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Brincadeira influencia aprendizagem de crianças autistas Maio 16, 2008

Posted by A Ovelha Perdida in Investigação, Saúde, Terapias.
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A especialista Bryna Siegel destacou hoje, no Porto, a importância da brincadeira para a aprendizagem das crianças autistas, que aprendem «com maior facilidade, se estiverem em contacto com objectos que gostam».

Bryna Siegel, autora do livro «O mundo da criança com autismo – Compreender e tratar perturbações do espectro do autismo», caracterizou o comportamento dos autistas e apresentou várias técnicas que os pais e educadores podem implementar durante a aprendizagem das crianças.

«Sem a brincadeira, não há bases para a aprendizagem. Embora as crianças autistas não brinquem com os brinquedos da mesma forma que as outras crianças, aprendem com maior facilidade, se estiverem em contacto com objectos que gostam», afirmou Bryna Siegel, especialista em autismo, da Universidade da Califórnia.

Bryna Siegel relatou uma situação em que uma criança normal brinca com um camião, enquanto uma criança autista «coloca todos os camiões numa fileira simétrica e analisa cada detalhe do brinquedo».

De acordo com Siegel, através da repetição das palavras e da pronúncia feita num tom de voz mais elevado, as crianças com deficiência social podem aprendem os nomes das cores, dos números, das partes do corpo, horas e datas.

«As crianças com autismo repetem tudo o que ouvem, mas não conseguem compreender o significado de cada palavra», explicou a investigadora.

Bryna Siegel disse ainda que os autistas compreendem «mais facilmente substantivos do que os verbos, porque fazem a relação com as coisas que vêem» e que os educadores devem utilizar fotografias para levá-los a pensar sobre o objecto.

«Muitos deles têm boa memória fotográfica e processual, sendo capazes de montar um quebra-cabeça com as imagens viradas para baixo», disse a especialista.

Siegel explicou que a criança autista tem a tendência a não estar consciente dos sentimentos das outras pessoas e apresentam problemas de comunicação.

«Embora as crianças não falem, podem fazer-se entender. Conseguem brincar e relacionar-se com crianças normais e com as que falam outras língua, através da linguagem não-verbal», afirmou a investigadora.

Bryna Siegel disse que «por não ter uma linguagem verbal, a criança autista apresenta uma dificuldade acentuada em iniciar uma conversa com outras crianças, mas consegue utilizar a linguagem quando precisa de alguma coisa, o que é conhecido como linguagem instrumental».

Referiu também que «a criança autista é capaz de compreender que um sorriso e um aceno de cabeça podem ter significados positivos, que remetem a uma acção correcta».

«Mas a criança que não compreende o gesto, não compreende o funcionamento da mente, por isso nem sempre pede ajuda porque não têm consciência de que os outros conseguem interpretar o mundo à sua volta», frisou Siegel.

Bryna Siegel é directora da Clínica para o Autismo e professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia, em São Francisco.

Na sua obra, «O mundo da criança com autismo – Compreender e tratar perturbações do espectro do autismo», descreve o que designa por «comportamentalismo desenvolvimental», que está na base do tratamento de dificuldades específicas do autismo no campo da percepção, do processamento e da recuperação da informação.

O seu projecto mais recente, Jump Start, consiste num «modelo para ajudar crianças com autismo a aprenderem a aprender e ajudar os pais a integrarem serviços da escola e da casa».

Fonte: Diário Digital / Lusa.

Comentários»

1. lillyrose - Maio 31, 2008

Artigo muito interessante.Gostaria de contactar com “Ovelha Perdida”. Sou Psicóloga e trabalho com crianças autistas de várias nacionalidades no Algarve. Obrigada.

2. A Ovelha Perdida - Junho 2, 2008

Pode contactar para:
brissos@jubileu.org

Sou Psicoterapeuta, mas não tenho formação na área de Autismo.
Cumprimentos.

Brissos Lino

3. sandra helena da silva - Fevereiro 11, 2009

uma criança autista pode aprender em uma sala com alunos sem serem autistas?

4. sandra helena da silva - Fevereiro 11, 2009

Gostei muito do artigo, pois tenho uma crainça autista incluida em minha sala com crianças sem serem autistas. Eu gostaria de receber dicas de como devo proceder.

5. A Ovelha Perdida - Fevereiro 11, 2009

A Sandra terá que contactar com algum especialista na matéria para desfazer as suas dúvidas.

6. Jaqueline - Julho 14, 2009

Boa tarde, sou membra de uma igreja evangélica na qual temos como membro desta, uma criança autista. Para melhorar o nosso trabalho com esta criança , gostaria de receber por email, brincadeiras,atividades, até mesmo instruções de como trabalhar com esta criança. Desde já agradeço, e que Deus abençoe vocês.

A Ovelha Perdida - Julho 15, 2009

Peço desculpa mas a resposta é idêntica à que dei à Sandra. Terá que contactar com algum especialista na matéria. Não é o nosso caso.

7. GIOVANIA - Julho 20, 2009

EU AMO CRIANÇA E TENHO UMA MUITO ESPECIAL ,AMO ELA E QUERIA SABER COM QUE TIPO DE BRINQUEDO POSSO USAR COM ELA PARA ATRAIR SUA ATENÇÃO ELE É UM MENINO MUITO ESPERTO E SABE MUITOS NUMEROS SE PARA EM UM SINAL ELE CONTA DIREITINHO .
BJS

8. Daniela Pantoja - Agosto 3, 2009

tenho um sobrinho de 6 anos e descobrimos a pouco tempo que ele é autista,ele muitas vezes parece saber e entender o que se diz que as outras duas crianças de mesma idade dele em casa.eu queria receber dicas como lida com ele.

9. Claudia GArcia Mendes - Agosto 27, 2009

uma criança autista pode aprender em uma sala com alunos sem serem autistas?

daniele pamela - Setembro 10, 2009

sou mãe de uma criança autista todos eles podem mas é melhor se adapitarem primerio com crianças do seu nível forças colega

10. Claudia GArcia Mendes - Agosto 27, 2009

Tenho um novo aluno, diagnosticado como autista. em geral como é o comportamento de um autista? o meu aluno é muito agitado, não permanece sentado, anda pela sala, quer pegar tudo , er tudo e quer sair da sala. tenho trazido, blocos, letras moveis para tentar iniciar um processo de aprendizagem e um contato mais proxmo..sinto-me insegura quanto as minhas ações! o que fazer???

11. Célia mariana Gomes Valente da Silan - Novembro 12, 2009

tenho um autista em casa