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Militares que estiveram em missão ficam mais deprimidos Janeiro 18, 2012

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Os militares da GNR que estiveram em missões de paz ou cenários de guerra são mais ansiosos e sofrem mais depressões do que os elementos que nunca estiveram em missão, segundo uma tese sobre personalidade e agressividade.

O investigador da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, José Cardoso, decidiu analisar os traços de personalidade e os níveis de agressividade dos militares e para isso entrevistou 535 elementos do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS).

O autor diz que entre os militares predominam dois tipos de personalidade: os que são “ligeiramente antissociais e narcisistas” e os que apresentam variantes dos tipos obsessivo-compulsivo ou personalidade dependente. Normalmente, os primeiros tendem a preferir cenários de guerra e os segundos missões de paz, de acordo com o autor.

Um em cada quatro entrevistados para este trabalho já tinha realizado missões internacionais:7,9% tinha estado em teatros de guerra e 17% em missões de paz.

José Cardoso concluiu que a participação em missões altera a personalidade dos militares, que passam a estar menos abertos a novas experiências e apresentam níveis mais baixos de “confiança, retidão, altruísmo, complacência, modéstia e sensibilidade”.

Depois de vivenciar situações traumáticas, estes militares passam a apresentar níveis mais baixos de “extroversão”, ou seja, de acolhimento caloroso, assertividade e emoções positivas.

Depois de uma missão tornam-se mais ansiosos, hostis, vulneráveis e com níveis mais elevados de depressão mas, por outro lado, são habitualmente militares menos agressivos.

Durante as missões de alto risco, os GIPS vivem “em constante interação com o fator surpresa”, sem saber “qual vai ser a sua missão nem quando vai”. O dia-a-dia dos militares “é uma incógnita da extremos” e o resultado é que os militares vivem num ambiente de constante insegurança e “preocupação com o que irá acontecer a seguir”.

Pelas características do seu trabalho, os GIPS têm tendência a vivenciar tristeza (por estar longos períodos longe dos familiares e amigos) e medo (“que o helicóptero caia durante uma missão”, exemplifica o autor da tese).

Para chegar a estas conclusões o investigador comparou os militares que tinham pelo menos um ano de serviço com os que nunca tinham participaram em missões de proteção e socorro (119 militares que tinham acabado o curso de intervenção e proteção e socorro e por isso não tinham ainda qualquer contacto com a vida operacional).

A idade média dos militares entrevistados era de 28 anos, sendo o mais novo de 20 e o mais velho de 49.

O estudo comparou ainda a personalidade tendo em conta as funções que desempenhavam e chegou à conclusão que “os militares que desempenham funções de comandante de secção operacional apresentam valores mais elevados no domínio de extroversão”.

“Os profissionais que atuam em catástrofes podem enfrentar situação adversas, onde o cenário é de destruição, amargura e morte. Por vezes, a crueldade das atrocidades provocadas pelos seres humanos ultrapassa tudo o que é considerado num mundo justo, com sentido, previsível e seguro”.

Fonte: DN.

Música ajuda a aliviar a dor e a ansiedade Janeiro 16, 2012

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A música pode ajudar a aliviar a dor, especialmente em pessoas que sofrem de ansiedade. Os resultados são de um estudo da Univesidade de Utah, nos EUA, que demonstra que ouvir música contribui para reduzir o incómodo em situações dolorosas como, por exemplo, procedimentos médicos ou idas ao dentista.

Os investigadores desta universidade norte-americana analisaram 143 pessoas que ouviam música enquanto recebiam um choque doloroso na ponta do dedo. Os participantes foram convidados a seguir a melodia e identificar diferentes tons, num esforço realizado com o propósito de afastar da mente a sensação de dor e a ansiedade em relação à mesma.

Durante a análise, as respostas dos participantes à dor foram medidas através da atividade elétrica cerebral, da dilatação das pupilas e de alguns outros métodos, uma vez que os especialistas consideram estas medições mais objetivas do que as dadas por cada um a respeito da própria dor.

As conclusões obtidas pela equipa de especialistas evidenciaram que a dor sentida pelos participantes diminuiu à medida que estes ficavam mais e mais absorvidos pelo ritmo da música, sendo que os maiores benefícios se observaram nas pessoas que se encontravam mais ansiosas.

“Os nossos resultados demonstram que atividades como ouvir música podem ser eficazes na redução da dor em pessoas que sofram de grandes níveis de ansiedade”, explicou David Bradshaw, um dos investigadores, ao WebMD.

O coordenador da investigação sugere mesmo atividades deste tipo àqueles que precisem de uma pequena ajuda, por exemplo, na próxima visita ao dentista. “Ouvir música com auscultadores ou jogar um vídeojogo com efeitos sonoros que possam ser ouvidos com auscultadores são métodos eficazes, já que a música disfarça o som dos instrumentos dentários”, explicou.

De referir que o estudo, cujas conclusões foram dadas a conhecer em Dezembro último, não teve em conta diferentes tipos de música nem tentou compreender se músicas calmas funcionam melhor do que as restantes. Segundo Bradshaw, “o estilo musical não é importante, desde que consiga prender o interesse do paciente”.

Clique AQUI para aceder aos resultados publicados no Journal of Pain.
Fonte: Boas Notícias.

Meditar torna cérebro mais eficiente e saudável Janeiro 9, 2012

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O cérebro de pessoas experientes em meditação parece estar mais em forma, ter mais capacidade de concentração e ser mais eficiente a evitar situações de stress e confusão mental. As conclusões são de um estudo da universidade de Yale, EUA, publicado em Novembro na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

O estudo analisou dois grupos – um de pessoas experientes em meditação e outro de pessoas que se estavam a iniciar na prática – e recorreu a exames de ressonância magnética para analisar a atividade cerebral de cada grupo.

Os resultados demonstram que os praticantes de meditação mais experientes são capazes de “desligar” áreas do cérebro relacionadas com stress, ansiedade, hiperatividade e défice de atenção, uma vez que controlam mais eficazmente um circuito cerebral denominado por Default Mode Network (DMN).

De acordo com os autores do estudo, as pessoas com mais experiência em meditação são capazes de desligar parte deste circuito aumentando a sua capacidade cognitiva e de concentração. Os meditadores mais experientes conseguiram desligar esta rede tanto quando estavam a meditar como quando estavam apenas em repouso.

Estudos anteriores, como o que foi divulgado em 2010 pela universidade de Illinois (EUA), indicam que uma perda de coordenação no DMN é um sintoma comum do envelhecimento cerebral e, em casos extremos, pode ser um marcador de doenças como o Alzheimer.

Clique AQUI para aceder ao comunicado de Yale.

Fonte: Boas Notícias. 

Portugueses sorriem menos Janeiro 7, 2012

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A face neutra e o sorriso fechado são os tipos de expressão facial mais exibidos nos jornais diários portugueses durante o segundo semestre do ano passado, concluiu um estudo da Universidade Fernando Pessoa (UFP).
O estudo científico, realizado pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção da (UFP), após análise a 15.243 fotografias, demonstra também que os portugueses estão “a sorrir cada vez menos desde 2003″, ano em que teve início.

Os resultados apontam que as mulheres, independentemente da idade, continuaram a sorrir mais do que os homens no ano passado, apesar do registo descendente acentuado em relação a 2010.

Segundo a análise, os homens apresentaram um sorriso mais fechado a partir dos 60 anos, enquanto as crianças são as que continuam a apresentar mais e frequentemente um sorriso largo, padrão que se mantém desde 2003.
Os resultados apontam também para uma diminuição “significativa” na exibição de qualquer tipo de sorriso e o aumento da expressão neutra em mulheres e homens.

No universo das fotografias analisadas verificou-se igualmente que a expressão facial de emoções negativas é mais frequente e intensa do que a de emoções positivas, padrão que se “acentuou expressivamente” no ano passado.

Ao longo dos primeiros oito anos de estudo, ficou comprovado que um dos moderadores da frequência e intensidade da exibição do sorriso é o contexto social, o que se verificou no caso português, pois a situação económico-social potenciou a inibição da expressão, sendo que o género e a idade são os outros dois moderadores, consideram os autores.

Segundo o Laboratório de Expressão Facial da Emoção, o sorriso é uma reacção que se desenvolve em situações que envolvam o bem-estar e a felicidade e quando tal não se verifica, por motivos externos, o sorriso é “inibido e recalcado”.

O estudo, que termina em 2013, faz parte de um projeto pioneiro a nível mundial e pretende analisar durante uma década o sorriso dos portugueses através dos jornais diários.

Fonte: CM.

Há mais carinho num abraço do que num olhar Dezembro 20, 2011

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Foto: Getty Images

Os homens sempre arrumam uma desculpa para dormirem um pouco mais afastado das mulheres. Está quente, precisa de espaço, não está confortável são algumas das mais famosas frases. Apesar disso, uma pesquisa diz que há mais carinho em um abraço do que em um olhar.

Segundo o site Shape, os abraços podem trazer alguns benefícios à saúde que podem convencê-los a mudar de ideia.

1. É muito bom: o abraço libera uma substância chamada oxitocina, também conhecida como o hormônio do bem-estar, aumentando a felicidade geral da pessoa.
O abraço também pode liberar endorfinas, mesma substância química liberada após um bom treino ou quando você come chocolate. Ela também contribui para esse bem-estar.

2. Faz você se sentir sexy: o benefício mais óbvio para o abraço entre um casal está no sentido físico. Ele pode levar o casal a ter um momento divertido, relaxante e amoroso após o ato sexual.
Além disso, há também a liberação de dopamina, um hormônio que aumenta o desejo sexual. Estudos mostram que o sexo faz bem para o corpo e para a mente.

3. Reduz o estresse e a pressão arterial: o contato físico com outras pessoas pode ajudar a reduzir o estresse. Abraçar e beijar aumentam os níveis de oxitocina que pode ajudar a diminuir pressão arterial, reduzindo o risco de doenças cardíacas, estresse e ansiedade.

4. Ligação entre mulheres com os bebês: o abraço também é saudável por conta do apego emocional. A ocitocina está intimamente ligada ao parto e a amamentação e, segundo um estudo, tem um papel biológico na ligação entre mãe e bebê.
É saudável querer estar perto de alguém. O abraço será ainda melhor se você contar ao seu parceiro sobre o quanto se sente bem e confortável quando ele chega perto.

5. Ajuda na comunicação: o abraço não causa apenas atração física. A maioria dos casais queixam-se problemas de comunicação. As pessoas querem se sentir compreendidas e o abraço pode ser o veículo que transmite compreensão e empatia. A comunicação não-verbal pode ser uma forma muito poderosa de falar com seu parceiro sobre sentimentos.
Dar um abraço como forma de comunicação pode ajudar os casais a terem uma relação ainda melhor.

Fonte: Terra.

Ouvir música ilumina todo o cérebro Dezembro 19, 2011

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Cientistas da Finlândia descobriram uma nova técnica inovadora que permite estudar como o cérebro processa diferentes aspectos da música.

Em uma situação realística de “curtir a música predileta”, a técnica analisa a percepção do ritmo, tonalidade e do timbre, que os pesquisadores chamam de “cor dos sons”.

O estudo é inovador porque ele revelou pela primeira vez como grandes áreas do cérebro, incluindo as redes neurais responsáveis pelas ações motoras, emoções e criatividade, são ativadas quando se ouve música.

Cérebro iluminado

Os efeitos da música sobre as pessoas sempre foram mais assunto de poetas e filósofos do que de fisiologistas e neurologistas.

Mas os exames de ressonância magnética permitem gerar filmes que mostram como os neurônios “disparam”, literalmente iluminando cada área do cérebro nas imagens produzidas na tela do computador.

Para estudar os efeitos de cada elemento musical sobre o cérebro, o Dr. Vinoo Alluri e seus colegas da Universidade de Jyvaskyla escolheram um tango argentino.

A seguir, usando sofisticados algoritmos de computador, eles analisaram a relação das variações rítmicas, tonais e timbrais do tango com as “luzes” produzidas no cérebro.

Emoção na música

A comparação revelou algumas coisas muito interessantes, mostrando que a música ativa muito mais áreas do que aquelas relacionadas à audição.

Por exemplo, o processamento dos pulsos musicais aciona também áreas do cérebro responsáveis pelo movimento, o que dá suporte à ideia de que música e movimento estão intimamente relacionados.

As áreas límbicas do cérebro, associadas às emoções, estão também envolvidas no processamento do ritmo e da tonalidade.

Já o processamento do timbre depende de ativações da chamada rede de modo padrão, associada com a criatividade e com a imaginação.

Além do interesse científico, estas informações são valiosas para compositores, que poderão “mexer” em suas melodias dependendo da emoção que querem transmitir com suas músicas.

Fonte: Publicado no Diário da Saúde, via Pavablog.

As mulheres já não acreditam no homem perfeito Dezembro 16, 2011

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As mulheres parecem ter vindo a perder a sua crença na expressão que define ‘o príncipe encantado’. Um estudo realizado no Reino Unido mostra que em cada quatro mulheres três revelam não acreditar que para si exista o homem perfeito. Restará então o que menos defeitos terá.

Apesar do estudo se basear num inquérito realizado a apenas duas mil mulheres, as suas conclusões não deixam de merecer um curioso destaque. No final, determinou-se que mais de 75 por cento das inquiridas não acredita na existência do homem perfeito.

A descrença representada em números e percentagens baseia-se em algo que foi vastamente destacada pelas mulheres do estudo: os defeitos dos seus companheiros.

De acordo com o Daily Telegraph, entre os defeitos mais realçados estiveram a excessiva atenção dada a desportos, deixar aberto o tampo da retrete ou incapacidade de realizar várias tarefas em simultâneo – ‘multitasking’.

Voltando aos números, a maioria das inquiridas classificou o seu companheiro apenas como sendo 69 por centro perfeito.

Cerca de um quarto das respostas colocaram o sentido de humor como a qualidade mais importante a ter e, por outro lado, uma em cada cinco mulheres acreditava que o seu parceiro frequentemente fingia estar a ouvir durante conversas entre ambos.

Fonte: SOL.

Profissões: as mais e as menos felizes Dezembro 12, 2011

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O site da revista Forbes divulgou uma lista das dez profissões que mais contam com pessoas felizes e das dez carreiras que tornam os seus profissionais pessoas infelizes. O ranking é resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Um dado que surpreende é que a lista das carreiras que proporcionam menos alegrias está recheada de cargos de grande reconhecimento e bons salários; diferentemente da lista dos mais felizes, cuja remuneração não atinge patamares tão altos.

Os clérigos, por exemplo, ocupam o primeiro posto da lista dos mais felizes.

Veja abaixo a lista completa:

MAIS FELIZES MAIS INFELIZES
Clérigos Diretor de tecnologia da informação
Bombeiros Diretor de Vendas e Marketing
Fisioterapeutas Gerente de Produto
Escritores Desenvolvedor Web Sênior
Professores de educação especial Especialista Técnico
Professores Técnico em Eletrônica
Artistas Assistente judicial
Psicólogos Analista de Suporte Técnico
Vendedores de serviços financeiros Operador de CNC
(Controle Numérico Computadorizado)
Engenheiros de operação Gerente de marketing
Fonte: UOL.

Estudo mostra que andar a pé evita depressão Dezembro 9, 2011

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Uma investigação recente, da autoria de um psiquiatra a frequentar o doutoramento na Universidade do Minho, concluiu que fazer caminhadas de forma continuada ajuda a prevenir a depressão.

O autor do projecto, Jorge Mota Pereira, analisou 33 doentes com depressão no Hospital de Magalhães Lemos, no Porto. Depois de 12 semanas a frequentarem um ginásio, os pacientes apresentaram melhoras nos sintomas de depressão e mostraram-se mais aptos à interacção social.

Ficaram provados os benefícios do exercício físico em doentes com esta patologia. O estudo recebeu o 1º prémio entre os 206 posters apresentados no VII Congresso Nacional de Psiquiatria, em Coimbra.

Fonte: CM.

Voluntários, mas pouco Novembro 30, 2011

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O voluntariado em Portugal atinge valores de envolvimento “bastante reduzidos”, na ordem dos 12 por cento, face à média europeia de 24 por cento, mas há um aumento significativo da participação em campanhas pontuais, aponta um estudo inédito.

A investigação “Voluntariado em Portugal”, citada pela agência Lusa, realça que, na última década, se assistiu na União Europeia (UE) a “um aumento quer do número de voluntários, quer do número de organizações promotoras do voluntariado”.

Em Portugal, a participação tem “valores bastante reduzidos”, na ordem dos 12 por cento, indica o estudo, que refere a “ausência de uma cultura de voluntariado” no País.

“A percentagem da população que faz voluntariado pelo menos uma vez por mês é de 2,9 por cento no caso do voluntariado formal, de 6,1 por cento no voluntariado informal (não integrado numa organização) e de apenas 2,2 por cento relativamente à entreajuda comunitária (voluntariado de proximidade)”, aponta o referido estudo.

Fonte: CM/Lusa.

Relações entre Freud e Jung, segundo Cronenberg Novembro 29, 2011

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“Um Método Perigoso” aborda os dois grandes pioneiros da análise da mente humana, Carl Jung e Sigmund Freud, a relação entre os dois rivais e amigos e ainda a história da paciente que tinham em comum.  David Cronenberg regressa aqui num filme que aborda o nascimento da psicanálise.
Realização: David Cronenberg
Intérpretes: Michael Fassbender, Viggo Mortensen, Keira Knightley, Vincent Cassel, Sarah Gadon

Ultrapassámos as 150 mil visitas Novembro 28, 2011

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Ultrapassámos esta madrugada os 150 mil acessos neste blog. Obrigado a todos.

Abreviaturas nos SMS podem alterar processamento de linguagem Novembro 28, 2011

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Fotografia © global noticias

A utilização de abreviaturas e símbolos nas mensagens de texto enviadas por telemóvel (SMS) ou Internet pode alterar a forma de processar do cérebro, modificando a própria linguagem, defendeu, em entrevista à Lusa, o neuropsicólogo Michael Corballis.

Para o neuropsicólogo neozelandês, que está hoje em Portugal para participar na conferência “A Origem da Linguagem”, as mudanças acontecerão “em pequenas doses”.

“Os novos media [textos de SMS ou na Internet] podem alterar a linguagem em pequenas doses. Por exemplo, nos SMS, as pessoas usam abreviaturas e símbolos que podem ter pequenos efeitos na forma como o cérebro processa a linguagem”.

Apesar desta evolução ser natural até porque “a linguagem está continuamente a mudar e a diversificar-se”, Michael Corballis duvida que o futuro traga uma língua universal.

“Existem hoje em dia mais de 6.000 línguas no mundo, o que torna muito pouco provável a existência de uma linguagem universal”, afirmou.

Embora reconheça que as rádios, televisões e Internet proporcionem uma “maior universalidade”, o cientista lembrou que “as pessoas tendem naturalmente a defender a sua língua e a preservar as diferenças”.

Mesmo os gestos e as expressões faciais, que são tidos como comuns à população mundial, não podem considerar-se uma linguagem universal, alerta Michael Corballis.

“A comunidade científica ainda não tem certeza se os gestos podem ser considerados uma linguagem universal, porque não se trata de uma linguagem no sentido estrito”, explicou, adiantando que “muitos gestos variam consoante as culturas, o que dificulta perceber o quão universais são”.

De acordo com o neuropsicólogo, as expressões do rosto são “provavelmente as mais universais, mas refletem mais as emoções do que afirmações”.

A origem da linguagem vai estar hoje em destaque no Instituto de Ciências da Saúde, em Lisboa, onde o neozelandês vai explicar as suas teorias sobre o assunto.

Michael Corballis é professor benemérito de psicologia na Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.

Doutorado pela Universidade de McGill, no Canadá, foi presidente da Sociedade Internacional de Neuropsicologia e publicou cinco livros sobre psicologia cognitiva e neurociência, dos quais o mais recente é “Da Mão para Boca — As Origens da Linguagem”.

“A linguagem humana é diferente da linguagem dos animais porque é suscetível de criar combinações e permite aos seres humanos uma variedade infinita de afirmações”, defendeu à Lusa.
Fonte: DN.

Os sonhos podem aliviar efeitos de experiências traumáticas Novembro 25, 2011

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Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, indica que sonhos podem aliviar os efeitos de pessoas expostas a eventos desagradáveis ou traumáticos.

Na pesquisa, os especialistas utilizaram um aparelho de ressonância magnética para observar como o cérebro das pessoas reage à exposição de imagens chocantes antes e depois de uma noite normal de sono

O estudo, publicado na revista científicaCurrent Biology, afirma que a reação dos cérebros dos voluntários expõe as ligações entre os sonhos e a memória.

A maior parte das pessoas tem de lidar com eventos traumáticos em algum ponto de suas vidas, e, para algumas delas, isso pode causar transtorno de estresse pós-traumático, tornando-as emocionalmente perturbadas por muito tempo depois do evento em si.

Existem fortes evidências de que, nos 20% do tempo do sono em que sonhamos, também chamado de sono REM (em inglês, rapid eyes movement, ou movimento rápido dos olhos), é feito o processamento das memórias recentes, e pesquisadores creem que a melhor compreensão deste mecanismo pode eventualmente ajudar os pacientes com estresse pós-traumático.

Os estudiosos recrutaram 35 voluntários, separando-os em dois grupos. Depois de mostrar a eles 150 imagens com a intenção de causar uma reação emocional, metade das pessoas tiveram a permissão de ter uma noite normal de sono.

Enquanto ficavam dentro de um aparelho de ressonância magnética, para mapear o fluxo de sangue no cérebro – uma maneira eficaz de descobrir quais regiões estão mais ativas -, os voluntários foram apresentados às imagens mais uma vez.

Aqueles que dormiram normalmente tiveram menos atividade nas amígdalas cerebelosas, partes do cérebro associadas às emoções exaltadas, e mais atividade no córtex pré-frontal, a região ligada aos pensamentos mais racionais.

As pessoas que não dormiram tiveram uma resposta muito mais emocional à nova exposição às imagens.

Mudanças químicas

Os cientistas creem que mudanças químicas no cérebro durante o R.E.M. podem explicar este comportamento.

“Nós sabemos que, durante o R.E.M., existe uma queda acentuada na noradrenalina, uma substância química associada com o estresse”, diz Matthew Walker, que liderou a pesquisa.

“Ao reprocessar experiências emocionais prévias neste ambiente neuroquimicamente seguro de baixa noradrenalina durante o R.E.M., nós acordamos no dia seguinte e aquelas experiências são suavizadas em sua força emocional”, afirma Walker.

“Nós nos sentimos melhor em relação a elas, nós achamos que podemos lidar (com elas).”

Comentando o estudo, o psicólogo clínico Roderick Orner diz que, embora muitos acreditem que o sono tenha um papel crucial no processamento de memórias traumáticas, provavelmente muitos outros fatores operam nos pacientes com estresse pós-traumático.

“Em casos de traumas mais graves, pode ser difícil demais para o paciente processar isto durante o sono, especialmente se o evento teve um impacto significativo na vida cotidiana da pessoa.”

Fonte: BBC.

Estudo revela violência doméstica sobre homens Novembro 23, 2011

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Portugal é o único de oito países europeus em que a violência sobre mulheres é sempre superior.

No primeiro estudo europeu a inquirir homens e mulheres, entre 18 e 64 anos, sobre vários tipos de violência ocorridos na relação com os parceiros “íntimos” heterossexuais no último ano, Portugal destaca-se como o único país, em oito, no qual as mulheres apresentam, em todos os tipos de violência, uma vitimização mais alta que os homens.

Numa amostra que inclui Espanha, Suécia, Bélgica, Grécia, Hungria, Alemanha e Reino Unido, os estereótipos habitualmente associados às relações heterossexuais são estilhaçados pela evidência surpreendente de uma vitimização masculina mais elevada (por vezes mais do dobro) em vários países e em categorias como coacção sexual e agressão física grave e que resulta em lesões.

Fonte: DN.

Maioria das mulheres com mais de 66 anos são infoexcluídas Novembro 4, 2011

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Este é o resultado de um estudo nacional que demonstra que a rapidez de evolução das novas tecnologias não tem sido acompanhada pelos seniores.

O estudo “Representações e usos das tecnologias digitais por diferentes grupos de seniores em Portugal”, da investigadora Isabel Dias, do departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, revela que há uma relação entre o uso das tecnologias de informação, em particular a Internet e o computador, a idade e o género das pessoas entrevistadas.

Para o resultado da pesquisa, que hoje será apresentada numa conferência em Lisboa, foram entrevistadas 91 pessoas com mais de 55 anos, 57 delas com idades entre os 55 e os 65 anos e 34 com mais de 66 anos. Dentro do grupo de entre 55 a 65 anos, 32 são homens e 25 são mulheres, enquanto no grupo com mais de 66 anos, a divisão é equitativa.

De acordo com os resultados da investigação, 52,9 por cento das mulheres com mais de 66 anos admitem nunca ter usado a Internet, enquanto apenas 11,8 por cento dos homens na mesma faixa etária estão na mesma situação.

Conclusão semelhante quando analisado o grupo entre os 55 e os 65 anos, onde 32 por cento das mulheres nunca usou a Internet, contra apenas 6,5 por cento de homens.

Por oposição, há pouca diferença entre homens e mulheres entre os 55 e os 65 anos em relação aos que usam muito frequentemente a Internet, havendo 32,3 por cento de homens e 28 por cento de mulheres. Na faixa etária acima dos 66 anos, regista-se 35,3 por cento de homens, contra 11,8 por cento de mulheres.

“São os homens seniores (inclusive os mais velhos) que revelam um uso mais frequente da Internet. No caso das mulheres, são as idosas mais jovens que o fazem”, aponta o estudo.

Um outro estudo, da autoria da investigadora Lídia Oliveira, da Universidade de Aveiro, conclui o mesmo e revela que, dos 82 inquiridos com mais de 55 anos, 29,3 por cento admite não saber usar a Internet, nunca a ter usado ou não utilizar actualmente.

Dentro deste grupo, a principal razão para não usar a Internet tem a ver com a falta de acesso (60,9 por cento), seguido da falta de necessidade quer pessoal ou profissional.

O lugar mais privilegiado no acesso à Internet é o lar (mais de 40 por cento), logo seguido da biblioteca (cerca de 35 por cento).

“Verifica-se que os serviços que são utilizados com mais frequência são os serviços miméticos de pré-Internet, ou seja, o e-mail mimetiza o correio postal, ver informação sobre política ou economia mimetiza a consulta de jornais, aceder a material para elaborar trabalhos mimetiza o acesso a livros”, adianta o estudo “Os media nos percursos vivenciais dos seniores”.

Nesse sentido, “todos os serviços que implicam uma mudança na lógica de uso e/ou na linguagem têm um índice de frequência de utilização baixíssima”.

Os dois estudos, realizados no âmbito do Projecto Inclusão e Participação Digital, vão ser apresentados hoje na Conferência “Diversidade Digital”, que decorre na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Fonte: DN.

Suicídio: 25% das pessoas que puseram termo à vida tinha mais de 60 anos Outubro 31, 2011

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Um quarto das pessoas que se suicidaram em 2010 em Portugal tinham mais de 60 anos e na base da decisão estiveram, sobretudo, doença física, solidão e condições socioeconómicas, disse hoje à Lusa a presidente da Associação Portuguesa de Gerontopsiquiatria.

“Na realidade os idosos não precisam de estar muito deprimidos para se suicidar. Basicamente, o que é importante nos idosos são as doenças físicas, as condições socioeconómicas e de bem-estar geral e uma outra coisa muito importante que tem a ver com a inexistência de um rede social de contactos, nomeadamente o fator solidão”, explicou Lia Fernandes.

Dados oficiais revelam que em Portugal cerca de 1.500 pessoas põem fim à própria vida anualmente, das quais um quarto tem mais de 60 anos. Os grandes centros são os mais atingidos sendo Lisboa um dos distritos mais afetados. Lia Fernandes referiu que “400 mil idosos vivem completamente sozinhos e a necessitar de apoio, não tanto institucional, mas domiciliário”. ”Dêem boas condições de vida aos idosos e a sua satisfação de vida aumenta”, frisou.

De acordo com dados disponibilizados pela organização do congresso, estima-se que existam atualmente em Portugal 1,5 milhões de idosos e destes cerca de mil tem mais de 100 anos. Em 2060, calcula-se que 32 por cento da população portuguesa terá mais de 65 anos.

As demências e as doenças psiquiátricas associadas ao envelhecimento, bem como o aumento exponencial do suicídio entre os idosos, são alguns dos temas que estarão em análise no congresso.

A presidente da Associação Portuguesa de Gerontopsiquiatria e organizadora do encontro admitiu que, em Portugal, “a maior parte dos idosos demenciados e com patologia psiquiátrica está sem tratamento”. Para Lia Fernandes, é fundamental estabelecer um diagnóstico precoce destas situações e perspetivar intervenções terapêuticas adequadas que levem a uma melhoria na qualidade de vida destes doentes e das suas famílias.

A presidente da APG alertou ainda para a necessidade de uma maior aposta nos cuidados assistenciais aos idosos, em particular na área da Saúde Mental.

“Não temos infraestruturas nem cuidados médicos especializados e muito menos profissionais de saúde com formação específica em número suficiente. Faltam médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais
de saúde”, sustentou a psiquiatra.

Fonte: Lusa. 

Vulnerabilidade ao vício de drogas começa no feto Outubro 29, 2011

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Uma equipa de cientistas da Universidade do Minho mostrou que a vulnerabilidade às drogas pode começar durante a gestação, pelo menos em ratos. O estudo, publicado recentemente na revista Molecular Psychiatry, testou um fármaco que imita uma hormona natural associada ao stress e que já foi utilizado em gravidezes prematuras.

“Verificámos que estes ratos tinham alterações comportamentais como hiperactividade e uma propensão para os comportamentos aditivos”, disse ao PÚBLICO Nuno Sousa, médico e professor da Universidade do Minho e coordenador do grupo de Neurociências do Instituto de Investigação de Ciências da Vida e da Saúde, que esteve à frente do estudo.

Durante a gestação destes ratos, os cientistas injectaram um químico artificial chamado dexametasona. Esta substância é da mesma família do cortisol, uma hormona natural que entre várias funções completa o desenvolvimento dos pulmões no feto e é produzida em situações de maior stress.

A dexametasona pode ser utilizada para evitar o perigo das gravidezes muito prematuras, o fármaco acelera o desenvolvimento dos pulmões e evita não só a mortalidade, como evita as doenças dos bebés que nascem com os pulmões pouco desenvolvidos. O grupo de Nuno Sousa já tinha trabalhado com esta substância para perceber que efeitos tinha a longo termo.

Nas experiências comportamentais descritas no artigo, que teve como primeira autora Ana João Rodrigues, a equipa testou a tendência dos ratos para os comportamentos que provocam os vícios, em drogas como o álcool ou a morfina.

A equipa verificou que os ratos que foram submetidos à dexametasona na gravidez tinham mais tendência para escolher o biberão com álcool e água versus um biberão só com água, do que o grupo de ratos controlo. “Escolher beber álcool depende da vontade dos ratos, é mesmo uma coisa motivacional”, referiu o cientista.

Numa outra experiência, em que os ratos podiam escolher entre uma sala onde nada lhes acontecia e outra onde lhes era injectado morfina, os ratos tratados com dexametasona passavam a preferir mais frequentemente a sala onde lhes era injectado a droga.

“Fomos estudar os cérebros destes ratos e vimos que eles tinham falta de dopamina na parte do cérebro que regula o prazer e o valor da recompensa”, disse o cientista. A dopamina está muito associada ao prazer e é também produzida após a ingestão de drogas.

A equipa verificou ainda que nesta região do cérebro dos ratinhos submetidos à dexametasona, as antenas das células que “sentem” a dopamina estavam em muito maior número do que normalmente. Isto porque a dexametasona tinha provocado mudanças no ADN das células que fazia com que elas produzissem um maior número destas antenas.

Este é um exemplo de um fenómeno epigenético, em que o ambiente altera directamente o funcionamento normal dos genes, e que vai influenciar o desenvolvimento, neste caso a propensão para o vício em ratinhos. Segundo Conceição Calhau, investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, estes estudos que mostram a influência directa do ambiente químico no funcionamento do ADN é um tema muito actual. “É uma experiência muito pertinente”, disse a cientista, que não esteve envolvida no estudo mas investiga também esta família de moléculas. A cientista sugere que esta e outras experiências apontam para que “todo o stress que as grávidas podem estar sujeitas, tem impacto no bebé”.

Risco em humanos

Nuno Sousa refere que apesar de no caso da gravidez humana poder haver associado ao stress a produção de cortisol – a molécula natural equivalente à dexametasona –, é muito difícil fazer uma comparação directa, já que a substância produzida pela mãe tem muito mais dificuldade em atravessar a placenta e é degradada pelo bebé muito mais rapidamente.

Em relação ao químico artificial, a presidente da Sociedade Portuguesa de Neonatologia, Almerinda Pereira, refere que a dexametasona deixou de ser utilizada no caso do risco de gravidezes prematuras. “Há mais de dez anos que se deixou de se utilizar a dexametasona e passou-se a utilizar a betametasona, houve um estudo francês em humanos que associou a dexametasona a alguns problemas de desenvolvimento”, disse ao PÚBLICO.

A médica explica que a betametasona, uma molécula da mesma família que a dexametasona, só é usada “em cerca de 80% por cento dos casos” de risco de gravidezes prematuras, que ao todo são menos do que um décimo das gravidezes. “O que temos de ter presente é que estamos a trabalhar com bebés que já são de risco”, sublinhou Almerinda Pereira, acrescentando que é um balanço entre o custo e o benefício. Mas adianta que “toda a nossa evolução baseia-se em estudos e a Sociedade Portuguesa de Neonatologia vai levar em conta este estudo”.

Reabilitação de ratos

Os cientistas tentaram travar nos ratos esta susceptibilidade às drogas. “A vulnerabilidade está no menor nível de dopamina”, disse Nuno Sousa, acrescentando que os ratos tornam-se mais sensíveis aos estímulos químicos, como o álcool ou a morfina, que provocam maior prazer e euforia. O que lhes deixa mais vulneráveis ao vício. “Há uma fase em que se vai à procura do prazer da substância e depois há uma segunda fase que se toma para não se sentir os efeitos da ausência dessa substância e esta é que é a fase do vício”, explicou o cientista.

A equipa utilizou o Levodopa, um fármaco muito utilizado nos doentes de Parkinson, que depois de ingerida se transforma em dopamina. Os resultados foram positivos. “Os níveis de dopamina aumentaram, os receptores [as tais antenas] voltaram a ter os valores normais e as alterações no cérebro desapareceram”, disse o cientista, acrescentando que os ratos deixaram de ter comportamentos associados à vontade de tomar as drogas.

Nuno Sousa defende que a reabilitação através deste método será sempre temporária, mas não rejeita a hipótese de abrir portas para estudos de tratamento de casos de dependência química em humanos. E apesar da experiência ter sido feita em ratos e um paralelo em humanos ser “meramente especulativo”, refere que a experiência “é mais um exemplo da enorme capacidade de adaptação do sistema nervoso” ao ambiente. Neste caso a adaptação é negativa, também existe o oposto, defende o cientista: “Há experiências que mostram que um comportamento mais cuidado da mãe tem um efeito programador muito positivo nas crias.”

Fonte: Público.

Consumo de álcool aumenta entre os idosos Outubro 26, 2011

Posted by A Ovelha Perdida in Comportamento, Investigação, Notícias, Saúde.
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O consumo de álcool pelos idosos está a aumentar em Portugal, uma realidade “escondida” ligada muitas vezes ao isolamento e que exige respostas integradas da sociedade, alertam especialistas.

Segundo o presidente da Associação Portuguesa de Gerontopsiquiatria, os idosos consomem muitos psicotrópicos, principalmente as mulheres, e recorrem também ao álcool, muitas vezes para fugir de situações que os atormentam.

“Há muito abuso de psicotrópicos, sobretudo de benzodiazepinas, na população, mas principalmente em idosos que fazem esta medicação há anos e particularmente as mulheres”, disse à agência Lusa Horácio Firmino, dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Horácio Firmino considerou que esta situação configura uma nova tendência e, juntamente com o álcool, está desvalorizada.

“Tem-se uma ideia erradamente que o consumo de substâncias deste tipo é essencialmente nos jovens”, mas com a evolução e o envelhecimento da população vai encontrar-se, dentro de uma patologia cultural, o consumo de substâncias como cannabis, cocaína e heroína pelos idosos, observou

Esta situação, alertou, “levanta problemas” em termos de organização e desenvolvimento de serviços.

Já no que se refere à saúde mental, deve apostar-se na ação psicoterapêutica, com a “redução substancial” da prescrição de medicamentos que tem efeitos secundários, defendeu.

“Numa sociedade em que a percentagem de idosos começa a ser significativa (cerca de 17%) não existem ainda repostas integradas em termos de cuidados de saúde para os mais velhos”, realçou Horácio Firmino.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Geriatria refere, por seu turno, que este problema “muito frequente” e “crescente” está muito associado ao isolamento: “Cerca de 20% das pessoas vivem só e é neste grupo que o alcoolismo está a ter um efeito muito pesado e negativo”.

“A depressão dá desespero e as pessoas como compensação são levadas a beber de uma forma intoxicante. É um problema nos idosos, um problema oculto, que afeta principalmente as mulheres”, lamentou Manuel Carrageta.

Para atenuar este problema, Manuel Carrageta defende que devem ser criados programas para evitar que as pessoas vivam sós, como a criação de centros de terceira idade em todos os bairros, com psicólogos que prestem atenção “às pessoas deprimidas e isoladas”.

Alertou ainda para o “impacto terrível” destes vícios: “A pessoa torna-se negligente, a saúde mental é afetada, aumentam os acidentes em casa e surgem problemas cardiovasculares, de doenças hepáticas e neurológicas”.

Ressalvando que não conhece dados estatísticos sobre esta realidade, o geriatra Gorjão Clara está convicto de que o “agravamento das condições económicas e as dificuldades de acesso à saúde podem contribuir para um aumento do consumo do álcool pelos idosos”.

Em relação ao consumo de drogas pelos idosos, o geriatra tem dúvidas: “São demasiado pobres para poder comprar drogas e também não têm essa cultura, mas o álcool é de acesso mais fácil e é mais barato”.

Esta realidade atravessa outros países. Um estudo do Royal College of Psychiatrists destaca uma série de problemas em torno do uso de álcool e outras drogas por pessoas mais velhas no Reino Unido.

O estudo, divulgado pelo British Medical Journal, revela que está a aumentar o número de idosos que bebe álcool em excesso e estima que a prescrição inadequada de benzodiazepinas e outras drogas psicotrópicas atinja um quarto das pessoas com mais 65 anos.

O álcool e as drogas ilícitas estão entre os dez fatores de risco para a mortalidade e morbilidade na Europa e o abuso de substâncias pelos idosos é um problema crescente de saúde pública, refere o estudo inglês.

Fonte: DN.

O cérebro humano é optimista por natureza Outubro 21, 2011

Posted by A Ovelha Perdida in Ciência, Investigação, Notícias, Personalidades.
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Um estudo realizado por investigadores da University College London concluiu que o nosso cérebro é otimista por natureza. A pesquisa analisou vários indivíduos e os resultados indicam que as previsões que as pessoas têm sobre o futuro são, na maioria das vezes, mais otimistas do que negativas.

As pessoas tendem a ver o lado positivo da vida, é o que diz o comunicado de imprensa da universidade. Pode parecer estranho, ou até mesmo exagerado, mas é este o resultado de um estudo publicado na revista Nature Neuroscience.

Segundo o estudo, o responsável por esta tendência é o nosso cérebro, mais especificamente os lobos frontais, que “escolhem” a informação que querem ou não ouvir.

Para realizarem o estudo, os autores analisaram as respostas cerebrais de 14 pessoas, quando confrontadas com acontecimentos positivos e negativos. O resultado foi surpreendente, ao indicar que cerca de 80% das pessoas são otimistas, ainda que não o admitam.

Tali Sharot, líder do estudo, o professor Ray Dolan do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging e Christoph Korn da Berlin School of Mind and Brain atribuíram uma nota a cada pessoa, de acordo com o seu otimismo.

Os voluntários foram sujeitos a uma ressonância magnética, enquanto eram confrontados com 80 eventos que pudessem vir a acontecer na sua vida. No fim do exame, voltaram a ser confrontados com as mesmas perguntas, para se identificarem possíveis variações nas respostas.

Os investigadores conseguiram identificar algumas diferenças na atividade cerebral dos “otimistas”, consoante eram confrontados com boas ou más notícias. Por exemplo, como indica o comunicado, se uma pessoa previu que a probabilidade de vir a sofrer de cancro era de 40%, mas a real média é de 30%, eles ajustam a sua estimativa para 32%. Mas se a informação é pior que a esperada, eles tendem a ignorar os dados.

A justificação está nos lobos frontais. No geral, quando as informações eram melhores que o esperado, os voluntários mostravam mais atividade nesta zona do cérebro, mas perante informação negativa, os mais otimistas tinham menos atividade nos lobos centrais.

“O nosso estudo sugere que nós escolhemos a informação que ouvimos. Quanto mais otimistas somos, menos influenciados somos pela informação negativa que recebemos sobre o futuro”, explica o Dr Sharot, em comunicado.

“Isto pode ter benefícios para a nossa saúde mental, mas também tem o seu lado negativo”. O autor indica as mensagens contra o tabaco como um exemplo: “As mensagens ‘fumar mata’ não funcionam porque as pessoas pensam que as probabilidades de virem a ter cancro são baixas”.

Clique AQUI para aceder ao resumo do estudo publicado na Nature Neuroscience.

Fonte: Boas Notícias.

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