto outros, em particular os homens que sofriam do problema, confessaram mesmo “usar a atividade sexual como uma ferramenta terapêutica”, apontaram os cientistas.
A equipa explicou que o alívio dos sintomas da enxaqueca pode estar relacionado com o facto de o sexo desencadear a libertação de endorfinas, os “analgésicos naturais” do organismo, no sistema nervoso central, o que pode reduzir ou mesmo eliminar as dores de cabeça.
“A maioria dos pacientes com enxaqueca não tem atividade sexual durante os ataques. Os nossos dados sugerem, porém, que o sexo pode conduzir a um alívio total ou parcial das dores de cabeça em alguns dos doentes”, salientaram os investigadores.
Além disso, frisaram, “os resultados mostram que a atividade sexual durante um episódio de enxaqueca pode mesmo travar o ataque em alguns dos casos e que fazer sexo com dor de cabeça não é um comportamento raro”. Aliás, o sexo é mesmo utilizado “como uma terapia contra as enxaquecas por alguns pacientes”, concluíram.

Clique AQUI para aceder ao resumo do estudo (em inglês).

Fonte: Boas Notícias.

Programa de computador torna visível o invisível

por Inês Silva, editado por Helena TecedeiroOntem5 comentários

Imagens da reportagem realizada pelo The New York Times.
Imagens da reportagem realizada pelo The New York Times.Fotografia © youtube

 

Foi fabricado um programa de computador capaz de fazer o ser humano ver coisas que, a olho nu, nunca conseguiria visualizar.

Num vídeo do jornal The New York Times, observamos um bebé recém-nascido a dormir, muito calmamente, no seu berço. Numa primeira imagem, torna-se quase impossível ver o bebé a respirar enquanto que na segunda, já transformada pelo programa de computador, visualizamos a boca da criança a abrir e a fechar, ao mesmo tempo que a cor do rosto vai mudando para um vermelho escuro, consoante o seu batimente cardíaco.

No vídeo realizado pelo The New York Times e colocado no Youtube podemos observar como funciona este programa de computador:

 

 


Primeiramente, a equipa resolveu desenvolver um programa para monitorizar os bebés recém-nascidos, sem ser necessário qualquer contacto físico. No entanto, chegaram rapidamente à conclusão que o algoritmo podia ser aplicado noutros vídeos, afim de revelar mudanças imperceptíveis a olho nu.
Segundo o The New York Times, o processo de amplificação tem como nome “Eulerian Video Magnification” e foi levado a cabo por um grupo de cientistas do Massachusetts Institute of Technology’s Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory.

O professor William T. Freeman, responsável por esta investigação, é da opinião que o programa poderá ajudar a encontrar e a salvar pessoas, auxiliando equipas de resgate a perceber, por exemplo, se as vítimas ainda estão ou não a respirar: “Uma vez que conseguimos amplificar estes pequenos movimentos é como se houvesse um novo mundo que nós podemos observar”.

O programa ganhou destaque no ano passado, quando a equipa o apresentou na conferência anual de computação gráfica, conhecida como Siggraph, em Los Angeles.

 

Fonte: DN.