Alzheimer: exercício e dieta mediterrânica reduzem risco Agosto 12, 2009
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O exercício físico e a dieta mediterrânica podem, quando associados, reduzir até 60 por cento o risco da doença de Alzheimer, segundo um novo estudo hoje divulgado por uma revista médica norte-americana.
Estudos anteriores tinham já salientado, mas separadamente, os efeitos benéficos da actividade física e da dieta na redução do risco de contrair aquela doença neurodegenerativa, sendo este o primeiro a explorar a associação dos dois comportamentos.
“Muitas vezes, as pessoas que fazem exercício físico seguem também dietas saudáveis e vice-versa. Quisemos saber qual dos dois comportamentos implica menos riscos e se a junção dos dois os reduz ainda mais”, afirmou o principal autor do trabalho, Nikos Scarmeas, professor de neurologia clínica no Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.
Fonte: DN.
Um terço dos idosos toma medicamentos errados Agosto 11, 2009
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A tese de uma investigadora da Faculdade de Farmácia de Lisboa conclui que 37% dos doentes mais velhos consomem remédios inapropriados, o que aumenta o risco de reacções adversas. A autora propõe mais formação para os alunos de Medicina e Farmácia
Cerca de 37% dos idosos estão a tomar medicação que não é adequada e que pode “aumentar o risco de reacções adversas”, revelou ao DN Maria Augusta Soares, professora na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, que fez um estudo sobre o consumo de medicamentos nos mais velhos.
Segundo a especialista, há remédios prescritos pelos médicos que não são os melhores para o idoso. Mas, refere a autora do estudo, há também casos “de remédios que os doentes tomam apesar do médico ter dito para parar, acabando por ser tomados em duplicado”.
A investigadora inquiriu 600 doentes de 15 farmácias, no âmbito da sua tese de doutoramento. E identificou muitos casos de inadequação. Um dos erros que tem consequências mais graves é exactamente a duplicação de produtos. “Verificámos que 15% dos idosos tomavam mais do que uma dose do mesmo medicamento ou de produtos quase iguais”, alertou.
A duplicação acontece sobretudo com calmantes e anti-inflamatórios. “Há um uso excessivo de calmantes (benzodiazepinas) nestas idades. E os remédios estão associados a uma subida de quedas e de fracturas”, numa faixa em que há muitos casos de osteoporose.
É sobretudo acima dos 65 anos que as quedas podem implicar complicações graves, “como fracturas do colo do fémur, tromboses”, refere a perita, avisando: ” Há até casos de morte.” Na investigação, a professora detectou que havia doentes a tomar dois fármacos iguais e outros a consumir três calmantes diferentes.
Maria Augusta Soares explica que alguns dos medicamentos receitados aos idosos podem ser “prejudiciais, como os que provocam alterações cognitivas”. Daí que considere importante dar aos a alunos de Medicina e Farmácia formação nesta área, uma vez que é quase nula: “Vou propor a criação de uma cadeira na faculdade”.
A elevada quantidade de erros na prescrição aos idosos relaciona-se com o facto de estes doentes terem diversas doenças ao mesmo tempo. Neste estudo, verificou-se, por exemplo, que os idosos tinham, em média, 4,4 doenças e tomavam 5,3 remédios.
Outro dos factores que leva a que os idosos tenham reacções adversas é o mau funcionamento do rim e do fígado, o que muitas vezes não se tem em conta. “O medicamento tem um trajecto e depois tem de ser eliminado pelo rim, que perde capacidades nestas idades. Por isso, a substância acumulam-se. O mesmo acontece no fígado, que degrada o fármaco”.
Fonte: DN.
Stress crónico afecta tomada de decisões Agosto 1, 2009
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O stress crónico afecta o processo de tomada de decisões, levando as pessoas a depender mais de hábitos e menos de comportamentos orientados por objectivos, demonstra um estudo de investigadores portugueses publicado esta semana pela revista Science.
São vastas as implicações da descoberta, na medida em que envolve desde aspectos da vida quotidiana até processos patológicos, como as toxicodependências ou as perturbações obsessivo-compulvisas.
O estudo foi realizado por uma equipa coordenada por Nuno Sousa, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, e Rui Costa, na altura nos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos e actualmente investigador no programa de Neurociência da Fundação Champalimaud.
Este trabalho revela que o stress crónico altera a estrutura de circuitos neuronais que ligam o córtex pré-frontal, comparável à memória RAM de um computador, ao estriado, a zona do cérebro relacionada com as decisões.
O que se passa, segundo Nuno Sousa, é que o stress promove a atrofia das dendrites dos neurónios do circuito associativo responsável pelos comportamentos orientados por objectivos (córtex pré-frontal medial e estriado dorsomedial) e aumenta as dendrites no estriado dorsolateral, o circuito sensório-motor envolvido nas acções habituais.
Isso torna o comportamento dos sujeitos submetidos ao stress “mais dependente de hábitos e menos de comportamentos orientados por objectivos”, explicou à Lusa o investigador coordenador do Domínio de Neurociências do ICVS e director do curso de Medicina da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho.
“Este aspecto influencia o processo de tomada de decisão nesses sujeitos, tornando-o mais dependente de comportamentos habituais mesmo quando a situação contextual não o justifica”, observou.
Dado o interesse e a grande relevância do estudo, disse ainda Nuno de Sousa, a equipa decidiu submetê-lo aos editores da Science, que logo decidiram publicá-lo.
“Trata-se obviamente de um momento de enorme importância para todos nós, tanto mais que o estudo é assinado apenas por portugueses e com um trabalho experimental feito em Portugal [no ICVS]“, assinalou.
A investigação resultou de “um esforço de colaboração que representa a nossa visão de abordar os assuntos de forma multidisciplinar”, acrescentou.
A equipa foi constituída por sete elementos que pertencem ao Domínio de Investigação em Neurociências do ICVS, sendo o primeiro autor Eduardo Dias-Ferreira, um aluno de doutoramento que está agora a continuar o estudo com Rui Costa.
Entre os seus projectos em curso, Nuno Sousa salientou os mais directamente ligados a este trabalho, centrados na tentativa de compreender melhor os mecanismos moleculares e funcionais envolvidos na conclusão a que chegaram.
Esses desenvolvimentos terão por objectivo “delinear estratégias que permitam modular os efeitos do stress nos processos de decisão e eventualmente utilizá-los futuramente como estratégias terapêuticas”, concluiu.
Fonte: Lusa.
Portugueses descobrem mapa genético que determina diferenciação de neurónios in vitro Julho 22, 2009
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Investigadores portugueses conseguiram desenhar o mapa genético da diferenciação in vitro de neurónios a partir de células estaminais. O trabalho dos cientistas do Instituto de Medicina Molecular foi publicado na “Public Library of Science One” (PLoS One).
“Ficámos com uma espécie de mapa genético do caminho que é percorrido desde a célula estaminal até ao neurónio”, disse em comunicado Elsa Abranches, primeira autora do estudo. A investigação contou ainda com a contribuição de investigadores da Alemanha e da França.
A equipa aperfeiçoou o método da produção das células do sistema nervoso a partir de células estaminais. Durante o processo os investigadores identificaram várias substâncias que controlam as etapas da diferenciação das células nervosas. No artigo, descrevem aspectos destes processos como a organização em roseta das células cultivadas in vitro e apontam para parecenças com o desenvolvimento que acontece no sistema nervoso dos vertebrados.
A parte genética foi a mais promissora. “Fizémos uma análise global dos genes que são activados a cada passo do processo da diferenciação”, disse a investigadora. “Esta análise permitiu-nos (…) identificar conjuntos de genes que são activados em fases diferentes da diferenciação neuronal.”
A compreensão destes processos pode ter implicações no desenvolvimento de terapias para o tratamento de lesões no sistema nervoso.
Fonte: Público.
A cura química é um mito Julho 17, 2009
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Os dados confirmam a suspeita: andamos todos mais «pedrados» do que devíamos, consumindo mais ansiolíticos, antidepressivos e hipnóticos do que nunca. Suspeitava-se que a crise económica levasse a um aumento do uso destas substâncias, mas os números superam, pela negativa, as expectativas. Se lhes juntaramos os números do consumo de álcool e cannabis, então concluímos, com facilidade, que, de facto, andamos a querer dourar a realidade, pelo menos a nossa realidade interna.
O fenómeno não é só nacional, embora as nossas tradições de auto-medicação, e uma maior dificuldade de acesso a consultas levem a prepetuar no tempo tratamentos que tinham um prazo definido.
Mas afinal o que é que andamos a consumir? Joanna Moncrieff, do departamento de Ciências de Saúde Mental do University College of London, escreveu um artigo sobre «O mito da cura química», que vale a pena ler (www.bbc.co.uk).
De uma forma muito clara, alerta para o facto de a maioria destes consumidores estarem convencidos de que estão a tomar um medicamento que os vai curar, corrigindo uma disfunção do seu cérebro, falando-se normalmente num défice de seretonina. E pensam assim, porque é isso que muitos médicos lhes dizem, e o que lêem na comunicação social. Ora, diz a especialista, ainda ninguém conseguiu provar nem essa «falha» orgânica ou química, nem tão-pouco que estas substâncias curem seja o que for.
Porque, explica, o que se passa é que estas drogas são psicoativas, ou seja, induzem um estado alterado na pessoa que as toma. Esteja deprimida, ou feliz, terão sobre quem as ingere praticamente o mesmo efeito. Uns «arrefecem» os pensamentos e as emoções, e podem. por isso mesmo, diminuir os sintomas de um psicótico, outros têm um efeito euforizante, o que ajuda quem se sente em baixo, ou um efeito calmante, sossegando a ansiedade.
«Se disséssemos às pessoas que não fazemos ideia do que lhes vai na cabeça, mas que há drogas que podem ajudar a suprimir os seus pensamentos e emoções, julgo que haveria muitas que talvez escolhessem evitar tomar essas substâncias, se possível», defende Moncrieff.
Fonte: Isabel Stilwell, Destak.
Cafeína contra o Alzheimer Julho 16, 2009
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Beber café é uma instituição em muitos países. Portugal é um deles. Mas, para além do convívio, ou da necessidade de ficar um pouco mais desperto, uma chávena de café pode dar mais saúde também. Investigadores da Florida, nos EUA, descobriram que uma boa dose de cafeína ajuda a retardar a doença de Alzheimer em ratos idosos. Seguem-se testes em seres humanos.
Uma chávena de café pode ter muitos efeitos benéficos. Desperta os sentidos logo pela manhã, ajuda a fazer noitadas em época de exames e é sempre um óptimo pretexto para uma pausa, ou para um momento de convívio com amigos. A partir de agora há um outro motivo para beber um café a acrescentar a este rol: a possibilidade de a cafeína ajudar a retardar os efeitos da doença de Alzheimer.
Foi isso que um grupo de investigadores verificou em experiências realizadas com ratinhos. Avançar para estudos clínicos em seres humanos é o próximo passo que os investigadores pretendem dar.
A equipa, liderada pelo neurologista Gary Arendash, do ADRC, o centro de investigação em Alzheimer, da Universidade do Sul da Flórida, desenvolveu o trabalho a partir de resultados anteriores do seu próprio trabalho, que tinham demonstrado efeitos benéficos da cafeína no desempenho da memória em pessoas idosas.
O novo estudo, publicado ontem no Journal of Alzheimer Disease, mostra que uma dose de cafeína equivalente a cinco chávenas diárias de café, permite reduzir significativamente os níveis da proteína ligada à doença, no cérebro e no sangue, diminuindo também os sintomas visíveis da doença.
Os ratos utilizados no estudo eram já idosos e foram criados para desenvolver aquela doença neurodegenerativa.
“Esta nova descoberta demonstra que a cafeína pode vir a tornar-se um ‘tratamento’ viável para o Alzheimer, e não apenas uma estratégia preventiva de protecção contra a doença”, explicou o principal autor do estudo, Gary Arendash, sublinhando que isso mostra que “a cafeína é um estimulante seguro para a maioria das pessoas”. Além disso, adiantou o investigador, ela “chega facilmente ao cérebro e parece afectar directamente o processo da doença”, neste caso, retardando o processo neurodegenerativo que a caracteriza.
Com base nestes novos dados, a equipa tenciona realizar ensaios clínicos em seres humanos, embora não tenha ainda uma data definida para o fazer.
A ideia é testar o efeito da cafeína em pessoas que, estando ainda no processo inicial da doença, apresentam apenas os primeiros sinais de perda de capacidades cognitivas
“Estes são os resultados mais promissores jamais obtidos utilizando a cafeína no contexto da doença de Alzheimer”, afirmou por seu turno Huntington Potter, director do centro de investigação daquela universidade da Florida, que procura agora fundos para poder realizar os ensaios clínicos com seres humanos.
Nos últimos anos, a cafeína demonstrou ter um efeito benéfico na memória de pessoas idosas. A possibilidade de melhorar a condição cognitiva de pessoas com Alzheimer é mais uma boa notícia. Resta comprová-lo na prática, o que poderá não tardar.
Fonte: DN.
90 mil portugueses com Alzheimer Julho 14, 2009
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A doença de Alzheimer afecta já 90 mil pessoas em Portugal, num universo de 153 mil doentes com demência. Os dados, a que o DN teve acesso, foram avançados há dias, na Conferência Internacional sobre a Doença de Alzheimer 2009, em Viena.
Perante a grandeza dos números nacionais, a associação Alzheimer Portugal fala na urgência da “criação de um plano nacional para a doença”. As prioridades são “fazer um diagnóstico precoce e dar formação aos médicos”, defende o director executivo da associação de familiares e amigos de doentes de Alzheimer, António Oliveira Costa.
Os médicos de clínica geral não têm meios adequados para identificar os primeiros sintomas da Doença, o que não é simples de fazer numa primeira consulta. Há que reforçar a capacidade dos profissionais de saúde actuarem com a maior celeridade possível nestes casos, garantindo assim que os doentes e os seus familiares têm melhores condições para enfrentar a doença, planeando os passos seguintes”, defende este responsável.
Fonte: Mundo Sénior.
Estatinas podem travar Alzheimer Julho 7, 2009
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O tratamento com estatinas pode ajudar a proteger contra a doença de Alzheimer. É sabido há muito que as células nervosas dos seres humanos morrem prematuramente pois são sobrestimuladas, um processo denominado excitotoxicidade.
Com base nesta premissa, investigadores da Universidade de Groningen conduziram experiências em animais para testar o efeito da lovastatina. Segundo o relatório, publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, este fármaco demonstrou ser capaz de prevenir a morte celular e bloquear a perda de memória que acompanha a excitotoxicidade. Os cientistas acrescentam que as estatinas conseguem, aparentemente, estimular a capacidade protectora do Factor de Necrose Tumoral.
Fonte: Mundo Sénior.
Doença bipolar e esquizofrenia têm origem genética comum Julho 4, 2009
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Já se sabia que a esquizofrenia e a doença bipolar tinham uma base genética, ainda que sejam muito influenciadas também por factores ambientais. Desta vez, um grupo de cientistas que integra o Consórcio Internacional para a Esquizofrenia revela, num artigo publicado na Nature, que a esquizofrenia resulta também do efeito conjunto de centenas, talvez milhares, de variações em genes. No estudo que envolveu mais de seis mil pessoas, comprova-se ainda que uma parte da “vulnerabilidade genética” identificada é comum à doença bipolar.
A variação num gene do cromossoma 22, uma “vasta região” do cromossoma 6 e um gene do cromossoma 2 não são capazes de, isoladamente, levar até um caso de esquizofrenia. Estes são apenas alguns dos “sinais mais intensos identificados”, segundo António Ferreira de Macedo, um dos investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra que participou neste estudo. No total, estarão envolvidas “centenas, ou mesmo milhares, de variações nos genes”. São mutações inócuas se estiverem sozinhas. Porém, a combinação e associação destas características poderá ajudar a explicar vulnerabilidade genética para a doença. António Ferreira de Macedo admite que a descoberta poderá ter consequências importantes no diagnóstico e tratamento da doença mas avisa que não está aberta a porta para um futuro teste genético. «Se forem descobertos os mecanismos causais da doença poderão ser desenvolvidos fármacos que intervenham melhor nesses mecanismos», refere António Ferreira de Macedo.
Os resultados foram comparados com amostras de doentes bipolares e concluiu-se ainda que “uma boa parte das variações genéticas envolvidas são comuns a ambas as doenças”. O estudo baseou-se no método do genome-wide association study, que permite identificar rapidamente marcadores ao longo do ADN completo de diversas pessoas na procura de variações genéticas.
Os resultados surgem na sequência do estudo do mesmo Consórcio, publicado em 2008 na Nature, que apontava para a existência de algumas poucas alterações genéticas de maior efeito, mas em situações mais raras. A esquizofrenia atinge cerca de um por cento da população mundial.
Fonte: Público.
Descoberta a área do cérebro onde o álcool actua Julho 2, 2009
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Os efeitos são fáceis de descrever mas perceber a forma como o álcool actua no cérebro tem sido uma enorme dor-de-cabeça até para os cientistas. Um novo estudo acaba de dar um importante contributo ao descobrir que este domina o mecanismo de activação e estabilização dos canais iónicos no cérebro. Uma descoberta que ajudará ao tratamento do alcoolismo.
Quase todos conhecemos os efeitos das bebidas alcoólicas: da euforia inicial, passando pela perda das capacidades, como a memória, até à ressaca do dia seguinte. Mais complicado, até para os cientistas, é explicar como o álcool influencia a actividade cerebral. Agora, investigadores norte-americanos descobriram a área no cérebro onde o álcool actua.
A investigação pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para o alcoolismo, mas também para a dependência de drogas e para a epilepsia.
O estudo dos investigadores do Instituto Salk de Ciências Biológicas, na Califórnia, tentou compreender como é que o álcool altera o funcionamento das células cerebrais. “Uma das várias hipóteses apresentadas defende que o álcool interage directamente com proteínas de canais iónicos, mas não havia estudos que identificassem o local onde essa associação acontece”, explica Paul Slesinger, que coordenou a investigação. Este trabalho mostra que as moléculas de álcool interagem directamente com uma área específica localizada dentro de um canal iónico – “pequenas bolsas” encontradas numa estrutura tridimensional, de alta-resolução, de um canal de potássio.
Este canal, por sua vez, desempenha um papel central em funções cerebrais associadas às dependências de substâncias e a episódios convulsivos. Aliás, a equipa de Slesinger já tinha dedicado algum tempo a estudar as funções destas estruturas, chamadas GIRK – são canais que abrem quando existe comunicação química entre os neurónios, enfraquecendo os sinais. “Quando os GIRK abrem, os neurónios libertam iões de potássio, enfraquecendo a actividade neuronal”, explica Prafulla Aryal, outro dos autores do estudo publicado na edição online da revista Nature Neuroscience. Isso pode explicar porque perdemos capacidades e ficamos mais lentos quando bebemos.
Para perceber melhor como é que o álcool funciona, a equipa tentou determinar se as “pequenas bolsas” eram, de facto, os locais onde o álcool interagia com as GIRK. Em primeiro lugar, concluíram que existem semelhanças entre estas bolsas e as encontradas em outras proteínas ligadas ao álcool. Além disso, quando começaram a introduzir amino-ácidos que bloqueiam o acesso a estas bolsas, as moléculas de álcool já não conseguiam activar os GIRP.
Os cientistas perceberam também que estas bolsas funcionam como um gatilho que activa os canais. “Acreditamos que o álcool domina o mecanismo de activação dos GIRK e estabiliza a abertura dos canais”, diz Aryal. Talvez o álcool funcione como um lubrificante para “esses mecanismo de activação”, acrescenta Slesinger.
Perceber como acontece esta interacção pode levar ao desenvolvimento de estratégias para tratar várias doenças, nomeadamente apostando no desenvolvimento de um medicamento que anule os impactos do álcool no cérebro.
Além disso, se se conseguir encontrar um medicamento para activar os canais GIRK, “isso iria diminuir a actividade neuronal e a excitação e talvez fornecer uma nova ferramenta para tratar a epilepsia”, explica Slesinger, já que a doença se caracteriza por períodos de actividade cerebral intensa, que causam convulsões.
Fonte: DN.
A masturbação já não as assusta Junho 29, 2009
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Um estudo português revela que as mulheres já não têm medo de tomar o prazer sexual nas próprias mãos
“Não critiques a masturbação. É apenas sexo com alguém que amo.” Mais claro é impossível. A frase de Woody Allen, no filme “Annie Hall”, é uma definição digna de constar num dicionário. Mas que os homens estão à vontade com esta forma de amor e que falam dela sem problemas não é novidade. Billy Idol “dançava” sozinho, Prince cantava acerca das variadíssimas utilidades de uma revista em “Tamborine”, e até Elvis Costello, muito antes do romântico “She”, já elogiava a prática em “Pump It Up”. E as mulheres? Será que a masturbação continua a ser uma forma de prazer reservada apenas aos homens?
A psicóloga Ana Alexandra Carvalheira, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, quis investigar o tema e concluiu que as mulheres estão cada vez mais à vontade com o seu próprio corpo e com a masturbação. Das inquiridas, 79,6% toca directamente os genitais e apenas 8,5% nunca se masturbou.
Este comportamento demonstra uma boa vivência sexual. “A masturbação permite um conhecimento do corpo. A mulher só sabe que o clítoris é importante se o tocar e souber que ele existe.” Aliás, o estudo indica ainda que as mulheres que se masturbaram na adolescência têm mais facilidade em ter orgasmos, comparadas com as que não o fizeram. Mas a investigadora, de 36 anos, explica, que apesar de os dados indicarem uma mudança, não representam a totalidade das portuguesas. “O estudo é representativo das mulheres utilizadoras da Internet, que vivem no meio urbano e têm cerca de 30 anos.”
Diversidade Vibradores, chuveiros, almofadas, corrimãos e até selins de bicicleta. É caso para dizer que imaginação não lhes falta. “As mulheres têm uma maior plasticidade erótica do que os homens.” Mesmo assim, continuam a ter sentimentos contraditórios em relação à masturbação: 14,3% têm vergonha e 9,5% sentem-se culpadas por o fazer. Estes preconceitos reflectem-se nas formas de masturbação.
Cerca de 20% masturbam-se sem se tocar. A psicóloga explica porquê: “É a pesada herança judaico-cristã que está associada ao modelo reprodutivo do sexo e à ideia de que a masturbação é pecado. Mas isto está a mudar. A educação das mulheres é menos repressiva e a sexualidade é vivenciada com mais liberdade.”
A investigadora indica outra razão para o sentimento de vergonha. “Muitas mulheres estão insatisfeitas com a sua imagem corporal e a sexualidade passa pelo corpo.”
Apesar disso, os dados de Ana Alexandra Carvalheira demonstram que a maioria das mulheres tem orgasmos nas relações sexuais. E até poderiam ter mais, a julgar pelos 56% que afirmam que gostariam de receber do parceiro melhor estimulação sexual. “A mulher deve comunicar o que deseja, porque os estímulos que eram adequados aos 20 anos, não são aos 40. O desejo feminino é muito flutuante e é influenciado por muitas variáveis psicológicas – como as emoções, o cansaço -, e biológicas, como as hormonas e até os fármacos.”
Fonte: I.
Consumo de álcool dispara entre os mais idosos Junho 18, 2009
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O Observatório Português dos Sistemas de Saúde alerta para os problemas de saúde na terceira idade, para os perigos das Parcerias Público Privadas na gestão hospitalar. E diz que o País ainda está a consumir demasiados antibióticos.
Em Portugal, o consumo de álcool na população mais idosa ou seja, em pessoas com idades compreendidas entre os 65 e 74 anos, tem disparado nos últimos anos, sobretudo nas mulheres, segundo dados divulgados pelo Relatório Primavera 2009 do Observatório Português de Sistema de Saúde (OPSS) que será apresentado hoje.
O documento revela que se “registaram aumentos relativos de 3,9% para os homens e de 12,9% para as mulheres”, entre 1998/99 para 2005/06, os últimos dados disponíveis. Um dado entre outros que demonstram que as metas estabelecidas no Plano Nacional de Saúde para a terceira idade ainda estão bem longe de ser alcançadas.
“Pode afirmar-se que estão definidas um conjunto de estratégias vocacionadas para dar resposta às necessidades de cuidados aos idosos, ainda que as mesmas sejam múltiplas, complexas e difíceis de integrar. Por outro lado foram definidos indicadores e metas a atingir no período 2004-2010. E de forma genérica, constata-se uma evolução favorável em alguns desse indicadores, mas ficam sempre distantes das metas traçadas”, conclui o Observatório.
Por outro lado, acrescenta “as respostas sociais têm vindo a aumentar todavia estão muito longe de corresponder às reais necessidades”. E, sublinha o mesmo documento: os idosos portugueses estão em quarto lugar na lista dos mais pobres da União Europeia. Cerca de 29% da população com mais de 65 anos está no limiar da pobreza , com um rendimento inferior a 60% do rendimento médico, ou seja, de 260 euros. E apenas uma em cada nove pessoas com mais de 65 anos tem uma resposta garantida por lares, centros de dia e apoio domiciliário, refere o relatório.
Outros aspectos sublinhados no documento são o aumento da taxa de suicídio entre os idosos, sobretudo nos homens, e da violência contra este tipo de pessoas. Mas também o crescimento do consumo de medicamentos
Problemas para os quais só poderá haver resposta eficaz com a implementação de políticas intersectoriais, considera o observatório. As listas de espera de doentes para cirurgia, que foram durante anos uma das grande preocupação do OPSS, já não são hoje o alvo das suas críticas. Após aplicação de vários programas de combate às listas de espera, em 31 de Dezembro de 2008 havia 174 179 doentes à espera de uma cirurgia, menos 12% do que no mesmo mês de 2007. E a média de espera oscilava entre 61 e 120 dias. Assim, as críticas do observatório relativamente a este aspecto já são mais dirigidas. O documento refere que há ainda tempos de espera a mais para cirurgias oncológicas.
Já sobre o controlo da tuberculose, o relatório ainda é critico. “Progride bem mas ainda demasiado devagar para o nível de desenvolvimento do País”, refere o documento. No País, foram registados no ano passado 2916 novos casos de tuberculose.
Os aspectos a melhorar no trabalho a desenvolver ao nível do controlo da doença são sobretudo ao nível dos serviços de proximidade, caso a caso, e quanto à sua articulação funcional, refere o documento.
A crise social que se avoluma constitui um ameaça ao trabalho que tem sido desenvolvido para reduzir a incidência da doença no país, considera o OPSS.
Fonte: DN.
Enzima que impede conversa entre neurónios na origem da doença de Huntington Junho 15, 2009
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Thirteen, personagem da série de televisão House, sofre da doença de Huntington.
A doença de Huntington é hereditária e horrível, mas não é muito conhecida. A série televisiva House trouxe-a para a ribalta, com a personagem 13 (Remy Hadley, embora raramente o seu nome seja mencionado), que sofre desta espécie de condenação genética, que leva as pessoas a perderem a capacidade de falar, de pensar, de se mexerem. Agora, cientistas dos Estados Unidos dizem ter descoberto como é que o gene da huntingtina actua no sistema nervoso.
A equipa de Scott Brady, da Universidade do Illinois, descobriu como o gene mutado que comanda a produção da proteína huntingtina activa uma enzima chamada JNK3 que é produzida apenas nos neurónios. E relata na edição on-line da revista Nature Neuroscience qual o efeito desta enzima no sistema nervoso das pessoas que nascem com este problema genético, cujos efeitos só se fazem sentir a partir de terminada altura, por volta dos 30 ou 40 anos.
“Temos de compreender por que é esta proteína é má aos 40 anos, mas não aos quatro”, explica Brady, citado num comunicado de imprensa da sua universidade.
O que a equipa descobriu foi que, em concentrações muito baixas, a huntingtina é um potente inibidor do sistema que transporta proteínas do corpo principal dos neurónios, onde são produzidas, através das múltiplas ligações que dele saem (axónios), transmitindo informações através de impulsos eléctricos a outras células, e que produzem o bem conhecido aspecto despenteado dos neurónios.
“A inibição do transporte neuronal pode explicar o que acontece na doença de Huntington”, comenta Brady. A falta de comunicação entre neurónios faz com que a perda de sinal das células leve outros neurónios a que está ligado comecem a morrer, num processo em crescente.
Isto pode ser também uma explicação para outro mistério da doença, que é o facto de se manifestar apenas na idade adulta, embora o problema seja congénito: os neurónios jovens conseguem compensar a activação da enzima JNK3, que inibe a comunicação entre as células, mas não elimina o problema. À medida que a idade avança, a capacidade de compensação diminui, e surgem os sintomas.
A equipa de Brady relacionou este padrão de neurodegeneração progressiva, definido pela crescente falta de comunicação entre os neurónios, com outras doenças neurodegenerativas que surgem na idade adulta ou na velhice, como a de Alzheimer. “É um calcanhar de Aquiles de todas estas doenças. Inventámos até uma palavra para o definir, disferopatia (do grego fero, que quer dizer transportar) para as definir”, explica.
A Huntington é uma doença degenerativa neurológica e hereditária, que vai diminuindo a capacidade de andar, pensar, falar e até de pensar de quem sofre dela, explica o site da Sociedade da Doença de Huntington da América. A doença começa a notar-se na vida adulta, entre os 30 e os 50 anos. Os sintomas iniciais incluem problemas cognitivos e de movimento, mudanças bruscas de humor, movimentos involuntários. As capacidades do doente vão-se deteriorando de tal forma que deixa de ser capaz de tomar conta de si próprio — e a doença acaba por levar à morte, por insuficiência cardíaca, infecções ou sufocação, ao não conseguir engolir. Não há cura, apenas alívio para lguns sintomas.
Fonte: Público.
Idosas que tomam café perdem menos memória Junho 12, 2009
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Um estudo científico revelou que as mulheres idosas que consumiam mais de três chávenas de café ou chá por dia mostraram menos perda de memória do que as que tomavam apenas uma, um efeito não verificado nos homens.
A investigação foi realizada por uma equipa de cientistas portugueses e franceses que estudou o efeito da cafeína em 4197 mulheres e 2820 homens de três cidades francesas que, durante quatro anos, foram sujeitos a vários testes para avaliar o seu desempenho cognitivo.
Segundo o estudo, as propriedades psico-estimulantes da cafeína parecem reduzir o declínio cognitivo nas mulheres sem demência, especialmente nas mais idosas. O mesmo não se verificou nos homens, aparentemente porque assimilam a cafeína de forma diferente.
Apesar de nenhum impacto ter sido observado na incidência da demência, são necessários estudos adicionais para verificar se a cafeína pode ser potencialmente usada para prolongar o período de enfraquecimento cognitivo suave nas mulheres antes de um diagnóstico da demência.
Um dos investigadores que participou no estudo foi o neurologista português Alexandre Mendonça, que está a organizar um encontro, na sexta-feira e sábado em Lisboa, onde especialistas internacionais vão debater “A cafeína e o cérebro”.
Alexandre Mendonça disse à agência Lusa que se confirma “o efeito protector da cafeína no Alzheimer e Parkinson, mas não se sabe se tem efeito noutras doenças degenerativas”. Apesar de a cafeína poder ser protectora das células nervosas, o neurologista alerta que o consumo em excesso pode ser nocivo.
Segundo o Programa “Café e Saúde”, implementado em Portugal pela Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), 80 por cento dos portugueses ingere diariamente café, que está associado a hábitos sociais e tradições. Esta bebida tem suscitado uma aprofundada investigação sobre os benefícios que poderá ter na saúde, mas ainda existe uma falta de informação generalizada quanto a esses benefícios.
Para debater este tema, o “Café e Saúde” promoveu a Reunião Internacional do Alzheimer que irá procurar divulgar a evidência científica disponível quanto à relação entre café e risco de doença de Parkinson e o papel que pode desempenhar enquanto facilitador da actividade física e intelectual. Procurará ainda sustentar a relação entre consumo regular de café e a prevenção da doença de Alzheimer.
“Pela primeira vez, especialistas que deram um contributo importante nesta área vão reunir-se em conjunto para debater o café e o cérebro”, disse Alexandre Mendonça.
Fonte: Público.
Portáteis a preços reduzidos para docentes e alunos do Superior Maio 27, 2009
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O Governo e a Toshiba vão lançar esta quarta-feira um programa de aquisição de computadores portáteis a custos reduzidos para todos os professores e estudantes do Ensino Superior, através de um sistema de apoio financeiro com recurso ao crédito bancário.
O portátil vem equipado com software especializado em áreas como arquitectura, engenharia, design ou multimédia, por exemplo, permitindo o acesso à Internet sem fios em todos os campus universitários.
No âmbito do programa e-Universidade, criado à semelhança do e-escolas e do e-escolinhas lançados para os Ensinos Básico e Secundário, os computadores custarão 610 euros caso sejam pagos integralmente no acto de entrega, ou 650 se forem comprados numa das duas modalidades de pagamento a prestações.
O Santander-Totta foi o primeiro banco a aderir ao programa, que está aberto à participação de outras entidades bancárias, assim como de todos os fabricantes de computadores, além da Toshiba.
A parceria entre o fabricante nipónico e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Agência para a Sociedade do Conhecimento e a Agência Ciência Viva, instituída no ano passado, prevê ainda a instalação de laboratórios de investigação especificamente orientados para a criação e difusão de conteúdos digitais.
Fonte: Expresso.
Falta de cafeína altera ritmo do cérebro Maio 13, 2009
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Investigadores norte-americanos decidiram analisar os mecanismos fisiológicos por trás dos sintomas de fadiga e das dores de cabeça dos bebedores de café que subitamente são privados das suas chávenas diárias. Alterações nos ritmos cerebrais, detectáveis nos electroencefalogramas. O fluxo do sangue nos vasos cerebrais também sofre uma modificação
Os apreciadores de café compreendem melhor do que ninguém o que é não poder tomar aquela caneca diária que ajuda o dia a começar bem. Mas um bebedor de café crónico, quando privado dele, não fica apenas aborrecido. A privação de cafeína tem efeitos específicos conhecidos, que podem ir da fadiga à dor de cabeça, dificuldade de concentração e mesmo uma diminuição do estado de vigilância.
Mas quais são os mecanismos biológicos e fisiológicos que produzem estes sintomas? Uma equipa de investigadores norte-americanos socorreu-se de electroencefalogramas (EEG) e de equipamento de ultra-sons para ir à procura da resposta. E descobriram que a actividade eléctrica no cérebro e a fluxo sanguíneo se alteram nesta situação. Os resultados foram agora publicados na revista científica Psychopharmacology.
Os investigadores, das universidades John Hopkins e de Vermont, estudaram dois grupos de voluntários que eram bebedores crónicos de café e que para a experiência aceitaram suspender o seu consumo. A um dos grupos foram administrados comprimidos de cafeína e ao outro um placebo.
Os investigadores fizeram então a avaliação do fluxo sanguíneo no cérebro recorrendo a ultra-sons e avaliaram também a actividade eléctrica cerebral por EEG.
A privação repentina de cafeína, segundo escrevem os autores, aumenta o fluxo nos vasos sanguíneos cerebrais, o que está na origem da conhecida dor de cabeça que acompanha a privação de cafeína numa pessoa que bebe diariamente café.
Nas medições de EEG, os cientistas observaram algumas alterações, como um aumento de um determinado ritmo, designado por teta, que já tinha sido anteriormente associado a fadiga em situações de privação. Em termos de medidas qualitativas, os voluntários relataram, como era de esperar, um aumento de “cansaço”, “fadiga”, e da sensação de “indolência”.
Outra verificação deste estudo, segundo os seus autores, é a de que a ingestão diária de cafeína “não tem qualquer vantagem acrescida, ao contrário dos que os amantes do café imaginam”, como explicou Stacey Sigmon, da universidade de Vermont, e um dos autores do estudo.
Fonte: DN.
86 comas alcoólicos em dois dias de Queima Maio 6, 2009
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Cortejo e Serenata da Queima das Fitas de Coimbra levaram aos Hospitais da Universidade 127 estudantes, a maioria devido ao álcool.
Nos dois dias mais concorridos da Queima das Fitas de Coimbra chegaram aos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) 86 estudantes em coma alcoólico. No total, deram entrada 127, a maioria no último domingo durante o Cortejo, segundo disse ao DN fonte hospitalar, que sublinha, contudo, a normalidade dos números.
A Comissão Organizadora da Queima das Fitas 2009 (COQF) lamenta estas situações. “Tentar mudar a imagem de excessos dos estudantes é uma guerra da organização que dura há anos”, explica Nuno Matos da comissão.
Além dos estudantes alcoolizados, são tratados casos de entorses, ferimentos provocados por agressões, cortes e indisposições, por exemplo. Só durante a tarde de domingo, os HUC receberam 74 universitários.
Ainda assim, os números não surpreendem os técnicos hospitalares nem a organização da festa. “O número de estudantes hospitalizados é mais ou menos o mesmo de anos anteriores”, refere fonte dos HUC ligada às Urgências.
O primeiro dia da maior festa de estudantes do País é conhecido pela Serenata e pelos jantares de curso. E é devido a estes últimos que muitos estudantes acabam por cometer excessos, logo no arranque da festa. Daí que tenham sido encaminhados 25 estudantes para o hospital, 17 dos quais devido a coma alcoólico.
No dia do Cortejo, com o desfile de carros alegóricos dos diversos cursos, as bebidas são oferecidas durante a tarde aos estudantes e aos milhares de espectadores que acorrem à cidade. No entanto, Nuno Matos não acredita que este seja o motivo para o aumento de casos de excesso de álcool.
“O problema é o controlo das pessoas. Tem a ver com o comportamento individual e não com a oferta de bebida”, defende o também estudante da Universidade de Coimbra.
A COQF reforça que “não é nossa intenção que os estudantes tenham de ser hospitalizados”. E acrescenta: “Tentamos sensibilizar os estudantes para terem cuidado e para mudarem a imagem de excessos dos estudantes”.
Para combater o consumo de álcool, a própria Direcção-geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) apresenta alternativas. “Outros prazeres” é um posto de venda de batidos e cocktails de frutas sem álcool situado no recinto dos concertos. Os preços não ultrapassam os 50 cêntimos.
A maioria dos estudantes que recebem apoio hospitalar são encaminhados para os HUC. No entanto, quando já estão no recinto passam a ser dirigidos para o Hospital dos Covões, do Centro Hospitalar de Coimbra, por se encontrarem do outro lado da cidade. O DN tentou, sem êxito, obter os números de universitários atendidos neste hospital.
No próprio local dos concertos existe uma tenda da Cruz Vermelha, onde 20 pessoas garantem os primeiros cuidados. Também aqui a maioria apresentou consumo de álcool em excesso.
A Queima das Fitas termina no próximo dia 8. A iniciativa comemora 110 anos.
Fonte: DN.
Medo da gripe suína aumenta hipocondria Maio 2, 2009
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Com a possibilidade da gripe suína se tornar uma pandemia, pessoas que não ficaram expostas ao vírus passam a desenvolver doenças psicossomáticas –reações orgânicas produzidas por influências psíquicas. O psiquiatra José Toufic Thomé, coordenador da comissão técnica sobre intervenções em desastres da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), diz que isso ocorre quando a população sadia fica exposta ao risco de morrer em consequência de uma doença.
Dados da Comissão de Saúde Mental do Conselho Econômico e Social da ONU (Organização das Nações Unidas) mostram que 20% da população mundial tende a desenvolver doenças ligadas ao campo da saúde mental. “Todo o estresse leva ao aumento de cortisol, que aumenta o sistema noradrenérgico. Todos esses agentes vão atuar na menor recaptação da serotonina. Isso pode desencadear quadros depressivos”, diz.
O psiquiatra disse que seus pacientes que sofrem de distúrbios emocionais já relataram ter receio em ter contraído a doença. “Alguns pacientes já trouxeram o medo de estar com a gripe suína. Você vai deslocando uma ameaça fantasiosa interna para um ameaça real”, avalia.
O especialista fala que quem se preocupa obsessivamente com o próprio estado de saúde também acredita ter sido contaminado, mas isto não significa que a pessoa esteja realmente doente. “As pessoas que têm tendências hipocondríacas já se sentem gripadas, com dor de cabeça, e passam a achar que tem os sintomas da gripe suína. Ela vai para o pronto socorro e vão dizer: ‘você não tem nada, isso é emocional’”, comenta.
O médico recomenda que as pessoas que sentirem os sintomas, mesmo que não tenham risco de ter contraído a doença, devem procurar auxílio médico. “A medida que você passa a ter sintomas, de alguma forma eles estão expressando algum tipo de sofrimento, seja ele de forma física ou emocional. Acho que vale a pena de você ir ao médico, até para se livrar da ameaça”, afirma.
Fonte: Folha Online.
Damásio investiga efeitos da rapidez da TV nas crianças Abril 28, 2009
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O neurocientista português António Damásio disse hoje à agência Lusa que os resultados do primeiro estudo científico sobre o sentimento da admiração, por si liderado, abrem caminho para investigações sobre os efeitos da rapidez da televisão nas crianças.
«O cérebro precisa de mais tempo e mais contexto para processar as emoções de admiração e de compaixão», salientou António Damásio, admitindo que os resultados do estudo que liderou, recentemente publicados, possam levar investigadores de outras áreas científicas a estudar os efeitos de histórias contadas muito rapidamente.
Para o investigador da Universidade do Sul da Califórnia, poderá ser investigado no futuro o que acontece ao desenvolvimento do cérebro «se se contar uma história rapidamente e sem contexto».
«A ênfase seria sempre para o cérebro formativo das crianças e não dos adultos», salientou Damásio, admitindo que o objecto de estudo possam ser «imagens rápidas de notícias na televisão».
António Damásio lamentou que alguns órgãos de comunicação social, nomeadamente no Reino Unido e nos Estados Unidos da América, tenham associado os resultados do estudo que conduziu a novas ferramentas de comunicação na Internet, como a rede de microblogs Twitter.
«A nossa investigação é sobre o cérebro e não temos nada a concluir sobre os media», frisou o investigador português, notando que o artigo publicado na semana passada nas Actas da Academia Nacional das Ciências dos Estados Unidos não faz qualquer referência ao Twitter, tendo apenas um dos avaliadores feito uma ligação abusiva às redes sociais na Internet.
«Devo confessar que nunca fiz Twitter, mas, que eu saiba, o Twitter não tem nada a ver com a rapidez, mas sim com o limite de 140 caracteres por mensagem», acrescentou.
Os quatro autores do artigo, entre os quais o casal António e Hanna Damásio, concluíram que o cérebro leva mais tempo a processar sentimentos como a admiração ou a compaixão ante o sofrimento psicológico alheio.
Os seres humanos podem processar a informação muito depressa e responder em fracções de segundos a sinais de dor física, porém, a admiração e a compaixão, duas das emoções que definem a humanidade, requerem muito mais tempo, precisaram os investigadores da Universidade do Sul da Califórnia.
Os cientistas usaram histórias reais convincentes para induzir em 13 voluntários um sentimento de admiração perante uma virtude ou habilidade e compaixão face ao sofrimento físico e moral.
O grau de emoção foi verificado através de uma série de entrevistas antes e depois da captação de imagens do cérebro.
Estas mostraram que os voluntários necessitaram de seis a oito segundos para reagir plenamente às histórias sobre a virtude ou sofrimento moral.
Contudo, uma vez despertada esta emoção, a resposta durou muito mais do que as reacções suscitadas pelas histórias que se centraram na dor física.
O estudo é o primeiro que investiga as bases nervosas da admiração e que incide na compaixão num contexto mais amplo do que a dor física.
Os cientistas também observaram que estas emoções estão fortemente enraizadas no cérebro e nos sentidos, afectando sistemas nervosos primordiais que regulam a química sanguínea, o sistema digestivo e outras zonas do organismo.
Fonte: Destak.
Um caso extremo de agorafobia Abril 17, 2009
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Uma mulher inglesa “presa” em casa durante vinte anos. Ler aqui.



